segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Temporais provocam tragédia em SP

 

Chuvas pesadas caem em São Paulo desde o sábado e, até a noite de domingo, 23 pessoas haviam morrido — dentre elas, sete crianças. De acordo com as contas do governo estadual, outros 500 estavam desalojados. Há deslizamentos e alagamentos em todo o estado. O governador João Doria, que sobrevoou as regiões mais atingidas, anunciou a liberação de R$ 15 milhões para as cidades atingidas. (g1)

Foi ainda cedo no domingo, por volta das 6h, que ocorreu a maior tragédia. Um desmoronamento de terra derrubou as paredes de uma casa em Várzea Paulista, invadindo o quarto onde dormiam um casal e seus três filhos. Ricardo Eugênio dos Santos, de 40 anos, sua mulher Tatiane Aparecida dos Santos e os três filhos, Nicole de 10, Richard de 12 e Tayane, de apenas 1 ano, morreram soterrados pela lama. (G1)

A previsão é de que a chuva continue intensa nesta segunda e também amanhã, terça-feira. A alta precipitação foi causada por uma frente fria vinda do Sul, que rompeu a bolha de calor que havia se estabelecido no Sudeste. O resultado foi o estabelecimento de um grande rio atmosférico formado da região Amazônica até o litoral Sudeste que estacionou. Em seus piores momentos, este fenômeno que é típico do período entre novembro e março pode durar até dez dias seguidos. Não é a expectativa desta vez. (MetSul)




A pandemia da variante Ômicron tem se mostrado inclemente para quem chega à internação sem o esquema vacinal completo. No Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, no Rio de Janeiro, mais de 90% dos casos graves são pacientes assim — é lá a maior UTI de covid 19 do Brasil, neste momento. (Globo)




A Hugo Boss, tradicional marca alemã de ternos bem cortados para os mais ambiciosos jovens executivos, está com um problema: é a chegada da era pós-escritório e uma geração Z que não criou o hábito da gravata. Pois a logo foi redesenhada e a nova publicidade tem rappers americanos, estrelas do K-pop e influenciadores do TikTok. Ainda haverá ternos, agora de materiais reciclados que incluem garrafas PET, mas estão chegando também moletons com capus, casacos no estilo do beisebol, até mesmo bermudas. No mercado, especula-se que o trabalho de rebranding ocorre porque a Hugo Boss está em busca de ser comprada. O CEO Daniel Grieder nega. “Estamos é querendo comprar.” O desafio não é novo. A companhia começou fabricando uniformes nazistas e precisou também se reinventar, algumas tantas décadas atrás. (New York Times)




O espanhol Rafael Nadal venceu o russo Daniil Medvedev, de virada, na final do Australian Open por 3 sets a 2. É seu vigésimo primeiro Grand Slam, um recorde. Seus principais adversários, Roger Federer e Novak Djokovic têm vinte cada. Nenhum dos dois jogou o torneio da Austrália, este ano. No caso de Djokovic por recusa da vacina. (CNN)

Então… Relembre os 21 títulos de Nadal. (GloboEsporte)




O britânico Mason Greenwood, jogador do Manchester United, foi preso ontem acusado de estupro e agressão. Aos 20 anos, estrela em ascensão, foi de presto afastado pelo clube. A polícia deteve Greenwood após a vítima fazer a denúncia em vídeo pelos stories do Instagram. (ESPN)




Os Los Angeles Rams bateram o rival San Francisco 49ers no clássico californiano que definiu o título da Confederação Nacional de Footbal (NFC) por 20 a 17. Também ontem, os Cincinnati Bengals se sagraram campeões da Confederação Americana de Football (AFC) por 27 a 24 contra os Kansas City Chiefs. Os dois campeões disputarão o título nacional, o Super Bowl LVI, no dia 13 de fevereiro. (ESPN)




sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Deu na Imprensa - 28/01

 

A semana se encerra com o noticiário fervilhando. Na imprensa estrangeira, os destaques são o crescimento do PIB dos EUA e a elevada tensão na Ucrânia, com a ameaça de guerra e a invasão do país pela Rússia — leia mais em internacional. Na imprensa local, os destaques vão para a nova reação do governo à vacinação de crianças, o reajuste aos professores, a alta contínua da gasolina e o posto perdido pelo Brasil de maior exportador para a Argentina

Eis as manchetes dos diários — FolhaDamares oferece a pessoas antivacina disque-denúnciaEstadãoBolsonaro dá 33% de reajuste a professor; prefeitos reagemO GloboCongelar ICMS não deve bastar para conter alta de gasolinaValorChina desbanca Brasil e lidera exportações para a Argentina.

Na política, a divulgação da pesquisa Ipespe mostrando Lula líder isolado e estável só ganha grande destaque no Valor. Em simulação de primeiro turno, petista tem 44% ante 24% para o presidente. Já os reveses de Bolsonaro na disputa pela reeleição são os grandes destaques do noticiário desta sexta-feira, 28. O presidente chama o cerco do TSE ao Telegram de covardia e indica que estuda medidas. E a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandando Bolsonaro depor na Polícia Federal nesta sexta é tema central da mídia.

Na economia, em entrevista à Folha, o ex-ministro Celso Amorim diz que o ingresso do país na OCDE não vai trazer grandes benefícios ao Brasil. Para o ex-chanceler, entidade traz 'pseudosselo' para investidores. “O conselheiro de Lula critica ditaduras latino-americanas de esquerda”,  ressalta o jornal. 

Nas revistas semanais, um leque de notícias também diverso. A revista Focus Brasil, editada pela Fundação Perseu Abramo, faz alarde para A luta contra a desigualdade, na capa da edição que começa a circular este fim de semana. O material é crítico em relação ao governo. “A concentração de renda no Brasil explode com Bolsonaro e Guedes: ricos cada vez mais ricos e a imensa maioria do povo em situação de pobreza. O abismo social aprofundado desde o Golpe de 2016 agora atinge níveis imorais”, reporta. A revista ainda traz a entrevista com o senador Fabiano Contarato (PT-ES), que defende a prisão de Bolsonaro pelos crimes cometidos durante a pandemia. 

Os crimes cometidos pelo presidente e a família é tema da capa de Carta Capital: …04, 03, 02, 01. “Só a reeleição adia o encontro marcado do clã Bolsonaro com a Justiça”, aponta a semanal.Já IstoÉ coloca com tema principal a pandemia: A Covid nossa de cada dia. “Teremos que aprender a conviver com a doença que está prestes a virar endemia”, informa. E Veja traz denúncia sobre o mau uso do dinheiro partidário: A política do luxoLevantamento inédito mostra como o dinheiro do contribuinte é usado para custear gastos extravagantes dos partidos e propiciar uma série de mordomias aos seus dirigentes

LULA

Em entrevista às páginas amarelas de Veja, o ex-ministro Guido Mantega diz que o Posto Ipiranga do Lula é o próprio Lula. Titular da Fazenda de 2006 a 2014 fala sobre erros da sua gestão, critica o teto de gastos e aponta caminhos na economia em um possível novo governo do PT. A semanal da Abril repercute pesquisa Ipespe, que mostra Lula com 44% dos votos contra 24% de Bolsonaro. A revista ainda traz reportagem mostrando “a divisão de poder no grupo de esquerda que quer governar com Lula”.

DILMA

Diário do Centro do Mundo destaca em manchete nesta manhã que uma cientista política foi condenada a pagar R$ 30 mil por danos morais para a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela foi condenada por postar fake news no Instagram. A 4ª Vara Cível de Brasília, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), condenou Susana Ribeiro Moita por ter publicado informação de que Dilma foi autora do homicídio do soldado Mário Kozel Filho, há 50 anos.

ELEIÇÕES 2022

Folha noticia que o PSB avalia os nomes dos candidatos azarões tem dias decisivos para definir candidato ao governo de PernambucoO Globo reporta que a federação entre PT e PSB tem novo revés com impasse sobre o governo e Senado no estado. “Partidos saíram de mais um encontro sem consenso”, aponta o jornal. Há resistência petista em retirar pré-candidato, desacordo sobre melhor nome socialista e até quanto à indicação ao Congresso.

Já o Brasil 247 coloca na manchete o quadro eleitoral em Pernambuco: Lula tem 62% dos votos, Marília Arraes lidera corrida pelo Senado e Humberto Costa pelo governo, diz Vox PopuliMarília Arraes tem 26% das intenções de voto para o Senado e Humberto Costa 37% para assumir o governo de Pernambuco. PT lidera para todos os cargos.

Valor reporta que o TCU deve ampliar investigação de Alvarez & Marsal sobre o salário recebido pelo ex-juiz Sérgio Moro. Corte vai analisar todos os contratos feitos entre empresa e empreiteiras condenadas pela Lava-Jato.

LAVA JATO

No GGNLuis Nassif escreve sobre a Lava Jato e o desmonte da credibilidade da mídia“E a mídia, como fica? Os colunistas de maior visibilidade tentam escapar da polarização indecente dos últimos anos — que pretendia colocar Bolsonaro e Lula como faces de uma mesma moeda”, observa. “Por outro lado, a Globonews tenta ressuscitar o fantasma da morte de Celso Daniel - um factoide desmontado pela própria Polícia Civil de São Paulo. Atacando as duas pontas, pretendem recriar o mito de El Cid, o Campeador - o soberano espanhol que, morto, foi colocado em um cavalo para iludir os inimigos de que ainda vivia e comandava”.

MEIO AMBIENTE

Sobre a questão ambiental, Valor traz a ex-ministra Izabella Teixeira alertando que combater desmatamento é “senha para a reinserção internacional”. Ela diz que é preciso um pacto nacional para combater e acabar com corte na Amazônia e no Cerrado.

BRASIL NA GRINGA

Reuters destaca que a Suprema Corte do Brasil intima Bolsonaro em caso de vazamento de documentos. Na quinta-feira, juiz do STF intimou o presidente do Brasil e ordenou que a PF o interrogasse em uma investigação sobre documentos vazados nos quais ele resistiu a testemunhar.

Já a Associated Press destaca que a ômicron se espalha pelo Brasil, levando não vacinados a encher os hospitais. Houve um surto renovado de covid no Brasil com a disseminação da variante e, como em outras partes do mundo, é em grande parte uma pandemia de não vacinados. O Brasil confirmou uma média de 162.000 casos na semana até janeiro.

O argentino Clarín diz que a pandemia avança no Brasil,  com a ômicron atingindo os não vacinados em meio à briga política para imunização das crianças. Quase 90% dos hospitalizados com Covid-19 não receberam as duas doses. A vacinação de menores de 11 anos gerou polêmica no país. O alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung noticia mais mortes por coronavírus estão ocorrendo em países com governos populistas“O vírus tirou mais vidas em países como Brasil, Hungria e Reino Unido. Os pesquisadores culpam os políticos”, resume o jornal.
New York Times noticia que níveis alarmantes de mercúrio são encontrados na floresta amazônica. As descobertas, relacionadas à mineração de ouro no Peru, fornecem novas evidências de como as pessoas estão alterando os ecossistemas de maneiras perigosas em todo o mundo.

INTERNACIONAL

O destaque da capa do New York Times nesta sexta-feira é a surpreendente força da economia dos Estados Unidos. O jornal noticia que o PIB cresceu 5,7% em 2021, encerrando um ano forte. No quarto trimestre, a economia subiu 1,7%. O aumento foi o maior em décadas, à medida que os efeitos da pandemia diminuíram, embora os desafios persistam.

Wall Street Journal também alardeia o resultado, mas faz a ressalva: Economia fecha ano forte com preocupações à espreita. De acordo com o jornal, economistas esperam que o crescimento desacelere este ano com gastos mais fracos do consumidor e escassez persistente de oferta.

NYT ainda noticia que a economia está em crescimento com Biden, mas questiona: Por que os eleitores não se sentem melhor? Para o jornal, Biden está sofrendo nas pesquisas porque a inflação alta mina a confiança na economia, mesmo com crescimento forte.

Outro destaque na mídia americana é que o presidente Joe Biden planeja nomear o sucessor de Stephen Breyer na Suprema Corte até o final de fevereiro. Ele elogiou as décadas do juiz na bancada, incluindo quase 28 anos na Suprema Corte. Washington Post dá manchete de primeira página: Biden promete escolher 'um candidato histórico'.

Sobre a crise na Ucrânia, o WSJ ressalta que enquanto a Rússia ameaça o país, a Europa luta para garantir o fornecimento de gás. “Autoridades europeias estão lutando para bloquear os suprimentos de energia necessários para manter suas economias funcionando se as hostilidades em torno da Ucrânia colocarem em risco o gás natural encanado da Rússia”, informa. 

Financial Times também fala em retaliação: novos projetos de gás russos enfrentam sanções se a Ucrânia for atacada. O jornal diz que a UE e o Reino Unido estão se preparando para atingir novos projetos russos de gás com sanções se o Kremlin ordenar um ataque à Ucrânia. O jornal acrescenta que esta é a primeira vez que a Europa considera focar em um setor do qual depende, já que o gás russo representa 40% de suas importações. Em longa reportagem, o jornal ainda aborda como o conflito na Ucrânia traz lembrança sobre o antigo regime. O império retorna: Rússia, Ucrânia e a longa sombra da União Soviética

Times ressalta na manchete de capa que os EUA soaram o alarme “por causa do dinheiro russo em Londres”. O jornal diz que as autoridades americanas expressaram medo de que serão incapazes de impor sanções à Rússia de forma eficaz, se a Rússia invadir a Ucrânia, “por causa de anos de tolerância britânica de dinheiro suspeito inundando Londres”.

O russo The Moscow Times traz o chanceler alertando o mundo: Rússia não é culpada se a guerra começar, diz Sergei Lavrov. “Nós não queremos uma guerra. Mas não permitiremos que [o Ocidente] ignore rudemente e atropele nossos interesses”, disse o ministro das Relações Exteriores russo.

Já o Guardian diz que estão sendo levantadas questões sobre os aumentos de impostos devidos em abril, depois que o primeiro-ministro “se recusou a confirmar o aumento do seguro nacional”. O jornal diz que o Tesouro está “cada vez mais alarmado” com o fato de que o aumento planejado — para financiar saúde e assistência social após o Covid — possa ser descartado por Boris Johnson. Ele chama qualquer movimento desse tipo de “uma tentativa desesperada de aplacar os parlamentares conservadores de direita enquanto ele luta para salvar seu emprego”.

 

AS MANCHETES DO DIA

Focus Brasil: A luta contra a desigualdadeA concentração de renda no Brasil explode com Bolsonaro e Guedes: ricos cada vez mais ricos e a imensa maioria do povo em situação de pobreza. O abismo social aprofundado desde o Golpe de 2016 agora atinge níveis imorais

Carta Capital: …04, 03, 02, 01Só a reeleição adia o encontro marcado do clã Bolsonaro com a Justiça

IstoÉ: A Covid nossa de cada diaTeremos que aprender a conviver com a doença que está prestes a virar endemia

Veja: A política do luxoLevantamento inédito mostra como o dinheiro do contribuinte é usado para custear gastos extravagantes dos partidos e propiciar uma série de mordomias aos seus dirigentes

Folha: Damares oferece a pessoas antivacina disque-denúncia

Estadão: Bolsonaro dá 33% de reajuste a professor; prefeitos reagem

O Globo: Congelar ICMS não deve bastar para conter alta de gasolina

Valor: China desbanca Brasil e lidera exportações para a Argentina

BBC Brasil: Vacinação contra covid: 5 perguntas definem quantas doses tomaremos no futuro

UOL: Fabricante de papel trouxe lixo dos EUA ilegalmente para o Brasil

G1: Como a ômicron faz o sistema de saúde tombar de novo

R7: Contratos de aluguel que vencem em fevereiro terão alta de 16,9%, mostra pesquisa da FGV

Luís Nassif: A Lava Jato e o desmonte da credibilidade da mídia

Tijolaço: Depoimento de Bolsonaro a PF é tragicomédia de erros

Brasil 247: Pernambuco: Lula tem 62% dos votos, Marília Arraes lidera corrida pelo Senado e Humberto Costa pelo governo, diz Vox Populi

DCM: Dilma será indenizada em R$ 30 mil por danos morais

Rede Brasil Atual: Com mandantes condenados mas livres, chacina de Unaí completa 18 anos

Brasil de Fato: Refinaria privatizada aumenta preços de gasolina e diesel mais do que Petrobras

Ópera Mundi: Com a presença de Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, Xiomara Castro toma posse em Honduras

Vi o Mundo: Secretários de Saúde pedem a Queiroga revogação das portarias que rejeitam diretrizes da Conitec para tratar Covid-19

Fórum: Moraes ordena que Bolsonaro preste depoimento nesta sexta (28) sobre vazamento de dados

Poder 360: Brasil perde 2.351 agências bancárias na pandemia

Congresso em Foco: Alexandre de Moraes determina que Bolsonaro deponha nesta sexta à Polícia Federal

New York Times: Economia em 2021 subiu 5,7%, melhor performance em décadas

Washington Post: Biden promete escolher 'um candidato histórico'

WSJ: Economia fecha ano forte com preocupações à espreita

Financial Times: Novos projetos de gás russos enfrentam sanções se a Ucrânia for atacada

The Guardian: Alarme do Tesouro: primeiro-ministro se recusa a confirmar o aumento do seguro nacional

The Times: EUA soam alarme sobre dinheiro russo em Londres

Le Monde: Ehpad: o escândalo da falta de controles

Libération: Primária popular: os preconceitos fazem parte

El País: Espanha cria 840 mil empregos, o maior ritmo desde 2005

El Mundo: PSOE ativa a via de Cidadãos depois do ERC rejeitar a reforma

Clarín: Governo dá por fechado um princípio de acordo da dívida com o Fundo

Página 12: Alberto Fernández fala sobre a negociação com o FMI

Granma: Iluminada pela juventude, Cuba pelo Apóstolo

Diário de Notícias: Governo gastou 3,2 milhões em obras no hospital militar de Belém mas há um mês desmontou tudo

Público: Tudo em aberto

Frankfurter Allgemeine Zeitung: "O passado nunca deve ser esquecido"

Süddeutsche Zeitung: Verde: "Também deve haver espaço para críticas" 

Moskovskij Komsomolets: Daniil Medvedev vence Stefanos Tsitsipas e chega à final do Aberto da Austrália

The Moscow Times: Rússia não é culpada se a guerra começar, diz Lavrov

Global Times: China se tornará país de alta renda até o final de 2023

Diário do Povo: Xi participará da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022

Ministério da Saúde editou um outro documento de teor igualmente nocivo para o combate à covid-19

 Enquanto todos os olhos estavam na nota técnica que atestava a eficácia da cloroquina e questionava a das vacinas, o Ministério da Saúde editou um outro documento de teor igualmente nocivo para o combate à covid-19, como conta Malu Gaspar. Uma nota assinada pela secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Melo, e pelo diretor de programa de imunização Danilo de Souza Vasconcelos, orienta os pais que não desejarem vacinar os filhos, afirmando que a vacina não é obrigatória porque estaria num programa específico para a covid-19, não no Plano Nacional de Imunização (PNI). A nota foi classificada como “uma aberração” por especialistas. (Globo)

Além disso, o ministério voltou a recomendar que os pais procurem “recomendação médica” antes de vacinarem os filhos. Para o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), é só uma tentativa de travar a imunização. (g1)

Mas a Saúde não é a única área do governo a investir contra a vacinação. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos também soltou uma nota técnica, condenando o passaporte de vacinas e a obrigatoriedade de imunização de crianças. E a ministra Damares Alves ainda abriu para negacionistas que passem por “discriminação” o Disque 100, principal canal do governo para denúncias de violações dos direitos humanos. (Folha)

Claro, não falta gente para ajudar o governo nesse trabalho. Em todo o país, 89 milhões de pessoas já poderiam ter tomado a dose de reforço, mas pelo menos 45 milhões ainda não o fizeram. O Ceará é o estado mais adiantado, com 60,6% das pessoas qualificadas ao reforço imunizadas. Já o Amapá está no pé da lista, com 20,8%. (Poder360)

Com esse cenário, infelizmente, não é de se estranhar que o Brasil tenha registrado ontem 662 mortes por covid-19, o pior número desde 5 de outubro do ano passado. A média móvel de óbitos em sete dias ficou em 417, a maior desde 11 de outubro e com alta de 201% em relação ao período anterior. E com 228.972 novos casos ontem, a média móvel foi a 107.572, recorde pelo décimo dia consecutivo e com alta de 150% em relação ao período anterior. (g1)

E um estudo do Hospital das Clínicas da USP, feito entre março de 2020 e março de 2021, indica que a covid-19 em grávidas não vacinadas aumenta o risco do nascimento de bebês prematuros. No período, quando os imunizantes não estavam disponíveis, a taxa de prematuridade foi de 63%, contra a média de 30% anterior à pandemia. (UOL)




Pelo menos 20 estados e o Distrito Federal decidiram retomar as aulas presenciais obrigatórias, exceto para alunos com comorbidades. As escolas de Goiás, inclusive, já estão funcionando desde o dia 19, e alunos com sintomas de covid-19 assistem às aulas remotamente. A despeito do risco da pandemia, mesmo profissionais de saúde argumentam que o prejuízo para as crianças – tanto acadêmica, quanto socialmente – é maior. “Adiar a abertura de escolas, diz o Unicef, pode ser mais um problema grave para nossas crianças e adolescentes”, afirma Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). (CNN Brasil)

Enquanto isso... A Universidade de Brasília (UnB) anunciou ontem que vai exigir comprovante de vacinação de alunos, professores, funcionários e visitantes em todas as suas instalações. As aulas presenciais, com apenas 15% das turmas, serão retomadas no dia 17 de fevereiro. (Poder360)

Enquanto isso, na biblioteca...

 


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Moraes diz basta a Bolsonaro

 Demorou, mas a paciência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes parece ter se esgotado. Num gesto inédito na História do país, ele determinou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento presencial hoje à Polícia Federal, às 14h. Bolsonaro é investigado por ter vazado em uma live, em agosto do ano passado, a íntegra de uma investigação sigilosa da Polícia Federal sobre um ataque hacker ao STF. Em 29 de novembro, Moraes determinara que o presidente depusesse em 15 dias, mas, a pedido da AGU, estendeu o prazo para dois meses. Quando a AGU informou esta semana que Bolsonaro desistira de depor, Moraes decidiu intimá-lo. A situação não tem precedente. A recusa a cumprir uma decisão judicial é um crime de responsabilidade previsto explicitamente na Lei 1.079, o que ensejaria um processo de impeachment. Mas este, como todos os outros já apresentados, depende do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), aliado de Bolsonaro. (Metrópoles)

Segundo o Painel, a AGU quer evitar o depoimento alegando que a informação vazou para a imprensa, causando constrangimento ao presidente. (Folha)

A ordem para depor acontece numa semana em que Bolsonaro é alvo de críticas em vários setores. Como conta a coluna de Míriam Leitão, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) orientou prefeitos a não concederem o reajuste de 33% ao professores, autorizado por Bolsonaro contrariando a equipe econômica e a AGU. A canetada é presidencial, mas conta de R$ 30 bilhões recairá sobre estados e municípios. (Globo)

Bolsonaro também foi criticado por ter aceitado o convite para uma visita oficial à Rússia, num momento em que o país vive uma escalada de tensões com a Otan por conta da Ucrânia. Para ele, o encontro com Vladimir Putin, que classifica como “conservador”, pode trazer “melhores relações comerciais”. (UOL)

Porém, a Rússia não integra a lista de dez maiores parceiros comerciais do Brasil, encabeçada pela China, que o presidente vem hostilizando ao longo do mandato. (g1)

Meio em vídeo. Quando a gente acha que Jair Bolsonaro já não é mais capaz de surpreender, ele vai e surpreende. Decidiu aceitar um convite para visitar a Rússia em fevereiro. Assim, coloca o Brasil no epicentro de uma crise mundial que tem, do outro lado, os Estados Unidos e a União Europeia. Há um limite para a irresponsabilidade? Confira no Ponto de Partida. (YouTube)

E, como se o país não tivesse assuntos mais sérios, veio a público que Bolsonaro anulou em dezembro pelo menos 25 decretos de luto oficial baixados em governos anteriores. Entre os “desomenageados” estão o antropólogo Darcy Ribeiro, Dom Hélder Câmara e até o ex-ministro Roberto Campos, avô do atual presidente do Banco Central. A anulação não tem qualquer resultado prático, já que o objeto do decreto se encerra com o fim do período de luto. (Folha)




A primeira federação partidária está em vias de sair do papel. A Executiva Nacional do PSDB aprovou ontem, por unanimidade, o início das negociações para se federar com o Cidadania, que há anos já atuava em alinhamento com os tucanos. Se aprovada, a federação deve livrar o Cidadania da Cláusula de Desempenho, mas o manterá atrelado ao PSDB como se fossem uma única legenda em todos os níveis por quatro anos. (Poder360)




Se o primeiro turno da eleição de outubro acontecesse hoje, o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Bolsonaro (PL) chegariam na frente, com 44% e 24%, respectivamente, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Ipespe. Bem distantes aparecem Sérgio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT), empatados com 8%; João Doria (PSDB), com 2%; e Simone Tebet (MDB), Rodrigo Pacheco (PSD) e Alessandro Vieira (Cidadania), todos com 1%. Nas simulações de segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 54% a 30%, Moro por 50% a 31%, Ciro por 51% a 25% e Doria por 52% a 19%. (UOL)

Bruno Boghossian: “A solidez do bolsonarismo é um obstáculo para a terceira via. No quadro atual, esses candidatos precisam superar a marca dos vinte e poucos por cento para ir ao segundo turno. Até aqui, nenhum deles alcançou dois dígitos. Outro caminho seria tirar votos do presidente, mas seus eleitores ainda não mostram vontade de ir a lugar nenhum.” (Folha)




Ao mesmo tempo em que avalia a suspensão do Telegram no Brasil durante as eleições, o TSE quer aprimorar a ferramenta feita em parceria com o Whatsapp para denunciar disparos em massa. Se esse envio de mensagens, visto como crime eleitoral, for associado a um candidato, ele pode ter o registro cassado. (Estadão)

Enquanto isso... Falando a apoiadores, Jair Bolsonaro classificou como “covardia” a possibilidade de bloqueio do Telegram e disse que o governo está “tratando do assunto”, sem entrar em detalhes. O aplicativo russo não tem representação no Brasil nem atende às notificações da Justiça. Com grupos de mais 200 mil pessoas e livre das restrições à fake news e disparos em massa, tornou-se porto seguro para extremistas de todo o mundo, incluindo bolsonaristas. (UOL)




Até então calado sobre a crise na Ucrânia, o governo chinês disse ontem aos Estados Unidos que as preocupações de segurança da Rússia “devem ser levadas a sério e resolvidas”. Moscou mobilizou pelo menos cem mil soldados e armamento pesado na fronteira com províncias ucranianas controladas por separatistas de origem russa. Vladimir Putin quer o fim da aproximação entre a OTAN, a organização militar do Ocidente, com a Ucrânia, o que já foi rejeitado por Washington. (g1)