terça-feira, 30 de março de 2021

Queremos investigar os militares


Queremos investigar os militares

Precisamos das palavras corretas para definir o momento pelo qual o Brasil passa. O governo militar de Jair Bolsonaro é responsável pelo maior massacre sanitário da nossa história republicana. O Ministério da Saúde – gerido até ontem por um general da ativa – já acumula sobre os ombros uma montanha de mais de 300 mil corpos brasileiros. 

À parte as tragédias fundadoras deste país, é a maior catástrofe que já vivemos, muito à frente, em mortes, de traumas históricos como a Guerra do Paraguai (50 mil soldados brasileiros mortos) e a Gripe Espanhola (cerca de 35 mil brasileiros mortos). Bolsonaro é o comandante deste naufrágio, não resta dúvidas. Mas ele não está sozinho: há muitos cúmplices nessa história e é urgente que a sociedade brasileira não permita que passem incólumes.

Figuras como o deputado federal Osmar Terra, ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro, que um ano atrás especulou que a pandemia de covid-19 mataria menos que a H1N1, a “gripe suína” de 2009. Segundo ele, o coronavírus mataria menos de 2 pessoas por dia, e por isso não se deveria “parar o país” ou “destruir a economia”. 

É cúmplice inegável o terceiro dos quatro ministros da Saúde de Bolsonaro, Eduardo Pazuello. Desde o início seguindo a cartilha do presidente, Pazuello defendeu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada, divulgou um aplicativo que indicava esses medicamentos para qualquer grupo de sintomas, o TrateCov. O general da ativa, que só ocupou o posto com autorização do Comando Militar, colocou o Exército em um labirinto. Bolsonaro procura hoje desesperadamente uma saída para manter o general com foro privilegiado, para que não não seja responsabilizado judicialmente pelas centenas de milhares de vidas perdidas por sua negligência e inépcia. 

É cúmplice cada um daqueles que se submetem semanalmente ao vergonhoso papel de papagaio de pirata nas inacreditáveis lives do presidente. Bolsonaro utiliza aquele espaço para atiçar sua base e vomitar mentiras sobre a vacinação, o "kit covid" e outras falácias que botam em risco a vida de milhões de brasileiros. Recentemente foi o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães, que durante a live do dia 18, quando o presidente ridicularizou a falta de ar dos doentes de covid em uma imitação sórdida, simplesmente assistiu à cena, impassível. Mais tarde, seguiu concordando com as indicações de “tratamento inicial” de Bolsonaro. Mas já estrelaram com orgulho o papel de escada de palhaço muitos outros nomes: Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura; o ministro do Turismo e ex-diretor-presidente da Embratur, Gilson Machado, que esteve por lá muitas vezes, sempre rindo, assim como Paulo Guedes, o mais mentiroso Ministro da Economia que este país já teve. 

Esses são apenas alguns dos muitos cúmplices de Jair Bolsonaro na mais mortífera crise brasileira liderada por ele, arquitetada por seu governo militar. Diversos especialistas e analistas já mostraram que não estamos vivendo uma situação acidental. É preciso que comecemos a nos organizar para caçar e punir os responsáveis. Não se trata mais de apenas defender o impeachment de Bolsonaro: precisamos exigir que ele e seus parceiros paguem pelo que fizeram, criminalmente.

Intercept está com todos os esforços voltados para isso. A cada semana publicamos novas denúncias, lidamos com mais ataques vindos deles, investigamos seus negócios e tentamos de todas as formas contribuir com a mobilização da sociedade. 

Fazer isso é trabalhoso, arriscado e caro. Estamos no limite da nossa capacidade para operar de maneira segura e garantindo aos nossos repórteres, produtores, checadores e editores boas condições de trabalho. O jornalismo não se faz sozinho. Normalmente ele é feito com o apoio de empresários ou patrocínio de corporações que, claro, têm seus interesses e não abrem mão deles. O Intercept não funciona dessa forma. Nós nos aliamos àqueles que compartilham os mesmos interesses da nossa redação: vocês, nosso público. 

Se puder, por favor, junte-se ao TIB hoje. Precisamos do nosso movimento ainda mais forte diante dos grandes desafios que temos pela frente. Vamos juntos pra cima de Bolsonaro e seus cúmplices?

FAÇA PARTE DO TIB →  

Um abraço,

Leandro Demori
Editor-Executivo

segunda-feira, 29 de março de 2021

O total de mortos desde o início da pandemia chega a 312.299

 Após uma interrupção provocada por uma mudança mal sucedida no registro de mortes por Covid-19, a média móvel de óbitos retomou triste a sequência de recordes. No domingo chegou a 2.598, terceiro recorde consecutivo, com 1.605 mortos. O total desde o início da pandemia chega a 312.299. Vinte estados e o DF estão com alta nas mortes: CE, MS, SP, TO, RS, RN, MG, PE, AL, ES, PR, RJ, SC, SE, MT, RO, AP, BA, PI, MA.

Quando se fala em medidas de isolamento, o principal objetivo é evitar o colapso dos sistemas de saúde. Exatamente o que está acontecendo. Somente este ano, 38% dos mortos por Covid-19 em hospitais não chegaram às UTIs – 28 mil pessoas. Para as famílias desses brasileiros sobra a dor e a certeza de que o sistema falhou com elas. Mesmo quem consegue entrar na UTI enfrenta maus prognósticos. Em cada dez paciente que precisam ser intubados, somente dois sobrevivem. (Globo)

Painel: “No pior momento da pandemia de Covid-19, o conselho de secretarias municipais de Saúde debateu na sexta um modelo de triagem para definir quais pacientes terão tratamento convencional e quais receberão atendimento paliativo em casos de colapso hospitalar. A médica Lara Kretzer afirmou na reunião que o ideal seria não precisar fazer uma escolha que, ao extremo, pode significar decidir quem vive e quem morre, mas que é obrigação ética estar preparado para isso.” (Folha)

E a defesa dos lockdowns ganhou um exemplo a mais. A cidade paulista de Araraquara, cuja rede de saúde entrou em colapso em fevereiro, proibiu a circulação de veículos e pessoas mesmo durante o dia entre 21 de fevereiro e 21 de março. Agora, vê o número de casos de Covid cair 58%, enquanto o estado tem alta de 40%, e já abre leitos para pacientes de outras regiões. (Estadão)

A Fiocruz recebeu neste domingo insumos para produzir 12 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca. Com o material para seis milhões de doses recebido na quinta-feira e o lote para outros cinco milhões esperado para esta semana, a fundação diz ter matéria-prima para entregar ao Ministério da Saúde as doses previstas para abril e parte de maio. (UOL)

Já a aprovação da vacina russa Sputnik V segue emperrada. A Anvisa suspendeu o prazo de sete dias para analisar o pedido de uso emergencial do imunizante, alegando que faltam “documentos considerados importantes” na solicitação. (Poder360)

E Anvisa também pediu mais informações sobre a Vasamune, vacina financiada pelo governo federal e desenvolvida pela USP de Ribeirão Preto em parceria com o laboratório brasileiro Farmacore. Na quinta-feira, os responsáveis pelo imunizante pediram autorização à agência para iniciar testes em seres humanos. (G1)

Ancelmo Gois: “O Ministério da Saúde decidiu vacinar para a Covid-19 todas as pessoas, acima dos 18 anos, com HIV. A medida vai beneficiar cerca de 700 mil brasileiros.” (Globo)

Enquanto isso... A União Europeia endureceu a conversa com a AstraZeneca e ameaça proibir a exportação de vacinas produzidas pelo laboratório no continente. A empresa é acusada de não cumprir os contratos com o bloco, fornecendo apenas 30% das vacinas prometidas. (Veja)

E o Reino Unido pretende aplicar uma terceira dose de vacinas em idosos e profissionais de saúde por conta das variantes do Sars-Cov-2. (Poder360)

Senado e Araújo em guerra aberta

 Com a cabeça a prêmio, o chanceler Ernesto Araújo pagou para ver e partiu para o ataque contra o Senado. No Twitter, o ministro afirmou que a senadora Kátia Abreu (PP-TO) o visitou do Itamaraty e disse que ele seria “o rei do Senado” se fizesse um “gesto em relação do 5G”. O gesto, segundo Araújo, seria adotar uma posição favorável à China, país com o qual o chanceler acumula atritos. (Poder360)

Lauro Jardim: “Kátia Abreu disse aos senadores que Araújo mentiu ao sugerir que ela o pressionou a fazer um ‘gesto em relação ao 5G’. A senadora quer que a Casa tome uma ‘medida séria’ contra o chanceler. A senadora disse ainda que há uma ação orquestrada nas redes bolsonaristas para espalhar que Arthur Lira e os senadores foram comprados pela chinesa Huawei. ‘Vagabundo’, ‘psicopata’ e ‘mentiroso’ foram alguns dos adjetivos dirigidos ontem ao chanceler.” (Globo)

Pois é... O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), respondeu duro. “A tentativa do ministro de desqualificar a competente senadora Kátia Abreu atinge todo o Senado Federal. E justamente em um momento que estamos buscando unir, somar, pacificar as relações entre os Poderes”, afirmou. “Essa constante desagregação é um grande desserviço ao País.” (Twitter)

Leonardo Sakamoto: “Em mais uma pressão pela substituição do chanceler Ernesto Araújo, a oposição ao governo apresentou, nesta sexta, um projeto de resolução do Senado para sustar todas as sabatinas com chefes de missões diplomáticas. Senadores são responsáveis por aprovar a nomeação de embaixadores feitas pelo presidente da República. Com a proposta, elas ficariam suspensas enquanto o atual ministro das Relações Exteriores estiver no cargo.” (UOL)

Gerson Camarotti e Guilherme Mazui: “Interlocutores de Jair Bolsonaro avaliam que Ernesto Araújo tenta se vitimizar e encontrar uma saída honrosa perante a ala ideológica da base do governo ao tentar associar a pressão por sua demissão a um lobby em relação ao 5G. Aliados do governo viram no gesto um movimento desesperado do chanceler.” (G1)

E o Meio errou. Na edição de sexta-feira, o chanceler Ernesto Araújo foi erroneamente chamado de Eduardo Araújo.




O azedume nas relações entre o Centrão e Jair Bolsonaro não é um fenômeno político em sua origem, é econômico. O movimento foi resultado de nove encontros que os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), tiveram com grandes empresários, representantes de bancos e do mercado financeiro. O objetivo imediato do setor econômico é derrubar dois ministros: Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). Para os empresários, é necessário “controlar o presidente” e reverter a imagem “nefasta” do Brasil no exterior. (Estadão)

Entre os agentes do mercado que não disfarçam a insatisfação com Bolsonaro está Luis Stuhlberger, gestor do festejado Fundo Verde e um dos signatários da carta de economistas pedindo mudanças na condução do país. Decepcionado, ele diz que votou no presidente em 2018, mas que ele “não vai ter mais” seu voto. (Estadão)

Já Bolsonaro tenta ganhar tempo e não ceder às pressões do Centrão e do meio empresarial e financeiro. Além da pressão sobre Salles e Araújo, os parlamentares reclamam do distanciamento do governo, até mesmo de ministros oriundos de partidos da base. (Folha)

Mas não são só os empresários que estão descontentes. Militares da reserva, com anuência dos da ativa, articulam apoio a um nome de “terceira via” para 2022. Por um lado, consideram o retorno do PT ao Planalto um “retrocesso inaceitável”. Por outro, consideram que Bolsonaro não honrou o próprio discurso e que “o Brasil está sem rumo”. (Globo)

Vinícius Torres Freire: “Agora é a vez de o centrão tentar tutelar Bolsonaro, um plano que vinha sendo articulado desde o início de março. De modo improvisado ou acidental, o movimento da ‘carta’ de economistas, financistas e empresários e a manobra do centrão confluíram. Por afinidades eletivas, como diria um velho sociólogo, criou-se uma reação maior a Bolsonaro. A tutela pouco limita seu poder de destruição e seu projeto de tirania; sem oposição não se cria alternativa de poder. Oposição quer dizer: líderes, confrontos, articulações sociais, ideias.” (Folha)




Reconquistar a confiança do PIB não é problema exclusivo de Jair Bolsonaro. Seu provável adversário em 2022, o ex-presidente Lula enfrenta o mesmo drama e mandou um recado em seu discurso há duas semanas: “Não tenham medo de mim”. Em 2002, o recado veio junto com a Carta ao Povo Brasileiro, em que se comprometia com uma política econômica austera. Só que hoje os autores daquele texto acreditam que não seja possível repetir o resultado, dadas as mudanças no cenário político e econômico em duas décadas. (Folha)




O policial militar Weslei Soares foi morto a tiros por colegas no início da noite de ontem, em frente ao Farol da Barra, em Salvador. Weslei chegou ao lugar após ser perseguido, carregava um fuzil automático com o qual fez dezenas de disparos para o ar na região turística, e trazia o rosto pintado de verde para camuflagem. Houve tentativas de negociação, mas o rapaz alternava entre picos de lucidez e de loucura — segundo a PM baiana teve um surto psicótico. Foi morto pelo Bope quando voltou a arma para os outros soldados e fez que ia atirar. Durante a tarde, Weslei chegou a lançar ao mar os produtos vendidos por ambulantes e mais de uma bicicleta de trabalhadores. (Correio da Bahia)

Um vídeo amador mostra que Weslei só foi atingido após atirar contra os policiais. As imagens podem chocar. (G1)

Então... Durante a madrugada, as redes bolsonaristas começaram a incitar. As deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli afirmam que o surto ocorreu porque Weslei não queria controlar o fluxo de pessoas pelas medidas de isolamento social. Mas ignoram que ele agiu contra trabalhadores. (Twitter)

Março de 2021 nem terminou e já é o mês mais letal da pandemia no Brasil

 


Março de 2021 nem terminou e já é o mês mais letal da pandemia no Brasil. Além da escalada de mortes, com recordes diários na última semana, outro drama ganhou uma proporção maior no período: a fila de pacientes à espera de um leito hospitalar. Em São Paulo, a cidade mais rica do país, os esforços das autoridades para ampliar o sistema de saúde são insuficientes para conter o caos gerado pela pandemia de covid-19. A repórter Beatriz Jucá relata o cenário do colapso sanitário vivido na capital paulista, que acaba sendo um reflexo do que ocorre no restante do país. À escassez de leitos se somam a de medicamentos, o que impõem a milhares de brasileiros uma realidade perversa: a de morrer sem ter chance de um tratamento adequado para tratar a doença. “Só tem um caminho: parar a circulação de pessoas. Abrir leito não vai adiantar. Tem que interromper a circulação do vírus. Sem isso, a expectativa para abril é horrorosa”, afirma o médico intensivista Ederlon Rezende. Em meio ao pior momento da pandemia, moradores de São Paulo e do Rio ignoraram as recomendações de isolamento e lotaram as praias (que estavam bloqueadas) no megaferiado criado para que as pessoas ficassem em casa. Foram confirmadas 1.656 mortes por covid-19 no Brasil nas últimas 24 horas, o maior número já registrado em um domingo, quando geralmente os números repassados pelas autoridades sanitárias são menores. 

E ainda nesta edição, o encalhe do navio Ever Given no canal de Suez desatou uma crise comercial global sem precedentes, cujas consequências devem ser sentidas ainda por um logo período. O bloqueio da rota pelo meganavio —que voltou a flutuar nesta segunda-feira— fez com que empresas navais mudassem o trajeto percorrido por seus navios, contornando a África e passando pelo Cabo da Boa Esperança. No entanto, o caminho alternativo é viável apenas para grandes embarcações e é perigoso, já que ataques piratas são comuns na costa africana. De Cairo, o correspondente Marc Español conta que o canal recebeu investimentos milionários para a ampliação de sua infraestrutura, em projetos polêmicos. Apesar do custo, as obras não foram hábeis para evitar o infortúnio da última terça-feira, que suspendeu a navegação através do canal e expõs a fragilidade do transporte marítimo mundial.

O repórter Gil Alessi narra a ascensão no Rio de Janeiro de um novo movimento do crime organizado, chamado de narcopentecostalismo. Sob a liderança de Peixão, a facção criminosa Terceiro Comando Puro se apropriou da simbologia pentecostal para aliciar “mártires" armados com fuzis, prontos para matar ou morrer na defesa dos pontos de venda de droga nas comunidades da zona norte da capital fluminense. A reportagem mostra que a história do movimento remonta à meados de 2013, quando traficantes passaram a vandalizar terreiros de candomblé e umbanda no Morro do Dendê e expulsaram sacerdotes de religiões de matrizes africanas do complexo. O grupo, entretanto, ganhou força em plena pandemia do novo coronavírus, em 2020, quando consolidaram o que hoje ficou conhecido como Complexo de Israel.

Por fim, para ler com calma, o retorno da atriz Alicia Silverstone, a namoradinha da América em meados dos anos noventa e também a primeira vítima da recém-inaugurada internet da época. Silverstone, que volta às telas com Sister of the Groom, prometia ser a estrela prodígio de Hollywood, assinando contratos milionários ainda no início de sua carreira. No entanto, sofreu uma implacável perseguição de uma internet misógina e uma imprensa obcecada com o peso das celebridades, que a fizeram desistir de atuar por muito bom tempo. “Eu sabia que não era correto rir do corpo das pessoas, mas não respondi como uma guerreira dizendo ‘foda-se’, simplesmente me afastei. Parei de amar a atuação”, disse a atriz em uma entrevista.

Fique em casa se puder. Ajude os mais vulneráveis se tiver chance. Se cuide!


Brasil vive mês mais letal da pandemia, com piora no atendimento de pacientes
Brasil vive mês mais letal da pandemia, com piora no atendimento de pacientes
Mais de 1.000 pessoas esperam por leito hospitalar em São Paulo. “Tem que interromper a circulação do vírus ou a expectativa para abril é horrorosa”

domingo, 28 de março de 2021

Congressista dos EUA chama Bolsonaro de genocida e pede intercessão internacional “AGORA” no Brasil

 Nesta sábado (27), a congressista dos EUA Pam Keith, do Partido Democrata, foi às redes sociais para pedir intercessão internacional “AGORA” no Brasil após chamar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de genocida.

“Não posso exagerar a gravidade do problema em que a crise do Brasil está se transformando. Bolsonaro é um bruto corrupto, genocida e incompetente. As consequências posteriores disso podem ser terríveis. É necessária intercessão internacional, AGORA!”, escreveu ela.

Na sexta-feira (26) aconteceu um novo recorde de mortes diárias por Covid-19. Em apenas 24 horas, foram registrados oficialmente 3.650 óbitos ligados à doença, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). Com o novo balanço, o total de vítimas da doença é de 307.112 no Brasil.

Confira a publicação abaixo:

sábado, 27 de março de 2021

Venezuela sofre com escassez de dinheiro em espécie

 

Venezuela sofre com escassez de dinheiro em espécie
Venezuela sofre com escassez de dinheiro em espécie
Hiperinflação devora os bolívares, e as sanções internacionais dificultam a chegada de dólares. Governo de Maduro estimula pagamento digital

A sexta-feira em que o Brasil registrou um novo recorde de óbitos pela covid-19 — 3.650 em apenas 24 horas

 


A sexta-feira em que o Brasil registrou um novo recorde de óbitos pela covid-19 — 3.650 em apenas 24 horas— foi marcada por mais um capítulo da guerra das vacinas travada no Brasil pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo governador de São Paulo, João Doria. Pela manhã, o Governo paulista anunciou a ButanVac, uma vacina que se propõe "100% brasileira". O lançamento omitiu, no entanto, que a técnica para a fabricação do imunizante foi desenvolvida por uma universidade norte-americana, o que acabou criando um ruído numa notícia positiva: um imunizante com insumos totalmente brasileiros é uma vantagem e tanto em meio à disputa global pelas vacinas. Horas mais tarde, em Brasília, os ministros da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciaram em uma coletiva de última hora o desenvolvimento de outra vacina nacional. Outra notícia positiva ofuscada pelo improviso e falta de detalhes.

No plano regional, os 30 anos do Mercosul foram celebrados nesta sexta em videoconferência repleta de faíscas e trocas de reprimendas entre os presidentes dos países-membros do bloco. De Buenos Aires e São Paulo, Federico Rivas Molina e Naiara Galarraga Gortázar contam que o presidente argentino Alberto Fernández se irritou com o homólogo uruguaio que pedia a flexibilização das regras do grupo. Outro ponto de desconforto foi a proposta lançada pelo por Fernández para a criação de um observatório de qualidade democrática e outro voltado para o meio ambiente, dois temas incômodos para Bolsonaro.

Ousado, provocador, fofoqueiro incorrigível, Truman Capote sempre deu muito o que falar — e continua dando, mesmo 35 anos após a sua morte. O documentário The Capote tapes traz outras caras do autor de A sangue frio menos conhecidas, como o papel protetor que exerceu para sua afilhada Kathy Harrington. "Capote é conhecido como alguém malvado, um diabinho terrível [tiny terror], como o apelidavam, uma rainha perversa. E tudo isso é verdade, mas também é verdade que teve um extraordinário desejo de dar e receber amor. Sua história com Kate demonstra que ele queria formar uma família em um momento em que um homossexual não podia tê-la. Porque outra das coisas que não se reconhecem nele é que foi um homem abertamente gay, quando isso era punido”, observa o diretor Ebs Burnough.

Para ler com calma neste final de semana, quanto dinheiro gastamos por mês para aliviar os efeitos deletérios do trabalho em nossa saúde? Irene Sierra escreve sobre os impactos da psicossomatização do estresse no orçamento de várias mulheres, que passaram a dirigir parte de seus ganhos aos autocuidados. Ou, em outras palavras, a investir o dinheiro que ganham na saúde perdida como consequência do trabalho. “Para aguentar toda a tensão que a ida ao escritório me provoca, todos os meses invisto parte do meu salário para tentar melhorar a qualidade de vida que meu trabalho tira de mim”, diz Irene, uma publicitária de 28 anos.

Neste fim de semana, fique em casa se puder. Ajude os mais vulneráveis se tiver chance. O Brasil do futuro agradece.

Corrida de Doria e Bolsonaro por vacina própria tem açodamento e omissões
Corrida de Doria e Bolsonaro por vacina própria tem açodamento e omissões
Governador paulista apresentou pela manhã a ButanVac. À tarde, ministro Marcos Pontes improvisou coletiva para anunciar outro imunizante brasileiro