sexta-feira, 1 de abril de 2022

Deu na Imprensa - 01/04

 

Uma sexta-feira de noticiário quente. O derretimento dos candidatos da terceira via — com Sergio Moro se retirando da disputa presidencial e João Doria tentando se firmar dentro do próprio partido — são os destaques dos jornalões brasileiros. Os movimentos da política brasileira também têm repercussão internacional — leia em Brasil na Gringa.

Eis as manchetes deste 1º de abril — FolhaMoro desiste, Doria tropeça, e polarização se fortaleceEstadãoMoro sai de corrida pela Presidência; Doria fica após simular desistência. O GloboMoro desiste da Presidência, e Doria mantém candidatura, mesmo desgastadoValorDoria e Moro mudam xadrez da terceira via. A avaliação geral é que Doria saiu mais fraco do episódio, assim como o PSDB

No noticiário internacional, o movimento da Casa Branca para tentar interferir no preço internacional do petróleo, com Joe Biden anunciando o uso de 1 milhão de barris de petróleo por dia de sua reserva estratégica até outubro, é a grande notícia na mídia estrangeira, assim como o contra-ataque da Ucrânia em território russo. Leia mais em  Petróleo e Internacional.

Nas revistas semanais, o noticiário converge para a reação de artistas e jovens no Loolapalooza contra os esbirros autoritários de Bolsonaro, com diferentes enfoques de cada publicação. A Focus Brasil, editada pela Fundação Perseu Abramo, aborda a tentativa de censura do governo: Cala boca já morreu. “Às vésperas do aniversário do Golpe de 1964, Bolsonaro tenta censurar manifestações políticas no Loolapalooza, mas artistas rechaçam manobra. Ninguém silencia o povo”.

Carta Capital transforma os atos e os gritos de Fora Bolsonaro, no festival, a um retrato da campanha eleitoral: Fora, Bolsonaro! Rebeldia versus apatia. “O Loolapalooza vira o símbolo da batalha pelo voto jovem”, noticia. Já IstoÉA resposta dos jovens. “A nova geração está inconformada com o autoritarismo, o desprezo às minorias e as tentativas de censura perpetradas por Jair Bolsonaro, que faz campanha à Presidência enquanto busca calar os opositores que se manifestam contra o governo. A juventude, cada vez mais atenta aos abusos do presidente, terá papel decisivo para garantir a democracia”. 

E a revista da editora Abril transforma o General Luna e Silva em capa, tentando lavar a desastrada participação do militar no governo do ex-capitão do Exército. Veja“Não vendo a minha alma”. “Depois de uma demissão constrangedora, o geneeral Silva e Luna revela em entrevista o histórico de pressões e tentativas de intervenção do presidente Jair Bolsonaro na Petrobrás”, diz o enunciado.

De volta à política, jornais registram os novos ataques de Jair Bolsonaro, defendendo não apenas a ditadura militar, mas se voltando mais uma vez contra ministros do STF. Em evento no Planalto, presidente adota tom eleitoral em cerimônia de troca no comando de ministérios. Ele mandou ministros do STF calarem a boca e botarem a toga. “E nós aqui temos tudo para sermos uma grande nação. Temos tudo, o que falta? Que alguns poucos não nos atrapalhem. Se não tem ideias, cala a boca. Bota a tua toga e fica aí. Não vem encher o saco dos outros”, disse. Bolsonaro defendeu ainda a ditadura militar, que faz nesta quinta-feira 58 anos, e o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que estava na plateia.

Na economia, o desemprego recua, mas analistas seguem pessimistas com cenário. Renda tem primeira melhora trimestral desde setembro de 2020, com avanço do emprego formal. Mesmo com ritmo menor da queda de desempregados e estabilidade na ocupação, o desemprego atingiu 11,2% no trimestre encerrado em fevereiro, a menor para o período desde 2016 (10,3%) e também abaixo do trimestre móvel anterior (encerrado em novembro, de 11,6%). O país ainda tem 12,016 milhões de desempregados.

PETRÓLEO

Na imprensa estrangeira, a manobra da Casa Branca de usar reservas de petróleo para derrubar o preço do barril no mercado internacional ganha as manchetes dos principais jornais do planeta. O New York Times destaca em manchete que o presidente dos EUA, Joe Biden, vai explorar a reserva de petróleo, na esperança de empurrar os preços da gasolina para baixo“O governo disse que o presidente anunciará um plano para liberar reservas de petróleo diariamente por seis meses”, aponta. 

Washington Post também dá chamada na primeira página: Biden anuncia grande liberação estratégica de reservas de petróleo para conter os preços do gás. E o Wall Street JournalBiden explora petróleo em tentativa de conter preços na bomba. E o Financial TimesEUA ordenam liberação recorde de petróleo de reservas estratégicas. Leia mais sobre a crise energética em Internacional.

“A liberação sem precedentes de 1 milhão de barris por dia nos próximos seis meses da Reserva Estratégica de Petróleo visa compensar a perda de petróleo russo dos mercados globais em meio ao conflito na Ucrânia”, informa o WP. E o NYTimes inclui o Brasil como garantidor de mais petróleo no mercado internacional. 

Diz a reportagem do NYT: “O efeito do preço provavelmente será de curto prazo”, disse David Goldwyn, que foi um alto funcionário do Departamento de Estado no governo Obama, sobre o anúncio de Biden. “Mas parte do benefício deste lançamento é que ele fornecerá uma ponte para quando novos suprimentos físicos entrarem em operação no segundo semestre deste ano dos EUA, Canadá, Brasil e outros países”.

Segundo o Journal, “os EUA vão retirar 180 milhões de barris em seis meses, em uma intervenção governamental sem precedentes nos mercados de petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Os preços do petróleo caíram cerca de 4% com a notícia”.

LULA

A viagem do líder das pesquisas presidenciais a Salvador ganha repercussão na Folha. O jornal relata que Lula ignora anúncios de Moro e Doria e adota linha 'paz e amor' na Bahia. “Eu vou evitar falar mal dos outros. Eu vou falar bem de nós”, disse ex-presidente. Em meio a um dia conturbado no cenário político nacional, Lula ignorou os anúncios dos pré-candidatos Sergio Moro e João Doria. “Eu não posso governar com ódio, não posso governar querendo vingança contra ninguém. Tenho que governar com o coração. Governar com coração de mãe e tratar daqueles que mais precisam”, disse.

PSDB

A crise no PSDB permanece aberta. Valor noticia que o ex-governador Eduardo Leite vai a Brasília e planeja estrutura em São Paulo. Gaúcho respondeu a João Doria, afirmando que acusações de golpe dentro do PSDB “não tem qualquer cabimento”. Jornal diz que Leite continua as articulações para se viabilizar como o nome do PSDB e do bloco de aliados, formado por MDB, União Brasil e Cidadania, para a sucessão presidencial. O Globo vai além e diz que Moro e Eduardo Leite marcam encontro sobre desfecho eleitoral.

Pior é que comentaristas políticos apontam que as mudanças no jogo eleitoral só trouxeram ganho imediato a Bolsonaro. Para os cientistas políticos Antonio Lavareda e Carlos Melo, a desistência do ex-juiz Sergio Moro e a fragilidade de João Doria reduzem fragmentação ao favorecerem construção de candidatura única. No GloboVera Magalhães é taxativa: Refeitos os cálculos, terceira via ainda precisa ter uma cara e um projeto.

O vaivém de João Doria na disputa presidencial rende muitas reportagens na mídia nacional e até estrangeira — leia em Brasil na Gringa. Mas o noticiário não rende exposição positiva. Folha destaca que Doria acumula fama de traidor de prefeitura a Alckmin e de Bolsonaro a PSDB“Tucano descumpriu promessa de ficar na prefeitura e entrou em conflito com aliados”, aponta o jornal. 

“A repentina mudança de rumos se soma a um histórico de controvérsias na trajetória do tucano na política, como promessas não cumpridas e embates com aliados de quem se manteve muito próximo. Nos seis anos desde que disputou um cargo público pela primeira vez, o tucano se indispôs, por exemplo, com nomes como o ex-governador Geraldo Alckmin, fiador de sua primeira candidatura”.

Na FolhaIgor Gielow analisa a movimentação do tucano. Manobra torta de Doria e saída de Moro tentam afunilar terceira via. “Governador paulista enfrentará uma rebelião no PSDB que tentou subjugar com manobra”, aposta. No GloboMalu Gaspar diz que Doria ganhou tempo, mas assinou a sentença de sua candidatura.

MEIO AMBIENTE

O jornal inglês The Guardian destaca na edição de hoje que relatório do World Resources Institute (WRI) e Climate Focus alerta que proteger os direitos dos povos indígenas é urgente ou as metas climáticas de Paris falharão“Florestas tropicais cuidadas por comunidades absorvem duas vezes mais carbono do que outras terras, mostra relatório”, aponta. “As terras florestais administradas por povos e comunidades indígenas em países como Brasil, Colômbia, México e Peru sequestram cerca de duas vezes mais carbono do que outras terras, de acordo com a análise”.

BRASIL NA GRINGA

A revista The Economist traz reportagem sobre a disputa política no Brasil. A eleição presidencial do Brasil em outubro será sobre a economia. “Luiz Inácio Lula da Silva está na frente, mas Jair Bolsonaro continua na disputa”, sublinha. O parte do discurso do presidente no final de semana passado, ao lançar sua campanha pela reeleição. “Não é uma luta de esquerda contra direita”, disse Jair Bolsonaro, presidente populista conservador do Brasil, em um comício em Brasília em 27 de março. “É uma luta entre o bem e o mal”. 

Diz a Economist“Seus oponentes veem a eleição em 2 de outubro, na qual Bolsonaro buscará um segundo mandato, em termos igualmente apocalípticos. Muitos temem que a democracia brasileira não sobreviva a mais quatro anos de Bolsonaro, um autoritário declarado que despreza o judiciário e a separação de poderes. Com as apostas tão altas, o Brasil está no limiar de uma campanha suja e divisiva na qual a desinformação será a norma e, alguns temem, a violência uma possibilidade”.

Reuters distribui reportagem informando a desistência do ex-juiz da candidatura presidencial e sua troca de partido“O ex-juiz brasileiro Sergio Moro, que combate a corrupção, desistiu nesta quinta-feira de sua candidatura presidencial, estreitando o campo no que está se tornando uma eleição altamente polarizada de outubro entre o presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro e seu rival de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva”, resume. 

O britânico Financial Times faz um anúncio melancólico: o centrista Moro desiste da polarizada corrida presidencial do Brasil“Saída de ex-juiz deixa disputa entre Bolsonaro à direita e Lula à esquerda”, sintetiza. E o português Diário de Notícias também se debruça sobre a sucessão presidencial no Brasil: Moro abandona corrida à Presidência e Doria ameaça sair, mas fica“Ex-ministro muda de partido e opta por candidatura ao Congresso”, relata. Governador de São Paulo continua mas só depois de se impor ao partido. Sintomas da crise na ‘terceira via’ a Lula e Bolsonaro.

O argentino Página 12 repercute as declarações de Bolsonaro, defendendo o Golpe Militar de 1964. Para Bolsonaro, o Brasil seria uma “republiqueta” sem governos militares. Ele voltou a negar o golpe contra João Goulart e, em novo desafio à Justiça, questionou eleições de outubro. “No 58º aniversário do golpe contra João Goulart, ele reiterou suas dúvidas sobre o processo em que a reeleição acontecerá no dia 2 de outubro, em novo desafio à Justiça Eleitoral”, reporta.

Associated Press abre pela troca de nomes no gabinete presidencial: Funcionários do Brasil renunciam para buscar novos cargos e impulsionam Bolsonaro. Membros do gabinete do presidente Jair Bolsonaro deixaram o governo em massa para ajudar a aumentar as chances de reeleição do líder brasileiro, apoiando-o em sua campanha por assentos no Congresso e governadores.

Na economia, Reuters informa que o Banco Central do Brasil quadruplicou sua exposição ao yuan chinês. Autoridades informaram na quinta-feira que reduziram as participações em dólares e euros e construiram reservas brasileiras de moeda de seu maior parceiro comercial. A moeda chinesa, que até 2018 estava ausente das reservas cambiais da maior economia da América Latina, subiu para 4,99% das participações do banco central brasileiro no final do ano passado. Em 2020, era  de 1,21%.

INTERNACIONAL

Washington Post anuncia na manchete o cessar-fogo estabelecido em Mariupol, que está devastada. Evacuações na cidade são esperadas após a declaração de cessar-fogo temporário. “A cidade portuária ucraniana devastada foi alvo de bombardeios recentes, diz o Pentágono. Novas negociações online estão previstas para esta sexta-feira”, relata.

New York Times aponta como segunda reportagem mais importante do dia os sinais mistos da Rússia à medida que a guerra na Ucrânia entra na sexta semana“Moscou pareceu ajustar sua posição sobre o acesso humanitário a Mariupol, mas havia poucas evidências para apoiar as alegações russas de uma retirada militar perto de Kiev”, informa.

O alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung coloca no centro de sua edição hoje a exigência de Moscou sobre o pagamento do gás em moeda russa. Putin quer que o gás russo seja pago em contas em rublos. Scholz diz que Alemanha vai continuar a pagar em euros. A partir desta sexta-feira, os clientes europeus terão que pagar o gás russo através de contas em rublos em bancos russos. O anúncio foi feito pelo presidente Vladimir Putin na quinta-feira. Até agora, as empresas europeias de energia transferiram os pagamentos em euros para as contas em euros dos bancos russos. 

Russia Today destaca em manchete o anúncio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China criticando os EUA. A OTAN deveria ter sido dissolvida em 1991“O bloco liderado pelos EUA é um produto da Guerra Fria e deveria ter ido junto com ela”, disse Zhao Lijian. Em vez disso, expandiu e encurralou a Rússia, provocando derramamento de sangue na Ucrânia.

A mídia russa divulga o ataque da Ucrânia a um depósito de petróleo dentro da Rússia. Dois helicópteros de ataque entraram na região de Belgorod. O incêndio foi causado por um ataque aéreo ucraniano, disse o governador Vyacheslav Galdkov na manhã desta sexta-feira. O incidente foi relatado em meio à campanha militar da Rússia no país vizinho. Gladkov disse que o terminal foi atingido por “dois helicópteros militares ucranianos que entraram no território da Rússia enquanto voavam a baixa altitude”. Os detalhes exatos do incidente ainda não foram esclarecidos.

E a chinesa mantém o tom crítico à Casa Branca e sua política de relações internacionais. O Global Times destaca em sua home: Consequências da mentalidade da Guerra Fria dos EUA destrutiva para o mundo. Uma grande manifestação foi recentemente realizada em Belgrado, capital da Sérvia, para protestar contra o bombardeio da OTAN à Iugoslávia há 23 anos, executado sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU e que durou 78 dias. 

“O crime de guerra da OTAN nunca será esquecido pelos sérvios, chineses ou pelo povo do resto do mundo”, diz texto. “Essas guerras demonstraram a todas as pessoas amantes da paz em todo o mundo que os EUA, obcecados pela mentalidade da Guerra Fria, assim como a OTAN liderada pelos EUA, são a maior fonte de turbulências no mundo”.

 

AS MANCHETES DO DIA

Focus Brasil: Cala boca já morreuÀs vésperas do aniversário do Golpe de 1964, Bolsonaro tenta censurar manifestações políticas no Loolapalooza, mas artistas rechaçam manobra. Ninguém silencia o povo

Carta Capital: Fora, Bolsonaro! Rebeldia versus apatiaO Loolapalooza vira o símbolo da batalha pelo voto jovem

IstoÉ: Cala a boca já morreuA resposta dos jovens. A nova geração está inconformada com o autoritarismo, o desprezo às minorias e as tentativas de censura perpetradas por Jair Bolsonaro, que faz campanha à Presidência enquanto busca calar os opositores que se manifestam contra o governo. A juventude, cada vez mais atenta aos abusos do presidente, terá papel decisivo para garantir a democracia

Veja: “Não vendo a minha alma”Depois de uma demissão constrangedora, o geneeral Silva e Luna revela em entrevista o histórico de pressões e tentativas de intervenção do presidente Jair Bolsonaro na Petrobrás

Folha: Moro desiste, Doria tropeça, e polarização se fortalece

Estadão: Moro sai de corrida pela Presidência; Doria fica após simular desistência 

O Globo: Moro desiste da Presidência, e Doria mantém candidatura, mesmo desgastado 

Valor: Doria e Moro mudam xadrez da terceira via

BBC Brasil: O que muda para Lula e Bolsonaro após Moro anunciar saída de disputa presidencial

UOL: Sem Moro e com Doria, 3ª via vive impasse a 1 dia de prazo de filiações

G1:  Mais de 100 deputados trocaram de partido até agora; veja lista e quais bancadas cresceram

R7: Termina hoje o prazo para que deputados federais, estaduais e distritais troquem de partido

Luís Nassif: Emprego melhora, rendimento cai

Tijolaço: Generais, atenção, não se faz 2023 com 1964

Brasil 247: Doria afirma que ‘desistência’ da candidatura à Presidência foi estratégia política para evitar golpe no PSDB

DCM: Recuo de Moro muda xadrez da terceira via e beneficia Bolsonaro

Rede Brasil Atual: Sob chuva, luto e indignação, Caminhada do Silêncio termina com gritos de ‘Fora Bolsonaro!’

Brasil de Fato: Superlotação, falta de médicos e de água: como é viver a pandemia nos presídios paulistas

Ópera Mundi: EXCLUSIVO: para Itália, em uma só semana de 1968, Brasil perdeu ilusão com semidemocracia

Vi o Mundo: Jeferson Miola: Atrevimento das cúpulas militares com a ordem do dia é consequência direta da impunidade

Fórum: Traição à vista? Moro e Eduardo Leite marcam encontro após manobra de Doria

Poder 360: PoderData: 30% querem privatizar Petrobras; 54% são contra

Congresso em Foco: Dez ministros deixam o governo. Veja o destino de cada um

NYT: Presidente aproveita reserva de petróleo em licitação para cortar preços de gás

Washington Post: Cessar-fogo é estabelecido para Mariupol devastada

WSJ: Biden explora petróleo em tentativa de conter preços na bomba

Financial Times: EUA ordenam liberação recorde de petróleo de reservas estratégicas

The Guardian: Milhões correm para minimizar contas de energia na véspera da Bleak Friday

The Times:  Não recuem, pede a Ucrânia

Sputnik: Áustria e Hungria dizem não substituir o gás russo enquanto a BASF da Alemanha alerta para a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial

RT: China: A OTAN deveria ter sido dissolvida em 1991

Pravda: Especialistas falam sobre as consequências do ataque de helicópteros das Forças Armadas da Ucrânia em Belgorod

The Moscow Times: Helicópteros ucranianos atacam depósito de petróleo russo, afirma autoridades locais

Global Times: Manifestação das proezas tecnológicas e do futuro verde da China

Diário do Povo: Xi preside reunião de liderança do PCC sobre resposta emergencial a queda de avião

Asia Times: O perigo exagerado de uma China em pico

Le Monde: Gás, diesel: as armadilhas da dependência europeia

Libération: Caso Mckinsey: Couac tem um custo

El País: Espanha pede para rebaixar o preço do gás para rebaixar a luz à metade 

La Vanguardia: O governo propõe à UE um drástico corte do preço do gás

Diário de Notícias:  Eurico Brilhante Dias: "Não foi o PS que chumbou o Chega. Foi 80% do Parlamento"

Público: Governo prevê reforço salarial na função pública aquém da inflação

Frankfurter Allgemeine Zeitung: Putin quer que o gás russo seja pago em contas em rublos 

Süddeutsche Zeitung: "Acho que os russos ficaram surpresos com o quão barato e fácil fomos comprar"

Clarín: Golpeado pela inflação, Feletti agora diz que não faz milagres

Página 12: Coloque os pontos

Granma: Com tudo e todos, o país vai superar obstáculos

Justiça Federal do Acre concedeu liminar a uma ação do MPF suspendendo uma portaria da Secretaria Especial de Cultura que proibia a utilização da chamada “linguagem neutra”

 

A Justiça Federal do Acre concedeu liminar a uma ação do MPF suspendendo uma portaria da Secretaria Especial de Cultura que proibia a utilização da chamada “linguagem neutra” em projetos financiados com recursos da Lei Rouanet. O uso desse linguajar, com palavras como “amigues” e “todxs”, busca incluir pessoas transexuais, travestis, não-binárias ou intersexuais. Embora tenha sido concedida no Acre, a liminar vale para todo o país. (g1)

Para ler com calma. Com sete décadas de magistério, a linguista Maria Helena de Moura Neves, de 91 anos, é categórica: o termo “linguagem neutra” é equivocado. “Na verdade, esse movimento visa a inclusão, sem discriminações, de todos os grupos da sociedade, tratando-se, pois, da proposta de uma ‘linguagem inclusiva’, ou ‘língua inclusiva’, o que é extremamente louvável”, diz a educadora. (Folha)




Uma equipe de quase 100 cientistas do Consórcio Tlomere-to-Telomere (T2T) anunciou um feito notável: o sequenciamento completo do genoma humano. Foram quase vinte anos desde que, em 2003, foram sequenciados 92% dos nossos genes, mas os 8% restantes se mostraram um enorme desafio, devido a sua complexidade. A conclusão do trabalho acrescentou 400 milhões de letras ao DNA previamente sequenciado – valor de um cromossomo inteiro. “Eles contêm genes de resposta imune que nos ajudam a nos adaptar e sobreviver a infecções, pragas e vírus”, disse Evan Eichler, pesquisador do Howard Hughes Medical Institute da Universidade de Washington e líder da pesquisa. (CNN Brasil)




Pierre ainda nem nasceu e já é motivo de ação na Justiça. Sua mãe, Regiane Gabarra, vive uma relação estável a três com o casal Marcel Mira e Priscila Machado e eles querem que os três nomes constem da certidão de nascimento do menino. Eles não são os únicos nessa situação. A lei brasileira e os tribunais superiores não reconhecem as relações poliamorosas como famílias, e a medida que permitia o reconhecimento de maternidade ou paternidade socioafetiva foi revogada, levando essas pessoas aos tribunais. “O Estado tem que se adequar às pessoas, e não as pessoas se adequarem ao Estado. Queremos criar nossos filhos com dignidade”, diz o bombeiro Douglas Queiroz, também integrante de um “trisal” prestes a ter um filho. (Globo)

E o Oscar vai para...

 


Spacca

MEIO spacca will reduz

vDoria desiste de desistir; Moro acaba desistindo

 

A dita “terceira via” foi abalada ontem por dois movimentos inesperados e que, segundo analistas, podem fortalecer a polarização entre os líderes nas pesquisas, o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL): o vaivém do governador paulista João Doria (PSDB) e a desistência do ex-ministro Sérgio Moro (União Brasil). O dia começou com a notícia de que Doria, diante do movimento no partido em torno do agora ex-governador gaúcho Eduardo Leite, abriria mão de concorrer a presidência e continuaria no governo paulista. A notícia parecia implodir a candidatura ao governo de seu vice, o também tucano Rodrigo Garcia, que montou sua estratégia e suas alianças para concorrer já no Palácio dos Bandeirantes, sem ser contaminado pela alta rejeição do atual ocupante. (Folha)

Os tucanos fizeram então uma reunião onde, conta Guilherme Amado, Doria anunciou seus termos: queria um apoio explícito da legenda, diante da ameaça de Leite, que renunciou ao governo gaúcho. Bruno Araújo, presidente do partido, divulgou uma carta dizendo que as prévias seriam respeitadas. “O governador tem a legenda para disputar a presidência. E não há nem haverá qualquer contestação à legitimidade da sua candidatura pelo partido”. (Metrópoles)

Com o documento, Doria desistiu da desistência e reconheceu que seu movimento foi um “vaivém planejado”. À tarde, renunciou ao governo num evento em tom de comício e confirmou sua candidatura. (Folha)

Malu Gaspar: “Um cacique tucano resumiu assim a situação: ‘Doria agiu como terrorista. Se abraçou ao PSDB com uma bomba amarrada ao corpo e ameaçou explodir tudo.’ Ao final do dia, parecia evidente que a carta de Araújo não será suficiente para impedir que Doria comece a ser abandonado no dia seguinte a sua saída do governo. Na visão desses tucanos, o que eles fizeram ontem foi desarmar a bomba. De agora em diante, vão começar a trabalhar para se livrar do terrorista.” (Globo)




Estacionado nas pesquisas e com alta rejeição, o ex-ministro Sérgio Moro anunciou ontem que estava trocando o Podemos pelo União Brasil e que abria mão “neste momento” da candidatura a presidente. Em nota, o novo partido disse que Moro deve disputar uma vaga na Câmara por São Paulo “com a expectativa de ser um dos deputados mais votados da história do país”. Segundo o ex-juiz, ele desistiu da disputa ao Planalto para “facilitar as negociações das forças políticas de centro democrático em busca de uma candidatura presidencial única”. O União Brasil trabalha para ter uma chapa com o MDB e o PSDB. (Poder360)

Moro bem que tentou uma manobra para ficar no Podemos, conta Guilherme Amado: convencer Álvaro Dias, mentor de sua entrada no partido, a ceder-lhe a única vaga na disputa para o Senado pelo Paraná. Diante da negativa, pediu o boné. (Metrópoles)

Painel: “Auxiliares diretos do presidente Jair Bolsonaro (PL) se animaram com a desistência de Moro. Um ministro palaciano acredita que a saída do ex-ministro cria condições para Bolsonaro ultrapassar o ex-presidente Lula (PT) ainda no primeiro turno. Segundo avalia esse auxiliar do presidente, caso Moro opte por concorrer à Câmara, seria natural que esses votos migrassem para Bolsonaro.” (Folha)

Eliane Cantanhede: “A quinta-feira foi mesmo como o diabo gosta, mas, soma daqui, diminui dali, as únicas novidades são que Moro está em busca de 'novos caminhos' e que a redução da distância entre Bolsonaro e Lula gera uma sensação de urgência. O centro, ou terceira via, depende do PSDB, mas o que é o PSDB, quem representa o PSDB e qual será o candidato do PSDB? Ninguém sabe.” (Estadão)




Meio em vídeo. O dia começou com o ex-governador paulista João Doria fora da corrida para o Planalto e o ex-juiz Sérgio Moro dentro. E terminou com Doria dentro e Moro fora. Se você está confuso, não está sozinho. Vamos buscar entender no Ponto de Partida. (YouTube)




O Ministério Público Federal entrou com uma ação ontem para obrigar o governo federal a retirar dos registros a ordem do dia publicada pelo Ministério da Defesa enaltecendo o golpe de 1964. O texto, assinado pelo agora ex-ministro Walter Braga Netto e pelos comandantes das três Armas, afirma que a derrubada do presidente João Goulart foi um “marco histórico da evolução política brasileira, pois refletiu os anseios e as aspirações da população da época”. Segundo o MPF, a defesa, homenagem ou apologia ao golpe viola os fundamentos da República. (Poder360)

Enquanto isso... Braga Netto deixou ontem o Ministério da Defesa e é cotado para ser candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL). Ele foi substituído na Pasta pelo agora ex-comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Outros nove ministros foram exonerados para concorrer às eleições, a maioria substituída por funcionários das Pastas. (g1)




O presidente Jair Bolsonaro não citou nomes, mas voltou a atacar o STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes. Na cerimônia de troca de ministros no dia do aniversário do golpe de 1964, ele reclamou de “uns poucos” que atrapalham. “Se não tem ideias, cala a boca. Bota a sua toga e fica aí, sem encher o saco dos outros. Um ministro que não tem o que fazer, deve ser um desocupado, fica o tempo todo me processando”, reclamou. (Globo)




Sob ameaça de bloqueio de bens e multa diária de R$ 15 mil, o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) foi ontem à superintendência da Polícia Federal em Brasília recolocar a tornozeleira eletrônica. A ordem partiu do ministro do STF Alexandre Moraes, a pedido da PRG. No próximo dia 20, Silveira será julgado pelo Supremo por incitar atos antidemocráticos e ameaçar os próprios ministros da Corte. (g1)




A Cruz Vermelha enviou ontem um comboio de ônibus para tentar retirar civis da cidade ucraniana de Mariupol, praticamente devastada por ataques russos. Eles se somam a outros 45 veículos mandados pelo governo da Ucrânia, que acusa a Rússia de reter os ônibus com refugiados. Os russos, porém, têm sinalizado que permitirão a entrada de ajuda para os civis. No meio do caminho entre a Península da Crimeia e as províncias rebeldes do Donbas, Mariupol é crucial para a estratégia russa de controlar o Leste da Ucrânia, daí a violência do cerco à cidade. (New York Times)a