quarta-feira, 13 de abril de 2022

A reestatização da Eletrobras

 

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Daniel Rittner | Valor

E se a Eletrobras for mesmo privatizada nos próximos meses? E se Lula, que lidera todas as pesquisas, for eleito em outubro? Ele leva adiante sua reestatização ou é conversinha de candidato que acena à militância? OK, o PT precisa bancar esse discurso antes das eleições - mas, lá no fundo, por acaso não estaria torcendo para Jair Bolsonaro concluir logo a venda? Não seria melhor voltar para o Palácio do Planalto, em 2023, com uma gigante do setor elétrico capitalizada e sem a cobiça de aliados políticos por cargos numa Furnas da vida? 

“De jeito nenhum”, me disse taxativamente a presidente nacional do PT, ex-ministra Gleisi Hoffmann, quando lhe perguntei, em uma conversa recente, se não havia certas pautas da dupla Bolsonaro- Paulo Guedes - como a privatização da Eletrobras ou a reforma administrativa - nas quais o partido precisava bater publicamente, mas talvez até fossem boas ideias, melhores ainda se resolvidas antes de um governo Lula 3.0 tomar posse, pois cabeludas demais para o petista bancar junto à sua base. “Nem pense nisso”, respondeu Gleisi, cortando a conjectura. 

Ideias preliminares no PT para retomar o controle da empresa

A prioridade do PT hoje é postergar ao máximo/evitar a privatização da Eletrobras. No governo, corre solta a versão de que o atraso já imposto ao processo pelo ministro Vital do Rêgo, no Tribunal de Contas da União (TCU), é obra do senador Renan Calheiros (MDB-AL) - articulador da eleição de Vital ao órgão de controle em 2014 -, atendendo a pedido de Lula. Nenhuma das partes confirma. 

Primeiro ponto: a chamada pública para capitalização da Eletrobras, com recursos dos acionistas privados e fazendo encolher a fatia societária da União, deve escorregar para o segundo semestre. Para se concretizar a operação em maio, usando o balanço do último trimestre de 2021, só com um sinal verde do TCU até o dia 27 de abril. É uma data- limite, para o BNDES trabalhar com muita emoção, mas ainda tecnicamente possível. Depois disso, seria necessário esperar o balanço do primeiro trimestre. 

É grande a chance de Aroldo Cedraz, relator no TCU, liberar seu voto na sessão plenária da semana que vem. Mas haveria pedido de vista e o processo só voltaria a ser deliberado em 11 ou 18 de maio. Tarde demais. 

Segundo ponto: na leitura do mercado, para que a operação seja bem-sucedida, há diferença entre fazê-la em maio e fazê-la no fim de julho ou no começo de agosto - para quando seria arrastada a capitalização com o atraso no TCU. Em agosto, férias no hemisfério Norte, os gestores de fundos internacionais estão em Ibiza ou no Caribe. Boa parte do dinheiro reservado para IPOs ou “follow ons” ao longo do ano é gasta já no primeiro semestre. E imagine-se a tensão pré-eleitoral. 

Terceiro ponto: técnicos no partido que pensam sobre setor elétrico e pessoas próximas do ex-presidente já têm algumas ideias - ainda preliminares - de como executar a eventual reestatização da Eletrobras. 

Há algumas possibilidades no cardápio. De imediato, a ordem seria uma interrupção do processo de descotização das hidrelétricas detidas pela empresa. A lei de privatização da Eletrobras estabelece uma transição gradual, de cinco a dez anos, para a mudança do regime de cotas (venda da energia pelo preço de custo) à liberdade tarifária das usinas totalmente amortizadas. Uma MP poderia interromper essa transição. Muito possivelmente haveria um tombo no valor das ações e susto no mercado, mas ninguém estaria desavisado. 

Uma das possibilidades para a retomada efetiva do controle seria colocar o BNDESPar, braço de participações societárias do banco, para comprar ações da Eletrobras no mercado - o governo Bolsonaro prevê reduzir a fatia da União a 45%. 

Outra seria um aporte do Tesouro, bilionário, que os demais acionistas podem acompanhar. Se todos de fato acompanharem, o efeito para redistribuição societária torna- se nulo. No entanto, diante de um contexto de descotização das hidrelétricas e perda de valor das ações, aposta-se que a União voltaria a ser majoritária. 

Finalmente, um ex-auxiliar de Lula e Dilma Rousseff no setor cogita outra alternativa. Trata-se de manter a posição acionária herdada do governo Bolsonaro, mas revisar o limite de 10% para o exercício de voto na Eletrobras. É justamente o que transformaria a empresa em uma “corporation”, sem controlador definido. Com mudanças na lei aprovada em 2021, no estatuto social e no acordo de acionistas, pode-se dar o papel de controladora à União novamente - mesmo com menos de 50% das ações. 

“O PT não fez nacionalizações, desapropriações, nunca tomou medidas extremas e não fará isso agora”, diz o senador Jean Paul Prates (RN), que desistiu de concorrer nas eleições deste ano e é sempre lembrado como um potencial ministro de Minas e Energia de Lula em 2023. Mas, para ele, ter uma estatal como a Eletrobras, em plena transição energética, é chave. Exploração de eólicas offshore (que têm um potencial para gerar 700 mil megawatts na costa brasileira), a incipiente energia das ondas, a eletromobilidade (capaz de propiciar um choque de transporte público barato ao eliminar o uso do óleo diesel nos ônibus) são temas que podem enfrentar falhas de mercado e requerer atuação do Estado, argumenta o senador Jean Paul. 

“Nos anos 1980, época do pico negativo do petróleo, só duas empresas investiram em águas profundas: Petrobras e Statoil. Ambas estatais. Nos anos 1990, ninguém teria construído o gasoduto Brasil- Bolívia. Havia dúvidas sobre o tamanho das reservas bolivianas e até sobre o mercado consumidor em São Paulo”, lembra-se o petista. 

O ponto de Jean Paul é o seguinte: não haverá nenhum movimento brusco, o PT está comunicando desde já suas ideias, mas não abre mão de reverter a privatização da Eletrobras. Então, a menos de seis meses das eleições, por que fazê-la? “É melhor parar, ajeitar o processo, colocar isso para debate na campanha, esperar 2023. Se não, nos primeiros meses de novo governo [Lula], a gente desfaz tudo. Para que criar trauma desnecessário?” 

Curioso é resgatar o duelo no segundo turno presidencial em 2006. Para escapar da pecha de privatista, o ex-tucano Geraldo Alckmin vestiu jaqueta com o logotipo de empresas públicas e prometeu “reestatizá-las”. Era uma forma, naquele tempo, de criticar a administração do PT nas estatais. Tantos anos depois, Alckmin poderá defender uma reestatização literal, de verdade. 

https://valor.globo.com/brasil/coluna/a-reestatizacao-da-eletrobras.ghtml

 

Deu na Imprensa - 13/04

 

O noticiário permanece quente nesta quarta-feira, 13, com desdobramentos das denúncias de corrupção em estatal controlada pelo Centrão, as dificuldades de empresas com a operação-padrão da Receita Federal, o atraso na concessão de aeroportos e o risco de recessão global provocado pela alta recorde da inflação nos EUA.

Eis as manchetes dos jornalões brasileiros. Folha: Codevasf incha com emendas, lucra com taxa e perde foco. Estadão: Liberação de cargas supera 20 dias; empresas cobram Guedes. O Globo: Burocracia empurra concessão de aeroportos para 2024. Valor: Inflação nos EUA aumenta o risco de recessão global.

Na política, O Globo informa que a pré-candidatura de Simone Tebet e o possível apoio a Lula nas eleições causam racha entre caciques do MDB. Já o Valor destaca que senadores do MDB cortejaram Lula em jantar. Ex-presidente mostra comedimento em encontro que reuniu ainda parlamentares do PSD e PDT. Ainda no diário financeiro, Fernando Exman escreve que aliados pedem cautela a Lula e criicam excesso de confiança.

Mas o Painel da Folha informa que aceno de Lula ao MDB vem após receio de isolamento com candidatura única da terceira via. “Embora tenha se engajado em conversas com diferentes lideranças, o petista não conseguiu apoio de outras legendas”, aponta. Fábio Zanini escreve que União Brasil, Cidadania, MDB e PSDB pretendem caminhar juntos, e a estrutura combinada desses partidos preocupa o PT, que, até o momento, não conseguiu concretizar apoio formal de partidos maiores. 

O noticiário é contraditório, apesar disso. E a terceira via sobrevive na esperança da velha mídia e comentaristas. Estadão diz que, após reunião do MDB com Lula, União Brasil vê Tebet fora da disputa presidencial e quer lançar Bivar. Em outra reportagem, o Estadão noticia também que o tucano João Doria janta com Michel Temer e Simone Tebet após Bruno Araújo dizer que acordo entre partidos está acima das prévias. “Avaliação na cúpula do PSDB, segundo interlocutores, é que o nome da senadora do MDB ganhou força e desponta como favorito para liderar consórcio da terceira via”, resume. 

E nota no Painel diz que Temer sugere a Simone Tebet versão social de Ponte para o Futuro. “O momento exige concentrar-se em questões voltadas para o futuro: direitos trabalhistas adequados à nova realidade do mercado, o desenvolvimento humano e a economia verde. Tudo isso com base na Constituição e garantindo a segurança jurídica”, relata a coluna. 

Enquanto isso, o governo Bolsonaro enfrenta crises em múltiplas frentes, sempre em cima de um tema delicado para o Planalto: a corrupção. Além do escândalo da Codevasf e do MEC, agora novo problema: o líder do PSB colhe assinaturas para ‘CPI do Viagra’. O deputado federal Bira do Pindaré (MA) reúne assinaturas para investigar compra de Viagra pelas Forças Armadas. Os parlamentares apuram também a aquisição de próteses penianas para hospitais do Exército.

Estadão mantém o escândalo do MEC no foco da editoria de política: Orçamento secreto foi usado para turbinar esquema de ‘escolas fake’. “Mecanismo que direciona recursos públicos com base em critérios políticos é insuficiente para 2 mil obras do FNDE”, aponta o jornal. O esquema envolve Ciro Nogueira (PP-PI). E a Folha: Aliado de Lira vendeu kit robótica 420% mais caro do que declarou ter pago. “Empresa que obteve verbas do governo Bolsonaro pagou R$ 2.700 por produto vendido posteriormente por R$ 14 mil”, revela. 

O Globo informa que a Comissão de Educação já atua como CPI e vai ouvir envolvidos em denúncias sobre pastores no MEC. “Embora tenha poderes limitados, colegiado já aprovou convite a 21 pessoas e colheu depoimentos de prefeitos e diretor do FNDE”, resume o jornal. A ideia é reunir todos os elementos colhidos e enviá-los ao Ministério Público e a Polícia Federal. Já existe inquérito para apurar suspeitas levantadas no MEC.

Na economia, é a carestia o tema quente do dia. Folha aponta que inflação da cesta básica salta de 13% para 21% em março. “Alta, cumulada em 12 meses, resulta de clima adverso, preço de fretes e guerra na Ucrânia”, diz o jornal. A inflação superou a marca de 20% no acumulado de 12 meses, indica estudo de professores do curso de economia da PUC do Paraná. Valor relata que o repique da inflação corrói incentivos ao consumo e à renda. Para economistas, disparada dos preços anula impactos de medidas como saques do FGTS. 

Vinícius Torres Freire comenta que a inflação mundial da comida é a maior em 32 anos. “Disparada de preços de alimentos medida pela FAO é recorde e balança política”, alerta. “O preço de carnes, grãos, derivados de leite, óleos e açúcar não era tão alto faz pelo menos 32 anos, segundo as contas da FAO”.

E a crise social traz um novo dado preocupante: o trabalho infantil no Brasil pode ser 7 vezes maior do que apontam pesquisas. “Estudo a partir de dados do Banco Mundial estima que 5,7 milhões de crianças de 7 a 14 anos estão nessa situação”, diz a Folha. Estudo do pesquisador brasileiro Guilherme Lichand, da Universidade de Zurique (Suíça), e de Sharon Wolf, da Universidade da Pensilvânia (EUA), concluiu que o percentual, na verdade, seria de 19,15%, ou 5,658 milhões de crianças. E não 2,5%.

MEIO AMBIENTE 

A Reuters noticia com destaque que Lula promete a povos indígenas que reverterá medidas de Bolsonaro. “O ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva prometeu na terça-feira aos povos indígenas do Brasil que pararia a mineração ilegal em suas reservas e reconheceria suas reivindicações de terras se vencer as eleições presidenciais em outubro”, informa.

Em outro despacho, como denúncia da violação dos direitos dos povos indígenas, a Reuters ainda alerta que foram mortos dois índios em confronto entre os Yanomamis na reserva invadida por garimpeiros em Roraima. “Um grupo indígena armado por garimpeiros ilegais atacou uma aldeia Yanomami em sua vasta reserva no norte do Brasil, matando dois de seus membros e ferindo cinco pessoas, disse um líder tribal nesta terça-feira”, ressalta. 

A Associated Press também repercute: Dois Yanomami morrem em conflito por mineração na floresta amazônica. “Um embate sobre a mineração na região amazônica entre dois grupos indígenas Yanomami deixou duas pessoas mortas e cinco feridas, segundo o presidente do conselho local de saúde”, reporta.

Despacho da France Presse também corre o mundo alertando que garimpo ilegal de ouro no Brasil se estende entre os Yanomami. A extração ilegal de ouro aumentou no ano passado na maior reserva indígena do Brasil, em meio ao “terror permanente”, segundo um relatório. A área afetada pelo garimpo, termo brasileiro usado para essas minas de ouro selvagem, aumentou 46% no ano passado em relação a 2020 no território Yanomami, atingindo 3.272 hectares no total. É o maior aumento anual desde 2018.

PSDB

Painel da Folha informa que PSDB cobra Ricardo Nunes por perda de espaço na Prefeitura de SP após a morte de Bruno Covas. “Grupo que orbitava o ex-prefeito se queixa de não estar sendo ouvido na administração municipal”, pontua.

Em outra nota, a coluna diz que a ala pró-Eduardo Leite do PSDB lança José Aníbal ao Senado. Grupo também decide apoiar Rodrigo Garcia na disputa pelo governo de São Paulo, diferenciando-o de João Doria. Aníbal assumiu vaga no Senado de agosto de 2021 até fevereiro de 2022, período em que José Serra ficou afastado para tratar de problemas de saúde. A ideia é a de que ele seja um representante do grupo chamado “Raiz Social-Democrata”, que se propõe a recuperar as tradições do PSDB —que, na visão deles, têm sido deturpadas por João Doria (PSDB).

LAVA JATO

E o Estadão noticia que o TCU abriu processo para identificar responsáveis por prejuízos da Lava Jato com viagens e hospedagens a seus procuradores. Após área técnica apurar gastos milionários entre 2014 e 2020, ministros miram ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa de Curitiba. Ambos estão sendo cobrados a devolverem R$ 2,5 milhões. Sergio Moro e Dallagnol criticaram a iniciativa do TCU: decisão seria ‘absurda e insustentável’.

ELETROBRÁS

No Valor, Daniel Rittner escreve sobre o processo de reestatização da Eletrobrás. “PT tem algumas possibilidades no cardápio para retomar o controle da empresa”, reporta. “A prioridade do PT hoje é postergar ao máximo/evitar a privatização da Eletrobrás. No governo, corre solta a versão de que o atraso já imposto ao processo pelo ministro Vital do Rêgo, no Tribunal de Contas da União (TCU), é obra do senador Renan Calheiros (MDB-AL) - articulador da eleição de Vital ao órgão de controle em 2014 -, atendendo a pedido de Lula”. Leia a íntegra ao final deste briefing.

BRASIL NA GRINGA

O britânico The Guardian noticia que Bolsonaro enfrenta duras críticas sobre a compra de Viagra pelo exército brasileiro. “Marinha e Força Aérea – que supostamente compraram mais de 30.000 comprimidos – alegam que a droga está sendo usada para tratar a hipertensão pulmonar”, escreve o correspondente Tom Phillips. “Observadores políticos chamam a 'farra de Viagra' dos militares de uma vergonha para um presidente populista que frequentemente se gaba de sua suposta virilidade”. 

O português Diário de Notícias também dá amplo destaque à revelação de que as Forças Armadas do Brasil compraram 35 mil doses de viagra. “Deputados querem saber o motivo da aquisição de medicamento contra disfunção erétil e acusam o Ministério da Defesa de pagar 143% a mais do que o preço de mercado”, escreve o correspondente João Almeida Moreira.  “Governo de Bolsonaro diz que remédio é para tratar hipertensão e que está tudo legal”.

No argentino Página 12, Emir Sader escreve sobre a participação de mulheres, negros e jovens na cena política brasileira. “Os grandes ausentes da política brasileira são mulheres, negros e jovens. A política brasileira, assim como os cargos de poder no país, nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, são, em geral, coisas de homens brancos adultos”, observa. “A campanha para que os jovens com menos de 18 anos se registem para votar no final deste ano foi relativamente bem sucedida, mas ainda há sete milhões de pessoas com mais de 16 anos que puderam votar e não se registaram”.

 

AS MANCHETES DO DIA

Folha: Codevasf incha com emendas, lucra com taxa e perde foco

Estadão: Liberação de cargas supera 20 dias; empresas cobram Guedes

O Globo: Burocracia empurra concessão de aeroportos para 2024

Valor: Inflação nos EUA aumenta o risco de recessão global

BBC Brasil: A fortuna secreta de oligarca do 'círculo íntimo' de Putin revelada por investigação da BBC

UOL: Aliado de Lira vendeu kit de robótica 420% mais caro do que o declarado

G1: Ucrânia acusa a Rússia de usar bombas de fósforo branco em ataques

R7: Ucrânia alega falta de segurança e não fará corredores humanitários hoje

Luís Nassif: Como o Brasil ignorou as políticas que consagraram a China

Tijolaço: ‘Me ajuda que te ajudo’ de pastores é ajuda em quê

Brasil 247: Alckmin diz que governo cruel de Bolsonaro exigiu união com Lula

DCM: Aliado de Lira vendeu kit robótica 420% mais caro do que declarou ter pago 

Rede Brasil Atual: Deputado inicia coleta de assinaturas para ‘CPI do Viagra’ na Câmara

Brasil de Fato: De olho em eleição, Bolsonaro copia ações de Lula para estimular economia

Ópera Mundi: Breno Altman: Ascensão da extrema direita exige nova esquerda anticapitalista 

Vi o Mundo: Marcelo Zero: Sanções, a principal arma de destruição em massa da atualidade

Fórum: Após ameaças a Lula, presidente do PSDB diz que Alckmin corre "risco de vida"

Poder 360: 12 Estados têm mais pessoas com Auxílio Brasil do que emprego

Congresso em Foco: Câmara dos Deputados aprova prorrogação de dívidas de devedores do Pronampe

New York Times: Putin chama negociações de paz de 'beco sem saída' e afirma que foco é leste da Ucrânia

Washington Post: A guerra persistirá, diz Putin desafiador no início das investigações

Wall Street Journal: Inflação atinge máxima de 40 anos, chegando a 8,5%

Financial Times: Johnson e Sunak são multados por violações de bloqueio de Covid

The Guardian: PM: Eu quebrei minha própria lei, mas me recuso a sair

The Times: Johnson se recusa a sair por causa de multa de festa de bloqueio

Sputnik: Cerca de 1.026 fuzileiros navais ucranianos, incluindo 162 oficiais se rendem em Mariupol, diz Ministério da Defesa russo

Russia Today: Biden enviará mais armas para a Ucrânia – mídia

Pravda: Bezpalko: Rússia vai abandonar a ideia de Kiev de trocar Medvedchuk por ucranianos capturados

The Moscow Times: Escritório da Aeroflot invadido após ex-executivo pedir 'sabotagem de guerra'

Global Times: China dobra esforços para desobstruir artérias de transporte e logística

Diário do Povo: Xi inspeciona zona de desenvolvimento econômico na província de Hainan

Asia Times: Fazendo sem o dólar

Le Monde: Como Marine Le Pen ameaça o Estado de Direito

Libération: Macron. Querida, eu esqueci a esquerda

El País: Putin adverte que não vai parar até controlar Donbass

La Vanguardia: Putin adverte o Ocidente que não vão conseguir isolar a Rússia

Diário de Notícias: Exército paga 1,2 milhão de euros a privados para levar blindados e militares para a Romênia

Público: Euribor já chegou a terreno positivo e vai acelerar nos próximos meses

Frankfurter Allgemeine Zeitung: Ucrânia rejeita visita de Steinmeier

Süddeutsche Zeitung: A sensação de fraqueza de Zelensky

Clarín: Outra manobra de Cristina para freiar o ingresso da Corte na magistratura

Página 12: Câmera surpresa

Granma: Díaz-Canel recebe a vice-presidente da República Bolivariana da Venezuela

Boris Johnson pediu desculpas ontem por ter dado festas durante o lockdown em Londres

 

A maioria dos paulistas e fluminenses é contra a realização do carnaval em abril, apurou pesquisa divulgada ontem pelo Datafolha. Por conta da pandemia de covid-19, a festa foi adiada de fevereiro para os dias 20 a 23 de abril. Segundo o levantamento, em São Paulo, somente 17% dos entrevistados apoiam a folia fora de época, e 6% dizem que vão sair em blocos. Os números são praticamente os mesmos na capital e no interior. Já no Rio há discrepância. Em todo o estado, 26% apoiam o carnaval em abril, mas na capital a adesão é de 33%, contra 20% no interior. (Folha)




A Anvisa está recebendo desde a semana passada pareceres de entidades médicas para fundamentar a resposta ao pedido do Instituto Butantan de liberação da CoronaVac para crianças a partir de três anos. Hoje, a vacina contra covid-19 produzida pela instituição paulista só pode ser usada em pessoas acima de seis anos. Segundo fontes na agência, os estudos estão avançados, mas pendências técnicas não permitem prever quando o imunizante será liberado para os pequenos. (Globo)

Falando em covid-19, o premiê britânico Boris Johnson pediu desculpas ontem por ter dado festas durante o lockdown em Londres. Ele, sua mulher, o ministro das Finanças, Rishi Sunak, entre outros, foram multados pela polícia da capital devido a violações das regras de distanciamento. (UOL)




A ação do ser humano sobre o clima está aumentando a quantidade de chuvas em furacões e tempestades tropicais, o que explica um número crescente enchentes em eventos climáticos extremos. Segundo estudo da Universidade Stony Brook, em Nova York, o volume de chuvas em tempestades e furacões cresceu entre 5% e 10% em 2020, quando os dados foram colhidos. (CNN)

Weintraub: Bolsonaro mandou entregar FNDE ao Centrão

 

Foco das mais recentes denúncias de corrupção no governo, o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) foi entregue ao Centrão por ordem do presidente Jair Bolsonaro (PL). A acusação foi feita pelo ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que alega ter tentado protelar o cumprimento da determinação. “Ele falou: você vai ter que entregar o FNDE pro Centrão e eu falei: presidente, não faça isso. E eu fiquei adiando o máximo que eu podia, fiquei adiando”, afirmou em entrevista ao jornalista Iuri Pitta. Em junho de 2020, Marcelo Lopes da Ponte foi nomeado presidente do FNDE. Ele era assessor do presidente nacional do PP e hoje ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. (CNN)

Já Lopes da Ponte disse, em depoimento à Controladoria-Geral da União (CGU), que o pastor Arilton de Moura fazia insinuações sobre propinas, com frases como “Me ajuda que eu te ajudo”. Moura e o também pastor Gilmar Santos são acusados de montar um gabinete paralelo dentro do MEC para liberar verbas a municípios em troca de dinheiro e até ouro. Em conversa com prefeitos, o então ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, disse que a ordem para dar prioridade aos pleitos da dupla partiu de Bolsonaro. (g1)

No Senado, os governistas entraram em campo para barrar a criação de uma CPI do MEC. Uma das estratégias é instalar uma outra comissão para investigar irregularidades não especificadas no ministério durante os governos de Michel Temer, Dilma Rousseff e Lula. A oposição diz ainda que o ministro Ciro Nogueira está usando o “orçamento secreto” para tirar assinaturas do requerimento para criação da CPI. (Estadão)

Bernardo Mello Franco: “O coelhinho da Páscoa chegou mais cedo a Brasília. Às vésperas do feriado, o governo montou uma força-tarefa para melar a investigação do escândalo no MEC. Tocados pelo espírito cristão, três senadores retiraram suas assinaturas pela criação de uma CPI. A quarta inovou: disse que o jamegão não era dela.” (Globo)




A perspectiva de uma candidatura única de PSDB, MDB, UB e Cidadania e o crescimento do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas estão por trás do encontro do ex-presidente Lula (PT) em Brasília com senadores de outros partidos, diz o Painel. Cresce no PT o temor de isolamento, já que, até agora, somente aliados históricos como PCdoB, PV e, mais relutantemente, PSB embarcaram na candidatura de Lula. (Folha)

E a bancada do UB lançou ontem a pré-candidatura do presidente da legenda, Luciano Bivar, ao Planalto. Além de embaralhar a aliança da terceira via, onde já estão Simone Tebet (MDB) e os tucanos João Doria e Eduardo Leite, o movimento dos parlamentares joga uma pá de cal nas pretensões do ex-ministro Sérgio Moro de disputar a presidência da República. (Poder360)




Para justificar a compra de 35 mil comprimidos de Viagra, o Ministério da Defesa alegou que a droga, recomendada para disfunção erétil, seria usada no tratamento de hipertensão arterial pulmonar (HAP). Agora, como conta Guilherme Amado, o deputado Elias Vaz (PSB-GO) quer saber por que o Exército gastou R$ 3,5 milhões em próteses penianas infláveis de silicone, o tipo mais caro. A Arma ainda não respondeu.

Aliás... Embora a Anvisa autorize o uso do Viagra contra HAP, os comprimidos de 25mg e 50mg, comprados pelas Forças Armadas, estão acima da dosagem recomendada, 20mg. Além disso, a doença atinge principalmente mulheres e é rara no Brasil, um caso em cada 250 mil pessoas. (g1)



O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou ontem por unanimidade o relatório pedindo a cassação de mandato do deputado Arthur do Val (UB-SP). Ele é acusado de quebrar o decoro parlamentar após o vazamento de um áudio em que fazia comentários machistas em relação a refugiadas de guerra ucranianas. Um grupo delas esteve na Alesp para acompanhar a votação. O relatório segue para ser votado no Plenário da Casa. (UOL)




A polícia de Nova York ainda procura um homem que soltou bombas de fumaça e disparou tiros dentro de um vagão do metrô na manhã de ontem, no Brooklyn. Dez pessoas foram baleadas – cinco delas estão em estado grave – e outras 19 se feriram no pânico que se seguiu. Os policiais enfrentam uma dificuldade adicional porque as câmeras de segurança na estação da Rua 36 não estavam funcionando. Segundo testemunhas, o atirador usava um colete semelhante ao de trabalhadores da construção e uma máscara de gás. (Washington Post)

À noite, as autoridades disseram estar à procura de Frank R James, de 62 anos, que alugou uma van possivelmente usada pelo criminoso. Não se sabe o grau de envolvimento dele no caso. (BBC)

Desde o início do ano os EUA já registraram 150 tiroteios com mais de três vítimas. Durante a campanha, o presidente Joe Biden havia prometido mais rigor no controle de armas, entretanto, o lobby da indústria armamentista, especialmente entre os republicanos, não permite que projetos nesse sentido avancem. (Globo)




O presidente russo Vladimir Putin disse ontem que as negociações de paz com a Ucrânia chegaram a “um beco sem saída” e classificou como falsas as provas de atrocidades cometidas por seus soldados em Bucha, nos arredores de Kiev. Segundo ele, “as operações militares vão continuar” até atingirem seus objetivos. (New York Times)

Enquanto isso... O governo da Ucrânia anunciou ontem ter capturado o político e oligarca Viktor Medvedchuk, um dos principais aliados de Putin no país. Ele estava em prisão domiciliar, acusado de traição, e fugiu após a invasão russa, no dia 24 de fevereiro. Analistas apontavam Medvedchuk como potencial chefe de um governo pro-Rússia caso a Ucrânia tivesse sido rapidamente dominada. (CNN)




A divisão entre eleitores da esquerda francesa ficou evidenciada em uma pesquisa divulgada ontem pela OpinionWay-Kéa Partners. O presidente Emmanuel Macron, de centro, herdaria 43% dos votos do esquerdista Jean-Luc Mélenchon, que terminou o primeiro turno na terceira posição. Já 28% dos eleitores de esquerda apoiariam a ultradireitista Marine Le Pen. Segundo o mesmo levantamento, Macron deve vencer o segundo turno com 54% dos votos. (Poder360)

Meio em vídeo. O cientista político Miguel Lago, diretor-executivo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (INESP) e professor na Sciences Po, a principal escola da área na França, avalia as chances de Emmanuel Macron se reeleger ou de Marine Le Pen ganhar nas eleições nacionais — e quais as consequências de cada cenário. (YouTube)