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quinta-feira, 2 de julho de 2020
Análise de Mídia 02/07
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Fundação Perseu Abramo
quarta-feira, 1 de julho de 2020
"ciclone bomba"
Mais de 126 mil pessoas já morreram nos EUA . O Brasil com mais 59 mil mortos
Más notícias nos últimos dias para Brasil e Estados Unidos, países que concentram o pior cenário da pandemia de coronavírus no mundo. Mais de 126 mil pessoas já morreram nos EUA devido à doença — o maior número de óbitos do mundo. O Brasil vem logo atrás, com mais 59 mil mortos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Integrantes da Organização Pan-Americana de Saúde, braço regional nas Américas da Organização Mundial da Saúde, disseram ontem que o pico da epidemia no Brasil pode ser em agosto e que o país poderá ter mais de 80 mil mortes até lá.
Mais de 100 mil novos casos foram contabilizados em apenas quatro dias. São Paulo é o Estado com maior número de casos e ultrapassou a marca de 280 mil casos confirmados do novo coronavírus. Balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde mostra que são 281.380 casos confirmados da doença, sendo 6.235 deles registrados nas últimas 24 horas. O Estado tem 14.763 óbitos, sendo 365 registrados também nas últimas 24 horas. O Rio de Janeiro ultrapassou a marca de 10 mil mortes. O Estado completou 105 dias após a primeira morte por Covid-19, em 17 de março, agora são 10.080 mortos pela doença, o que corresponde à média de 96 por dia. Nas últimas 24 horas foram registradas 232 mortes e 728 novos casos, o que eleva o número total de casos em todo o Estado para 112.611. Se fosse um país, o Estado do Rio seria o 19º do mundo com mais infectados.
E o Ministério da Saúde mais uma vez deixou de fazer a entrevista coletiva para prestar esclarecimento sobre as ações relacionadas ao combate da Covid-19.
Pois é... O governo brasileiro proibiu a entrada de estrangeiros no país por 30 dias. O texto é assinado pelos ministros Walter Braga Netto (Casa Civil), André Mendonça (Justiça), Tarcisio Freitas (Infraestrutura) e Eduardo Pazuello (interino da Saúde). A medida leva em consideração a declaração de emergência em saúde pública da Organização Mundial da Saúde, de 30 de janeiro de 2020, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
Embora residentes no Brasil estejam fora da lista de países que receberam sinal verde para entrar na Europa a partir desta quarta (1º), haverá exceções.
Portugal anunciou que vai aderir à lista de apenas 14 países cujos residentes serão autorizados a viajar para o território do bloco, mas abrirá exceção para ‘viagens essenciais’ de pessoas provenientes dos países de língua portuguesa, como o Brasil, e dos Estados Unidos, onde há uma grande comunidade de origem portuguesa.
Enquanto isso, Jair Bolsonaro está ansioso para que o futebol seja reiniciado.
Mais de metade dos brasileiros não têm trabalho
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Rio mergulha no caos com falta de médicos, salários e equipamento para tratar coronavírus
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A Educação do Brasil está órfã pela terceira vez
A Educação do Brasil está órfã pela terceira vez. Após a conturbada passagem de Abraham Weintraub pela pasta, o nome de Carlos Alberto Decotelli da Silva chegou a gerar expectativa de pacificação dos ânimos, que derreteu antes mesmo da posse. Como o economista não conseguiu comprovar as qualificações de seu currículo, questionadas por instituições onde ele afirmara ter cursado doutorado e pós-doutorado, o presidente foi obrigado a recuar, adiando a nomeação. Diante da pressão pela descoberta das fraudes, aquele que seria o primeiro ministro negro de Jair Bolsonaro durou apenas cinco dias no cargo e pediu demissão nesta terça-feira.
Foi também por pressão que o Governo destacou uma força-tarefa para a aldeia Yanomami de Auaris, em Roraima, para prestar assistência aos indígenas que estão revoltados desde que mães perderam seus bebês para a covid-19. Elas, que estavam infectadas e ficaram internadas, perderam o paradeiro dos corpos, enterrados em Boa Vista sem o seu conhecimento. Os Yanomami seguem o ritual de cremar seus mortos nas aldeias. As autoridades asseguram que elas foram avisadas, informação contestada pelos indígenas. O fato é que depois de uma intensa mobilização, provocada por uma reportagem da jornalista Eliane Brum, o Governo começou a abrir diálogo com a comunidade, inclusive deslocando agentes do Exército para a região para promover testes.
Nesta edição, trazemos duas faces da violência que assola o Brasil e se torna ainda mais aguda em meio à crise provocada pela pandemia de coronavírus. Por uma lado, a reportagem de Breiller Pires relata o quadro de violência policial que se estende por todo o país, blindada pela impunidade. A maioria das vítimas é negra e periférica. Já a correspondente Naiara Galarrága Gortázar conversou com o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que está à frente da luta contra o PCC, a organização criminal mais poderosa da América do Sul. Gakiya detalha as estratégias do grupo no tráfico internacional, com a expansão na América Latina e presença nos Estados Unidos e Europa.
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