segunda-feira, 13 de junho de 2022
Bolsonaro pediu interferência dos EUA na eleição, diz Bloomberg
O presidente Jair Bolsonaro (PL) aproveitou um encontro reservado com o colega americano Joe Biden durante a Cúpula das Américas para pedir ajuda de Washington em sua reeleição, disseram fontes da diplomacia americana à agência Bloomberg. Para tentar convencer Biden, o brasileiro alegou que seu adversário e líder nas pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria um perigo para os interesses americanos no Brasil. Segundo essas fontes, Biden, que teria ressaltado a importância de preservar a integridade do processo eleitoral brasileiro, desconversou diante do pedido. Na semana passada, ao questionar o sistema eleitoral brasileiro em entrevista a uma TV, Bolsonaro voltou a falar em fraudes nas eleições americanas de 2020, nas quais seu aliado Donald Trump perdeu para Biden. (Bloomberg)
Líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) usou as redes para criticar enfaticamente o suposto apelo de Bolsonaro a Biden. “Em qualquer lugar do mundo, pedir a intervenção de uma nação estrangeira em assuntos internos é crime de alta traição à pátria!”, escreveu em seu perfil no Twitter. (Correio Braziliense)
Jamil Chade: “Constrangimento e vergonha. Foi dessa forma que o Itamaraty e alguns dos principais diplomatas brasileiros receberam os relatos de que Bolsonaro teria solicitado ajuda de Biden nas eleições. O gesto foi visto como uma ‘afronta’ à soberania nacional e viola até mesmo os princípios de independência. O constrangimento foi ainda maior depois que a reação do governo americano foi, ao ouvir o pedido, de simplesmente mudar de assunto.” (UOL)
Ainda nos EUA, Bolsonaro participou no sábado de um evento numa igreja evangélica brasileira em Orlando, na Flórida. Em seu discurso, ele criticou o aborto e a “ideologia de gênero” e voltou a desafiar as leis, agora as da biologia. “Somos pessoas normais, podemos até viver sem oxigênio, mas jamais sem liberdade”, afirmou. (Metrópoles)
A Polícia Federal informou por nota que foram encontrados ontem um cartão de saúde em nome do indigenista Bruno Araújo e outros objetos dele e do jornalista inglês Dom Phillips. Os dois desapareceram na manhã do dia 5 quando iam de barco da comunidade Ribeirinha São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte, no Vale do Javari (AM). Segundo a PF, além do cartão, foram encontrados calçados e roupas dos dois e uma mochila com objetos pessoais de Phillips. Mergulhadores dos bombeiros acharam a mochila, que continha ainda um laptop, numa área de igapó, amarrada a uma árvore próximo à casa de Amarildo Costa de Oliveira, que está preso, suspeito de participação no desaparecimento do repórter e do indigenista. (g1)
“Hoje, é quase certeza absoluta de que eles não estão mais entre nós”, disse Lúcia Farias Sampaio, sogra de Dom Phillips, durante uma manifestação ontem no Rio cobrando a solução do desaparecimento. “Minha filha está lá em Salvador, sofrendo como uma louca. A vida deles desabou, porque tinham sonhos que foram por água abaixo”, afirmou. (CNN Brasil)
Para ler com calma. O repórter Vinícius Sassine refez o percurso de Araújo e Phillips antes de desaparecerem. Onde estiveram, com quem falaram e o que fizeram antes de partirem para Atalaia do Norte, aonde nunca chegaram. (Folha)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um levantamento (íntegra) mostrando que acolheu inteiramente seis sugestões feitas pelas Forças Armadas e parcialmente outras quatro. Feito por ordem do presidente da Corte, ministro Edison Fachin, o levantamento é uma resposta ao ofício do ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, reclamando que os militares “não se sentiam devidamente prestigiados” na Comissão de Transparência das Eleições (TCE). Entre as sugestões inteiramente atendidas estão a diferenciação entre “auditoria” e “fiscalização” e a atuação de empresas de auditoria contratadas por partidos. A única sugestão rejeitada foi a divulgação das listas de abstenções, o que, segundo o TSE, violaria a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. (Poder360)
Ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar afirma que procuradores da Lava-Jato o pressionaram a envolver o ex-presidente Lula (PT) em sua delação premiada. Segundo Mônica Bergamo, a entrevista dele está no documentário Amigo Secreto (trailer), de Maria Augusta Ramos, que estreia esta semana. Alencar diz que os investigadores indagavam sobre “o irmão do Lula, o filho do Lula, não sei o que do Lula, as palestras do Lula” e só aceitaram o acordo após o ex-presidente ser citado. Seu depoimento foi considerado fundamental para as condenações de Lula, depois anuladas pelo STF. (Folha)
Um grupo de 20 senadores americanos — 10 republicanos e 10 democratas — anunciou ontem um acordo para rever leis de controle de armas, diante da reação aos recentes massacres no país. Os pontos apresentados, porém, estão longe de promoverem mudanças profundas. Entre outros itens estão o veto à venda de armas a pessoas consideradas pela Justiça um perigo para elas próprias e os outros e o acesso a fichas criminais juvenis e registros de saúde mental para menores de 21 anos que queiram comprar armas. O anúncio aconteceu um dia depois de protestos em todo o país exigirem leis mais duras para a venda de armas de fogo. (Washington Post)
Bolsonaro em dia de ira ataca STF e imprensa
A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a cassação do deputado estadual Fernando Francischini (UB-PR) provocou no presidente Jair Bolsonaro (PL) um ataque de fúria intenso até para seus padrões. Ele participou ontem do lançamento do programa “Brasil pela vida e pela família”, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, mas praticamente ignorou o tema em seu discurso. Em vez disso, atacou a fala do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edison Fachin, de que a eleição é assunto das “forças desarmadas”. “Eu que sou chefe das Forças Armadas. Nós não vamos fazer o papel de idiotas. Eu tenho a obrigação de agir”, afirmou. Bolsonaro reclamou muito da condenação de Francischini, cassado por disseminar notícias falsas contra as urnas eletrônicas, conduta que o presidente repete continuamente. No Dia Nacional da Liberdade e Imprensa, Bolsonaro acusou veículos jornalísticos de serem “fábricas de fake news” e sugeriu seu fechamento. Bolsonaro insinuou ainda que não cumpriria ordens do STF. (UOL)
Pois é... A Segunda Turma do STF, por 3 votos a 2, derrubou a liminar do ministro Kassio Nunes Marques que suspendia a cassação pelo plenário do TSE de Fernando Francischini. Em 2018, ele divulgou em uma live notícias falsas sobre fraudes em urnas eletrônicas. Um recurso contra a decisão de Nunes Marques estava pautado para votação ontem no Plenário Virtual do Supremo, mas o ministro André Mendonça — assim como Marques, indicado ao cargo por Bolsonaro — interrompeu a votação em apenas um minuto com pedido de vista. Na Segunda Turma, ele votou contra a cassação, mas os dois foram vencidos por Gilmar Mendes, Edison Fachin e Ricardo Lewandowski. (g1)
O destempero de Bolsonaro respingou até em seu antecessor no Planalto. Em entrevista ao SBT, ele acusou o ministro do STF Alexandre de Moraes de ter descumprido os acordos de cessar-fogo firmados em setembro do ano passado sob as bênçãos do ex-presidente Michel Temer (MDB). Temer, porém, negou a existência de um pacto e afirmou que as “conversas se desenvolveram em alto nível como cabia a uma pauta de defesa da democracia. Não houve condicionantes e nem deveria haver, pois tratávamos ali de fazer um gesto conjunto de boa vontade e grandeza entre dois Poderes do Estado brasileiro”. (CNN Brasil)
Enquanto isso... A Justiça de São Paulo condenou Bolsonaro a pagar indenização de R$ 100 mil por danos morais a jornalistas. A ação, movida pelo sindicato paulista da categoria, ressalta que o presidente fez “175 ataques” a profissionais da imprensa, além de praticar assédio moral e ofender repórteres. O dinheiro irá para o Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos. Bolsonaro pode recorrer. (Poder360)
O TRE de São Paulo negou, por 4 votos a 2, a transferência de domicílio eleitoral do ex-ministro Sérgio Moro (União Brasil) de Curitiba para a capital paulista, numa ação movida pelo PT. Com isso, Moro, grande aposta do partido para puxar votos na eleição à Câmara, fica impedido de se candidatar no maior colégio eleitoral do país. Embora caiba recurso ao TSE, Gerson Camarotti revela que o ex-ministro não pretende levar a briga adiante. Em vez disso, ele se lançaria a senador pelo Paraná. No Twitter, Moro se disse surpreso com a decisão do TRE. “Nas ruas, sinto o apoio de gente que, como eu, orgulha-se do resultado da Lava Jato e não desistiu de lutar pelo Brasil. Anunciarei em breve meus próximos passos. Mas é certo que não desistirei do Brasil”, escreveu. (g1)
A Polícia Militar do Amazonas anunciou ontem a prisão de um suspeito do desaparecimento do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista e funcionário da Funai Bruno Araújo. Os dois sumiram na manhã de domingo no Vale do Javari, no Amazonas. Identificado apenas como “Pelado”, o suspeito foi interrogado na noite de ontem, mas ainda não há informações sobre o que ele disse à polícia. (Globo)
Segundo vigilantes indígenas que atuam na região, a segunda maior Terra Indígena do país, e estão fazendo buscas desde domingo, Phillips e Araújo foram vítimas de uma emboscada, supostamente encomendada por traficantes de drogas. (Amazônia Real)
ONGs e entidades jornalísticas e ambientalistas de todo o mundo cobraram do governo brasileiro explicações e uma solução para o desaparecimento da dupla. As famílias também pediram pressa. Em nota, a companheira e dois irmãos de Araújo disseram ainda terem esperanças de que tenha ocorrido algum acidente com o barco. Alessandra Sampaio, mulher de Phillips, gravou um vídeo apelando para que as autoridades intensifiquem as buscas. (g1)
Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) jogou a responsabilidade pelo desaparecimento nos desaparecidos. Segundo ele, Araújo e Phillips fizeram uma “aventura não recomendável” numa região “completamente selvagem”. Ressaltou, porém, que “as Forças Armadas estão trabalhando com muito afinco” para encontrá-los. (Metrópoles)
Meio em vídeo. Essa semana no Conversas com o Meio, Manuela DÆ’Ávila explica por que não vai ser candidata este ano e como é, pessoalmente, fazer política em meio à violência do bolsonarismo. (YouTube)
A Nova República não foi capaz de colocar no mapa brasileiro um partido de direita com base popular, um adversário orgânico para o PT. Por um tempo, acidentalmente, o PSDB ocupou este papel — mas era um curinga. Os tucanos não eram dados à oposição aguerrida, seus líderes não mobilizavam multidões e, ora, sequer estavam à vontade neste papel de ser ‘de direita’. Foi a ausência de um partido assim que gerou o antipetismo. Sem emoção positiva por uma legenda, alguns eleitores se definiram pelo que não queriam. No vácuo, argumenta Pedro Doria na edição de hoje do Meio Político, Jair Bolsonaro sequestrou e dominou esse espaço. No caminho para curar-se, a democracia brasileira precisará de um partido popular de direita. Uma sigla que possa organizar este grupo de eleitores no entorno da disputa eleitoral, longe do golpismo.
VOLTAMOS
VOLTAMOS. Após longo inverno e problemas técnicos estamos de volta!
segunda-feira, 18 de abril de 2022
Marcelo Queiroga, anunciou na noite de ontem que o Brasil vai decretar o fim da Emergência em Saúde Pública
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na noite de ontem que o Brasil vai decretar o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) para a covid-19 e que será editado nos próximos dias um ato normativo detalhando a medida. O anúncio, demanda antiga do presidente Jair Bolsonaro (PL), vai na contramão do que defendeu na semana passada a OMS. (g1)
Neste domingo, o Brasil teve 18 mortes provocadas pela covid-19, embora faltem os dados de Acre, Amapá, Distrito Federal, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins. A média móvel de óbitos ficou em 100. Entre os estados que divulgaram dados, Espírito Santo e Paraná apresentaram alta no número de mortes. (UOL)
E a China anunciou ontem as primeiras três mortes por covid-19 na cidade de Xangai desde o início do lockdown. Um dos principais centros financeiros do país, a cidade é o centro do maior surto da doença desde sua aparição, na província de Wuhan, no fim de 2019. Ontem, Xangai registrou 19.831 novos casos. (CNN Brasil)
Em mais uma ação do chamado “novo cangaço”, um grupo armado atacou no fim da noite de ontem a cidade de Guarapuava (PR). Os criminosos incendiaram carros e atiraram no batalhão da PM, ferindo dois policiais, e assaltaram uma empresa transportadora de valores. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o bando também ateou fogo a caminhões para bloquear os acessos à cidade, que tem 137 mil habitantes. (Poder360)
Branca, masculina e hereditária. Essas são três características que a diplomacia brasileira quer deixar para trás. As mulheres representam apenas 23,1% dos diplomatas, embora a relação seja mais equilibrada em outras funções do Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores não tem um levantamento de seus quadros por etnia, mas a percepção é que a representatividade também é baixa. Além disso, embora o ingresso seja por concurso, há uma tendência a que a carreira diplomática receba mais pessoas com parentes na área. A Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB) prepara um relatório com esses dados e pretende usá-lo para fazer com que o perfil da carreira reflita melhor a diversidade brasileira. (Folha)
Pierre, que nasceu no último sábado em Bragança Paulista (SP), terá uma peculiaridade na certidão de nascimento: um pai e duas mães. Ele é filho do trisal Regiane Gabarra (a mãe biológica), Priscila Machado e Marcel Mira – estes já eram casados há 15 anos. A família vai recorrer à Justiça para a inclusão do nome de Priscila no documento, pois a lei reconhece a “responsabilidade socioafetiva”, mas normalmente só permite a inclusão de mais um pai ou mãe em documentos de crianças acima de seis anos. O aumento no número de famílias não convencionais, como trisais, esbarra na falta de legislação sobre o tema. (g1)
STM sabia de torturas no regime militar, mostra áudio
Os ministros do Superior Tribunal Militar (STM) durante a ditadura (1964-1985) tinham conhecimento da prática de torturas. Se ainda restava alguma dúvida, ela se desfez com a divulgação ontem por Miriam Leitão de gravações feitas em sessões da corte nos últimos dez anos do regime (ouça e leia as transcrições). O material foi copiado e analisado desde 2017 pelo historiador Carlos Fico, da UFRJ. Numa das gravações, feita em 1977, o general Rodrigo Octávio Jordão Ramos relata o caso de Nádia Lúcia do Nascimento, que sofreu um aborto decorrente dos maus tratos quando esteve presa no Doi-Codi. No ano seguinte, o general Augusto Fragoso disse ter passado por outras crises militares “em 30, 32 e 35” sem ver acusações tão graves. Havia entre os ministros quem duvidasse das acusações, especialmente quando envolviam militares e não policiais. Nas sessões secretas, também gravadas, o ministros faziam piadas com os relatos de torturas, conta Carlos Fico. (Globo)
A Comissão de Direitos Humanos do Senado vai pedir acesso às gravações do STM. “A partir da divulgação desses dados sensíveis, a CDH do Senado vai promover uma devassa, uma rigorosa investigação sobre esses arquivos. Precisamos passar o Brasil a limpo. Urgentemente”, disse o presidente da comissão, Humberto Costa (PT-PE). (Extra)
E por falar... Morreu na sexta-feira, aos 97 anos, o general Newton Cruz, que chefiou o Serviço Nacional de Informações (SNI) durante o regime militar e, segundo a Comissão Nacional da Verdade, cometeu graves violações de direitos humanos. Ele chegou a ser julgado e absolvido pelo assassinato do jornalista Alexandre von Baumgarten e a mulher dele, em 1983. Famoso pela truculência, especialmente com a imprensa, tentou a política após passar para a reserva, mas nunca foi eleito para os cargos que disputou. (Poder360)
A dificuldade de o PT conciliar militância com alianças ficou clara mais uma vez. Na noite de quinta-feira, o presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), foi vaiado num encontro de sindicalistas com o ex-presidente Lula e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) em São Paulo. A hostilidade fez com que ele cancelasse o ato em que seu partido formalizaria o apoio à candidatura de Lula, marcado para o dia 3 de maio. Apesar disso, Paulinho descartou a possibilidade a apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não significaria um rompimento do apoio ao Lula, mas gostaríamos de discutir agora em outras condições. O que pensa o PT de uma aliança mais ampla, além de parte da esquerda que o PT juntou até agora”, disse o deputado. (CNN Brasil)
Há insatisfação também dentro do PT, mas com a equipe responsável pelas inserções de Lula na TV, como conta Malu Gaspar. Classificando o material como “oportunidade perdida”, dirigentes do partido reclamam que o ex-presidente parece sem emoção e com um discurso que não é facilmente compreensível para o eleitorado mais pobre. Já há quem fale em trocar a agência contratada para o trabalho. (Globo)
Meio em vídeo. A comunicação eleitoral mudou, ela é feita de clipes com alguns segundos que reforçam os preconceitos que as pessoas já têm ou definem suas identidades. No momento em que Bolsonaro cresce, o PT está se comunicando como se estivesse em 2010. Confira no Ponto de Partida. (YouTube)
Inconformado com a decisão do Whatsapp de só liberar para o Brasil uma ferramenta de disparo em massa de mensagens após as eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL) mandou o ministro da Comunicações, Fabio Faria, marcasse uma reunião com representantes do aplicativo. O adiamento do serviço “Comunidades”, que permite grupos com milhares de participantes, foi resultado de um acordo com o TSE para evitar a disseminação de notícias falsas durante a campanha eleitoral. Para Bolsonaro, o pacto é “inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido”. (Metrópoles)
O pastor Arilton Moura, suspeito de cobrar propina para liberação de verbas do MEC, esteve 35 vezes no Palácio do Planalto desde o início do governo Bolsonaro. A informação foi divulgada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que antes havia estabelecido sigilo sobre os registros. Seis das visitas aconteceram depois de o MEC comunicar à Controladoria-Geral da União (CGU) um pedido de apuração sobre suspeitas de propina na pasta. A Casa Civil apagou de sua conta no Flickr fotos de encontros entre Moura e o ministro Ciro Nogueira. Gilmar Santos, outro pastor suspeito de favorecimento, foi ao palácio dez vezes, sempre acompanhando o colega. (g1)
A Rússia ameaçou ontem eliminar todas as forças ucranianas que ainda combatem na cidade portuária de Mariupol. Mais cedo, as tropas que resistem à invasão rejeitaram um ultimato russo para depor as armas. Segundo um dos assessores do prefeito, os militares da Rússia pretendem fechar a cidade e instituir um sistema de passes para entrada e saída. Situada entre as províncias rebeldes do Donbas e a Península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, Mariupol é crucial para a estratégia de Moscou. (CNN)
No fim de semana, a marinha russa confirmou o afundamento do cruzador Moskva, o mais importante navio de sua frota no Mar Negro. A Ucrânia afirma ter atingido a embarcação com um míssil, enquanto Moscou alega que o navio afundou devido a um incêndio a bordo, sem especificar as causas. (BBC)
Em campanha para o segundo turno das eleições presidenciais na França, a ultradireitista Marine Le Pen foi acusada de peculato pela agência antifraudes da União Europeia. Ela e outros integrantes de seu partido, o Reagrupamento Nacional, teriam desviado 620 mil euros (R$ 3,1 milhões) para a legenda quando integravam o Parlamento Europeu. Advogados da candidata dizem que as acusações são antigas e foram resgatadas para prejudicá-la politicamente. (Guardian)
quinta-feira, 14 de abril de 2022
Deu na Imprensa - 14/04
As denúncias de corrupção envolvendo o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), ganham novos contornos com as revelações do Estadão como ele trata um apadrinhado no Cade como seu despachante pessoal. Em uma conversa, ele se refere ao presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, como “meu menino” e diz ainda “eu botei ele lá”. A conversa em que Ciro Nogueira fala sobre sua influência no Cade foi gravada pelo empresário Joesley Batista, do grupo J&F, no dia 17 de março de 2017, quando ele buscava provas para sua delação premiada. E só agora veio à tona. Hoje, cinco anos depois, Ciro Nogueira se tornou o ministro mais poderoso do governo Bolsonaro e Alexandre Cordeiro, presidente do Cade. Os outros temas nas manchetes dos jornalões brasileiros são o aumento de 5% para o funcionalismo, que Bolsonaro quer conceder mesmo sem ter previsão orçamentária, e o sigilo imposto pelo Palácio do Planalto aos encontros de Bolsonaro com os pastores envolvidos no escândalo de corrupção no MEC. Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura são pivôs do escândalo do ‘balcão de negócios do MEC’, que resultou na queda do ministro Milton Ribeiro. O Globo revela que a CGU tem parecer contrário à decisão do GSI de impor sigilo a encontros de Bolsonaro com pastores lobistas do MEC. Sobre o aumento, o reajuste de 5% desagrada a servidores. Policiais falam em ‘grande decepção’. Na semana passada, Guedes disse que aumento generalizado destruiria a economia. Ainda sobre as suspeitas de corrupção, Bolsonaro reage se fazendo de desentendido ao ser confrontado com as suspeitas lançadas sobre o filho caçula Jair Renan. Ele diz que ZeroQuatro vive com a mãe e não sabe se filho investigado está certo ou errado. O jovem é alvo do Ministério Público Federal por corrupção, suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. E mais corrupção no Estadão: ‘Bolsonaro falou: você vai entregar o FNDE para o Centrão’, diz Abraham Weintraub. Ex-ministro da Educação, que deixou o governo no ano passado, afirma que o presidente colocou ‘pessoas erradas’ no MEC. Ele disse que recebeu ordem direta do presidente para dar o controle do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Centrão. Em entrevista à CNN Brasil, Weintraub disse que tentou protelar a entrega, mas teve que ceder. O FNDE está no epicentro das denúncias de cobrança de propina por pastores, realização de licitação de ônibus escolares com indicação de preços inflados e destinação de recursos para ‘escolas fakes’. Eis as manchetes dos principais diários. Estadão: ‘Meu menino’, disse Ciro Nogueira sobre presidente do Cade, seu apadrinhado. Folha: Bolsonaro decide dar aumento de 5% a servidores e militares. Valor: Bolsonaro decide dar reajuste de 5% a servidores. E O Globo: Planalto impõe sigilo a encontros de Bolsonaro com pastores do MEC. Valor traz o General Hamilton Mourão defendendo a compra de remédio para disfunção sexual: “O que são 35 mil comprimidos de viagra para 110 mil velhinhos?”, diz o vice-presidente da República. Para tentar se eleger senador pelo RS, ele tenta atrair eleitor insatisfeito com o presidente. O escândalo da compra de viagra para as FFAA tamém repercute fora do Brasil — leia em Brasil na Gringa. Ainda sobre os militares, Estadão reporta que o General Braga Netto se filiou ao PL em ato secreto e indica ‘chapa pura’ com Bolsonaro. Cotado como vice do atual presidente, general oficializou entrada na sigla dia 28. Mas nem líderes do partido souberam do registro. Sobre a crise social em que o Brasil está mergulhado, Bolsonaro volta a negar a realidade. Ele disse que não se tem notícia de escassez de alimentos no Brasil. Mas confessou a que inflação vai durar um ‘longo tempo’. A declaração é contraditória, mas Bolsonaro não prima pela inteligência. Ele tenta se desvencilhar das responsabilidades pelo desastre econômico e social. A tragédia social é expressa em notícia da Folha: Oito a cada 10 pessoas veem aumento de pessoas em situação de rua em São Paulo e Rio, revela Datafolha. E um sinal da indiferença e falta de empatia. No interior, um a cada quatro diz que responsabilidade pelos problemas dessa população é das próprias pessoas que vivem em vulnerabilidade. Na economia, duas notícias importantes: 1) Mercado projeta inflação de 7,5% no fim deste ano. Resultado do IPCA em março leva a revisão das estimativas; e 2) Governo estima déficit de R$ 66 bilhões este ano, empurrando um possível superávit primário para 2025. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias deve repetir o ano passado e trazer previsão de revisão de salários em 2023. LULA Na política, a Folha faz estardalhaço com a informação de que o PT propõe a revogação da reforma trabalhista e “reforça polêmica na campanha de Lula”. Carta que servirá de base para federação partidária previa inicialmente 'revisão' e foi alterada para termo mais incisivo. O tema foi debatido na reunião do diretório nacional do PT, que também aprovou, por 68 votos a 16, a indicação do nome do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) para compor a chapa de Lula como vice-presidente — leia mais sobre a repercussão internacional em Brasil na Gringa. Ainda sobre Lula, Bela Megale escreve no Globo que empresários pedem que Lula apresente ‘rosto novo’ para área econômica. Empresários têm procurado interlocutores de Lula para pedir que ele apresente um “novo rosto” para a área econômica em sua campanha. Até o momento, representantes do mercado relataram que foram procurados apenas por nomes como os ex-ministros Zé Dirceu e Guido Mantega. E Lauro Jardim informa que a ascendência de Janja sobre agenda de Lula irrita até aliados petistas. Eles se queixam de que ela tem priorizado encontros com famosos em detrimento de eventos mais populares. O temor no partido é que a superexposição com artistas crie uma imagem elitista e distancie Lula do povo. No Valor, Cristiano Romero volta à ladainha de que Lula pode repetir o seu primeiro governo e que a indicação de Geraldo Alckmin é sinal ao mercado. Petista busca “convencer as elites empresariais e financeiras de que, com Alckmin vice-presidente, ex-representante da ala mais conservadora do PSDB, seu possível terceiro mandato será mais parecido com o que foi o primeiro termo no cargo, entre 2003 e 2006, do que foi o pesadelo da gestão de Dilma Rousseff”. PSDB A guerra entre tucanos permanece na mira da imprensa. O Painel da Folha relata que opositores do candidato João Doria usam a debandada no PSDB como argumento para reverter a prévia que o ex-governador ganhou para se tornar o nome do partido à disputa presidencial. Apoiadores de Eduardo Leite dizem que saída de filiados na janela partidária mudou configuração interna. “O grupo de tucanos que apoia o nome de Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul, como pré-candidato presidencial do PSDB já definiu o principal argumento que utilizará para rebater a acusação de Doria de que é alvo de tentativa de golpe no interior do partido. O paulista venceu as prévias presidenciais do PSDB no ano passado, mas uma ala do partido composta por nomes como Aécio Neves, José Aníbal, Tasso Jereissati, Paulo Serra (prefeito de Santo André), entre outros, defende a candidatura de Leite, que, segundo eles, teria mais condições de disputa nas eleições e representa melhor os valores da legenda. Já o Estadão emplaca que Simone Tebet ganha força no PSDB e passa a ser vista como a opção mais ‘estável’. Tucanos veem senadora do MDB como potencial nome único do centro. O ex-governador João Doria, pré-candidato da sigla, participou de jantar com ela e Michel Temer. Painel da Folha informa que o PSDB mantém controle sobre comissão da Câmara cobiçada por petistas e bolsonaristas. Tucanos seguirão comandando Comissão de Relações Exteriores, considerada estratégica. A CRE era um dos principais objetivos do partido na redefinição do controle sobre esses colegiados. O PT tentou emplacar o deputado Arlindo Chinaglia (SP), enquanto o PL buscava apoio para Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP). A CRE será presidida por Pedro Vilela (AL), que substitui Aécio Neves (MG). SÃO PAULO Monica Bergamo revela na Folha que o PV indicou Roberto Tripoli para ser vice na chapa de Haddad ao Governo de São Paulo. A sigla formou uma federação partidária com o PC do B e o PT. Vereador em São Paulo, Roberto Tripoli é presidente municipal da sigla em São Paulo. Pesquisa Datafolha mostra Haddad com 29% dos votos, e França, com 20%, seguidos por Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 10%, e Rodrigo Garcia (PSDB), com 6%. Em outra nota, Painel registra que a ex-primeira dama de São Paulo Lu Alckmin é citada no PSB como possível vice de Márcio França. Ela se filiou ao partido poucos dias após o marido Geraldo Alckmin. No dia da filiação, França disse que Lu terá “uma tarefa surpreendente e sensacional nas eleições”. O próprio Alckmin tem dado aval interno às menções ao nome dela como vice. A ex-primeira-dama agregaria dois elementos: é mulher e vincularia definitivamente o ex-governador à candidatura de França e não à de Fernando Haddad (PT) no primeiro turno. MEIO AMBIENTE Valor noticia que os danos sociais com exploração de ouro em terra indígena podem chegar a R$ 6,6 bilhões. Valores médios dos prejuízos sociais e ambientais produzidos pelo garimpo ilegal na Amazônia representam mais do que o dobro do valor de mercado do minério, dizem pesquisadores. PETROBRÁS Na economia, o destaque do dia é a concessão pelo governo de 59 áreas para exploração de petróleo por R$ 422 milhões. Sem a participação da Petrobrás, leilão foi alvo de protesto de ambientalistas. Do total arrecadado, 98% foram oferecidos por Shell, Ecopetrol e Total pela concessão de oito áreas na Bacia de Santos. Ainda sobre a Petrobrás, jornais relatam que a assembleia da estatal aprovou a indicação de José Mauro Coelho para a direção da companhia, mas noticiam que o governo perdeu mais uma vaga no conselho. Sócios minoritários conseguiram emplacar quatro representantes no colegiado. A Folha descreve a reunião da assembleia como “confusa”. O governo sofreu uma derrota no processo de renovação do conselho de administração da Petrobras. Poucas horas antes da reunião, o Ministério de Minas e Energia retirou da pauta do dia item que tratava de mudanças no estatuto da companhia com o objetivo de melhorar a governança, o que o mercado interpretou como mais uma tentativa de ingerência na empresa. No encontro, o governo tentava aprovar oito conselheiros, incluindo o indicado para presidir a Petrobras, José Mauro Coelho. Com forte mobilização dos minoritários, porém, conseguiu apenas nomear seis —os indicados Carlos Eduardo Lessa Brandão e Eduardo Karrer não tiveram votos suficientes. ELETROBRÁS Valor informa que o TCU retoma no dia 20 a análise sobre a venda da Eletrobrás. Julgamento, porém, deverá ser adiado por um pedido de vista que será apresentado pelo ministro Vital do Rêgo. Aroldo Cedraz decidiu levar o processo de privatização ao plenário na sessão da próxima semana. Relator do caso, Cedraz trabalhou com a equipe nas últimas duas semanas para concluir seu voto, que deve dar sinal verde para a privatização da companhia. A dúvida, agora, é o tempo que vai durar o pedido de vista. BRASIL NA GRINGA A agência Reuters distribui despacho relatando que o Partido dos Trabalhadores do Brasil aprovou a indicação de Geraldo Alckmin como companheiro de chapa de Lula. A direção do PT aprovou na quarta-feira o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como companheiro de chapa para a eleição presidencial do Brasil em outubro. Ele foi indicado pelo PSB. A direção nacional votou por 68 a 16 para aprovar a união antes inimaginável que visa impedir a reeleição de Bolsonaro. O espanhol El País noticia a
aquisição de 35 comprimidos de medicamento para disfunção erétil pelas
Forças Armadas do Brasil, na edição desta quinta-feira: Bolsonaro minimiza compras de Viagra.
“O presidente detalha que são cerca de 50 mil comprimidos para as três
forças e afirma que é adquirido para tratar hipertensão arterial”,
resume a correspondente Naiara Galarraga Gortázar.
O argentino Clarín também repercutiu a compra do medicamento: Jair Bolsonaro minimiza compra de viagra e próteses penianas pelo Exército Brasileiro. “O presidente afirmou que ‘não houve nada de irregular’, depois que um deputado detectou o fato em um orçamento aprovado pelo Ministério da Defesa”, reporta. E no Página 12: Viagra não é diversão, é tratamento. “Presidente Bolsonaro justificou compra massiva deste medicamento para militares”. |
AS MANCHETES DO DIA |
Folha: Bolsonaro decide dar aumento de 5% a servidores e militares Estadão: ‘Meu menino’, disse Ciro Nogueira sobre presidente do Cade, seu apadrinhado O Globo: Planalto impõe sigilo a encontros de Bolsonaro com pastores do MEC Valor: Bolsonaro decide dar reajuste de 5% a servidores BBC Brasil: Por que eleitores da esquerda radical podem migrar para Le Pen na França UOL: PT sugere revogar reforma trabalhista e reforça polêmica na campanha G1: Mundo ultrapassa marca de 500 milhões de casos conhecidos de Covid R7: Brasil é o segundo no ranking de países que mais cobram imposto de empresas no mundo Luís Nassif: No Brasil de 30 e na Rússia de 2022, sanções são benéficas Tijolaço: A ‘purrinha’ da 3ª Via Brasil 247: "Eu não posso usar o meu Viagra, pô?", questiona o general Mourão DCM: Ciro Nogueira cedeu posto-chave para despachante pessoal no governo Bolsonaro Rede Brasil Atual: SBPC: ‘O que mais mata os brasileiros é a desigualdade’, diz Vecina Brasil de Fato: "Sistema jagunço": Por que o iFood tenta esconder sua relação com empresas intermediárias (OL)? Ópera Mundi: ‘Exclusão das mulheres está em todos os níveis da política’, diz Ana Prestes Vi o Mundo: Ricardo Mello: Para a farra do viagra tem dinheiro, para os absorventes, não Fórum: Lula vence eleição no primeiro turno, aponta pesquisa Sensus/IstoÉ Poder 360: PoderData: trabalho de Bolsonaro é ruim ou péssimo para 53% Congresso em Foco: Acesso negado a informações sobre a Presidência por sigilo aumentou 663,08% New York Times: Crescente ferida por sinais de crimes de guerra Washington Post: Foco crescente nas atrocidades na Ucrânia Wall Street Journal: EUA aumentarão ajuda de segurança para Kiev Financial Times: Finlândia decidirá dentro de 'semanas' se aderirá à Otan The Guardian: Johnson pode enfrentar mais três multas em escândalo da festa The Times: Imigrantes de barcos do canal serão enviados para Ruanda Sputnik: Pelo menos mais 134 tropas ucranianas se rendem em Mariupol, diz MoD russo Russia Today: EUA darão inteligência à Ucrânia para atacar alvos na Crimeia Pravda: Suécia e Finlândia não vão correr para a OTAN: os riscos são grandes The Moscow Times: Lojas fechadas, Zs, fitas verdes: a realidade pós-invasão da Rússia Global Times: Xi pede construção de FTP de Hainan com influência global Diário do Povo: Xi enfatiza construção de porto de livre comércio chinês com influência global Asia Times: Aperto do Fed é uma má notícia para a Ásia em desenvolvimento Le Monde: Presidencial: a corrida pelo eleitorado popular Libération: Le Pen. Liberdade, meu olho El País: Le Pen promove uma aliança de segurança com Rússia depois da guerra La Vanguardia: Almeida chamou em plena negociação um despachante das máscaras Diário de Notícias: Famílias mais pobres levam 60 euros e apoio para comprar botijão de gás Público: Governo não abdica do ritmo de redução do déficit Frankfurter Allgemeine Zeitung: Dá para ir? Süddeutsche Zeitung: Onde está o problema? Clarín: A inflação de março chegou a 6,7%, a mais alta dos últimos 20 anos Página 12: “Desigualdades são o produto de decisões políticas” Granma: Venezuela mostrou aos EUA que os golpes não vencerão quando a Revolução pertencer ao povo |