quarta-feira, 30 de março de 2022

Na Petrobras, presidentes atual e futuro defendem política de preços

 

Em vias de deixar a presidência da Petrobras após ter sido demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), Joaquim Silva e Luna afirmou que a estatal, por lei, não pode fazer política pública com os preços dos combustíveis ou política partidária. “Tem responsabilidade social? Tem. Pode fazer política pública? Não. Pode fazer política partidária? Menos ainda”, disse Luna durante seminário no Superior Tribunal Militar (STM). Ele também afirmou que o Brasil “não pode correr riscos de tabelar preços de combustíveis” e precisa praticar preços de mercado. Além disso, reforçou que a “aplicação de preços de mercado garante o abastecimento do país”. (Estadão)

Na segunda-feira, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo após o vazamento de informações sobre a demissão do general. Por ser listada em Bolsa, a Petrobras precisa ter seus movimentos comunicados simultaneamente a todo o mercado, para não configurar vazamento de informação. Ontem as ações da companhia subiram após a indicação do governo federal do economista Adriano Pires ao comando da estatal. (CNN Brasil)

Enquanto isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a troca na presidência da Petrobras não é um problema dele e que deseja boa sorte ao novo presidente da companhia. Guedes também descartou privatizar a estatal. (Folha)

A demissão de Silva e Luna já era caso pensado. Segundo Malu Gaspar, o presidente Jair Bolsonaro teve pelo menos três reuniões secretas com o substituto, o economista Adriano Pires, nas últimas três semanas. Numa delas, o presidente teria dito que não pretende intervir na política de preços da Petrobras e gostou da ideia de um fundo — bancado pelo contribuinte — para evitar o repasse de aumentos para as bombas. O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, a quem se atribui a indicação do executivo, participou de todas as conversas. (Globo)

Nas conversas, Pires afirmou a Bolsonaro que seria inviável mudar a política de preços adotada pela companhia. (Poder 360)

A disparada no preço dos combustíveis, aliás, foi um dos estopins de uma greve de motoristas e entregadores de aplicativos que atingiu ontem pelo menos 17 cidades. No Rio, a paralização de serviços como Uber de 99 se somou a uma greve de rodoviários pela manhã, o que aumentou o caos no trânsito. Segundo o sindicato da categoria, corridas curtas se tornaram inviáveis, pois o gasto com combustível é maior que o ganho do motorista. As empresas dizem estar adotando medidas para melhorar o ganho de motoristas e entregadores. (UOL)




Na letra da lei, a campanha eleitoral só começa nos dia 16 de agosto, e isso vale para comícios, carreatas e aparições na TV, por exemplo. Mas, na prática, o TSE tem feito vista grossa a atos nos quais os pré-candidatos fazem de tudo, menos pedir explicitamente votos. Foi o caso do evento do PL no último domingo, no qual o presidente Jair Bolsonaro disse que sua reeleição era “uma luta do bem contra o mal”, da participação do ex-presidente Lula (PT), no último sábado, do Festival Vermelho, em Niterói (RJ), e de atos de praticamente todos os demais postulantes ao Planalto. Especialistas dizem que a forte polarização na campanha e o uso de plataformas da internet dificultam a ação da Justiça Eleitoral. (Folha)

Enquanto isso... O ministro do TSE Raul Araújo aceitou o pedido de desistência do PL e arquivou a ação contra manifestações políticas no Lollapalooza, que terminou no domingo. (Agência Brasil)




Meio em vídeo. O Conversas com o Meio desta semana é com o advogado Francisco Brito Cruz, do Internetlab, que vai dissecar a lei das fake News, ora tramitando no Congresso. Onde estão os problemas e as soluções? Que tipo de eleição vamos ter para presidente da República em 2022 a partir dessas regras? Confira. (YouTube)




O deputado bolsonarista Daniel Silveira (União-RJ) desafiou hoje o STF dizendo que não vai recolocar a tornozeleira eletrônica, contrariando ordem dada na sexta-feira pelo ministro Alexandre de Moraes. Para evitar ser preso novamente, o deputado disse que pretende “morar” na Câmara até que a Casa paute uma proposta para sustar a ação penal contra ele. Ao saber da reação de Silveira, Moraes reiterou a ordem e disse que, se não for cumprida, restabelecerá a prisão do deputado, processado por defender a volta do AI-5 e atos de violência contra membros do Supremo. (Metrópoles)




Após mais uma rodada de negociações na Turquia, a Rússia prometeu ontem “reduzir radicalmente” as atividades militares em direção a Kiev, capital da Ucrânia, e Chernihiv. Segundo o vice-ministro do Exterior russo, Alexander Fomin, o gesto busca criar um clima de “confiança mútua” para se chegar a um acordo de paz. A iniciativa veio depois de o governo ucraniano dizer que aceita o status de neutralidade, uma das exigências de Moscou. Porém, a Casa Branca alertou que a movimentação russa no norte da Ucrânia, onde fica Kiev, parece mais uma rearrumação de tropas que um recuo e que “ninguém deve se deixar enganar” pelas promessas de Vladimir Putin. (Guardian)

Analistas acreditam que a oferta russa seja mais uma tática militar que uma movimentação diplomática. Eles lembram que o avanço das tropas invasoras sobre a capital ucraniana está contido há semanas e teria sido repelido em diversos pontos. “A Rússia está ajustando seus objetivos à realidade”, disse Lawrence Freedman, professor emérito de Estudos da Guerra no King’s College, de Londres. “Não é especulação dizer que eles estão se concentrando em Donbas, pois, de fato, é tudo o que podem fazer.” (New York Times)

terça-feira, 29 de março de 2022

Deu na Imprensa - 28/03

 

Os jornalões brasileiros colocam no centro da sua cobertura a tentativa de censura imposta pelo TSE a artistas que participaram do festival de música Loolapalooza, em São Paulo. Um ministro do TSE resolveu atender a pedido de Jair Bolsonaro, depois que, na sexta-feira, a cantora Pablo Vittar agitou uma bandeira com a foto de Lula enquanto a multidão gritava Fora, BolsonaroOutros artistas repetiram o gesto.

Dos quatro jornalões, somente o Valor não dá destaque ao tema. FolhaBolsonaro eleva pressão sobre TSE, que tenta censurar festivalEstadãoTSE proíbe ato político em festival; Bolsonaro faz ‘comício’O GloboTSE veta ato político em festival e gera críticas de censuraValorJuro básico maior no Brasil impulsiona queda do dólar.

O esforço do ministro Raul Araújo — que também integra o STJ — acabou levantando outras decisões polêmicas tomadas por ele. Araújo negou retirada de outdoors pró-Bolsonaro. Desde 2006, legislação eleitoral brasileira não permite o uso desse tipo de propaganda nem mesmo durante a campanha. Pior. Colocou toda a classe artística brasileira contra o TSE. De Anitta a Caetano, artistas se mobilizam contra veto a expressão política no Lolla.  

Juristas veem censura e criticam decisão do TSE que proibiu manifestações no Lollapalooza. O episódio ganhou repercussão internacional — leia em Brasil na Gringa.  E o PT recorreu ao pleno do própria TSE contra a decisão de Araújo sobre o Lollapalooza.

Enquanto isso, ainda no domingo, o próprio Bolsonaro força a barra ao promover um comício em Brasília para o lançamento de sua pré-candidatura. Em evento do PL, Bolsonaro insiste em discurso anticorrupção em meio a suspeitas no MEC. E faz um apelo patético: nesta eleição, diz que a disputa será uma luta do bem contra o mal. As declarações ecoam na imprensa internacional, que dão destaque à tentativa do presidente em se manter no cargo — embora toda a mídia internacional aponte que Lula lidera as pesquisas eleitorais e é o franco favorito. 

Estadão destaca outra declaração estúpida do presidente. Bolsonaro diz ter ‘exército’ de apoiadores e que às vezes 'embrulha estômago' cumprir Constituição“Em ato do PL com forte tom eleitoral, presidente diz que sua luta é 'do bem contra o mal' e insiste em negar corrupção no governo, apesar da recente denúncia envolvendo 'gabinete paralelo' de pastores no MEC”, diz o enunciado do jornal.

No EstadãoVera Rosa comenta: Um 'capitão do povo' que embrulha o estômago com a Constituição. “Apesar dos acenos para o 'povo', os vestígios de autoritarismo marcaram presença na fala do presidente”, escreve. Na FolhaIgor Gielow diz que Bolsonaro mira disputa com Lula em discurso vazio e messiânico“Presidente lança ilegalmente sua campanha à reeleição apostando em temas antigos”, critica.

Ainda na política, outra notícia importante é a decisão do governador Eduardo Leite de permanecer no PSDB. Ele espera que o partido volte atrás e promova a retirada da candidatura do governador de São Paulo, João Dória. O tucano avisa: Articulação para ignorar prévias do PSDB é 'golpe'. A iniciativa é do deputado Aécio Neves (MG).

Também chama a atenção a nova denúncia do Estadão contra o ministro da Educação, Milton Ribeiro. O jornal revela que exemplares da bíblia com foto do ministro foram distribuídas em evento do MEC. Edição com imagens de Milton Ribeiro e pastores suspeitos de um esquema de propinas na pasta foi patrocinada por prefeitura do Pará. O que o ministro fez é crime e viola a Constituição.

Na economia, duas notícias em destaque no Valor: 1) a manchete: juro básico alto no Brasil impulsiona queda do dólar“Distância favorece estratégias em que os investidores captam no exterior a taxas mais baixas e aplicam dinheiro no país, conhecidas como ‘carry trade’”. 2) Disparada de commodities eleva superávit“Novas estimativas em muitos casos mostram perspectiva de novo recorde de saldo em 2022, com projeções que chegam a ultrapassar os US$ 80 bilhões”, aponta o jornal.

E vale destacar os números do último Datafolha: Dobra a parcela de brasileiros que espera piora na economia. Em dezembro, pesquisa mostrou que 20% previam um cenário menos promissor, agora, são 40%. Em dezembro, havia otimismo, com uma maioria de 42% prevendo melhora na economia, e 35% estimando que ela ficaria como estava. Agora, 27% esperam uma melhora, e 29% estimam que vai ficar como está. A piora na expectativas é sobre inflação, desemprego e poder de compraMás notícias para Bolsonaro.

Sobre meio ambiente, Valor informa que desmatamento deve voltar à pauta nas discussões com OCDE. O ministro da Economia, Paulo Guedes participa de reunião da organização, que terá ainda a presença de embaixadores de países membros. Ele será cobrado sobre a necessidade de proteção efetiva do meio ambiente pelo governo brasileiro e de ações em favor do clima, incluindo frear o desmatamento, para que o processo de adesão do Brasil à entidade avance.

LULA

Valor noticia que Lula ataca preços da Petrobras e projeta dificuldades com o Congresso, em sua visita ao Rio de Janeiro. Nos dois primeiros dos cinco dias de visita, ex-presidente participou de ato em Niterói e jantou com o ex-ministro Gilberto Gil, no sábado, e almoçou ontem com Chico Buarque e Benedita da Silva.

Folha destaca que PSB vai indicar Alckmin para chapa de Lula na primeira quinzena de abril. Ideia do partido e da cúpula do PT é que o ex-presidente oficialize candidatura já com ex-tucano a seu lado. Em outra reportagem, o jornal informa que delator que acusou Geraldo Alckmin exibiu notas frias, mas nenhuma prova de contato com tucanos“Delegado e promotor dizem não haver meio de comprovar depoimento de ex-presidente da Ecorodovias”, reporta.

PSDB

Painel da Folha noticia que a campanha de Doria prioriza educação e emprego e deixa saúde em segundo plano. Governador tem dito que atenção a pandemia tem perdido força, embora ainda seja preocupante. Os dois eixos da campanha e programa de governo serão educação e emprego. A saúde, que já foi seu cartão de visita em razão da defesa das vacinas, ficará em segundo plano.

Outra notícia no Painel é que o diretório do PSDB paulistano deve impugnar filiações de Joice Hasselmann e Diogo da Luz. A deputada federal e o empresário fizeram críticas ao PSDB no passado. Ambos bateram sobretudo no prefeito Bruno Covas, morto no ano passado.

Painel também informa que o ex-prefeito Fernando Haddad buscou o Solidariedade por aliança em campanha ao governo de São Paulo. Apesar disso, o partido tende se unir ao vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB-SP). Acompanhado do presidente estadual do partido, Luiz Marinho, Haddad almoçou com o comandante da legenda, Paulinho da Força na última quinta-feira (24). Um dos argumentos usados por Haddad foi de que o Solidariedade deve apoiar a candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, e que reproduzir a aliança em âmbito estadual seria natural.

ÍNDIOS

Painel informa que índios fazem mobilização inédita para encontro em defesa de demarcações. A ideia é reunir ao menos mil lideranças no Acampamento Terra Livre. O encontro será em abril em Brasília. A meta é reunir pelo menos mil lideranças indígenas no chamado Acampamento Terra Livre. O evento que reúne diversas tribos na capital federal está na 18ª edição, mas foi virtual nos dois últimos anos de pandemia. O tema do encontro de 2022 é demarcação de terras.

BRASIL NA GRINGA

As declarações de Bolsonaro no lançamento de sua campanha de reeleição estão na mídia estrangeira e repercutem fortemente por conta do despacho da Reuters, que distribuiu texto informando que a eleição no Brasil coloca o bem contra o mal“O presidente de extrema-direita do Brasil, Jair Bolsonaro, lançou sua campanha de reeleição no domingo, dizendo a milhares de torcedores que as pesquisas de opinião estavam erradas e que ele certamente vencerá a eleição deste ano que coloca o bem contra o mal”, resume.

O francês Le Monde também noticia o início da campanha de reeleição do líder da extrema-direita brasileira: Jair Bolsonaro evoca "uma batalha entre o bem e o mal”“A reeleição do chefe de Estado, que teve reunião no domingo em Brasília, promete ser difícil. Em todas as pesquisas, ele é rebaixado para o segundo lugar, muito atrás de Lula, informa.

E o jornal português Diário de Notícias vai na mesma linha:  Jair Bolsonaro pede segunda oportunidade: “É uma luta do bem contra o mal”“Presidente brasileiro criticou as sondagens que dão Lula da Silva como vencedor das presidenciais, considerando-as mentirosas”, reporta.

Sobre a economia nacional, Le Monde inclui o Brasil na lista dos países em dificuldades por conta da guerra na Ucrânia. Inflação, dívida, escassez… A aumenta a vulnerabilidade das economias emergentes“Mal saídos da recessão ligada ao Covid-19, esses países estão enfrentando as consequências da invasão russa. Para alguns, o risco de crise financeira é real”, destaca.

Ainda sobre os impactos da guerra no Brasil, o Monde informa que a agroindústria brasileira paga por sua dependência de fertilizantes russos“As sanções contra Moscou ligadas à guerra na Ucrânia estão abalando a indústria, enquanto quase um quarto das importações de nitrogênio, fosfato e potássio do país vêm da Rússia”, reporta.

Por fim, o jornal francês noticiou na edição dominical sobre o antiamericanismo na América Latina, apontando os sotaques pró-Putin da esquerda“Muitos ativistas e políticos latino-americanos culpam o Ocidente, não a Rússia, pela guerra na Ucrânia”, sublinha. “O antiamericanismo ainda está bem ancorado no subcontinente”.

O jornal americano New York Times publica que a União Europeia mira no poder das grandes tecnologias com ato digital de referência. A Lei de Mercados Digitais é a legislação mais abrangente para regular a tecnologia desde que uma lei de privacidade europeia foi aprovada em 2018. A legislação visa impedir que as maiores plataformas de tecnologia usem seus serviços interligados e recursos consideráveis para atrair usuários e esmagar rivais emergentes, criando espaço para novos participantes e promovendo mais concorrência.

O que isso significa na prática é que empresas como o Google não poderão mais coletar dados de diferentes serviços para oferecer anúncios direcionados sem o consentimento dos usuários e que a Apple pode ter que permitir alternativas à sua App Store em iPhones e iPads. As novas regras da Europa podem oferecer uma prévia do que está por vir em outras partes do mundo. A lei de privacidade online da região, o Regulamento Geral de Proteção de Dados, que restringe a coleta e o compartilhamento online de dados pessoais, serviu de modelo em países do Japão ao Brasil.

INTERNACIONAL

As declarações desastrosas de Joe Biden, apontando que Vladimir Putin deve ser retirado do Kremlin teve péssima repercussão fora dos Estados Unidos. O comentário de Biden pegou tão mal na Europa, que ele teve de se desdizer, como sublinha a manchete desta segunda-feira, 28, do Financial TimesBiden nega que EUA estejam buscando mudança de regime na Rússia

Biden declarou neste final de semana que o presidente russo Vladimir Putin “não pode permanecer no poder”. Wall Street Journal destaca na manchete que o comentário de Biden sobre Putin desperta ansiedade entre aliados ocidentais“A observação do presidente ‘não pode permanecer no poder’ sobre o líder de Moscou pode testar a unidade da OTAN”, relata o jornal

Guardian relata que o Reino Unido se distancia de Biden dizendo que Putin 'não pode permanecer no poder’. A imprensa russa e chinesa também criticam abertamente a Casa Branca, por expressar a política do porrete, adotada de maneira implacável na América Latina nos anos 60 e 70, que até hoje evocam mal-estar entre os latino americanos. O Russia Today destaca que assessor de Biden explica comentários do presidente dos EUA sobre mudança de regime na RússiaThe Moscow Times, que é um veículo pró-ocidente traz na manchete: Kremlin diz que comentários de Biden sobre Putin são "alarmantes".

Os dois principais jornais chineses — ambos ligados ao Partido Comunista — elevam o tom. No Global Times, diz a manchete: Biden torna as tensões dos EUA com a Rússia 'pessoais'; pedindo 'mudança de regime' em uma energia nuclear perigosa. E no Diário do PovoWashington não está qualificada para desenhar linhas vermelhas para outros

Os jornais americanos mantém a ofensiva russa na Ucrânia no centro da cobertura, atuando como porta-vozes do Pentágono. No New York Times, a manchete aponta que Mariupol oscila em meio a sinais de que a Rússia está mudando o foco.“O principal oficial de inteligência militar da Ucrânia sugeriu que a Rússia está mudando seu foco militar para o sul e o leste e pode estar tentando dividir o país”, resume.

Washington Post coloca o presidente ucraniano na manchete de capa: Criticando o Ocidente, Zelensky exige mais ajuda. O líder da Ucrânia intensifica críticas ao Ocidente, exigindo armas e sanções. “Os comentários do presidente ucraniano vêm depois que Biden completou o que foi visto como uma viagem bem-sucedida à Europa para apoiar aliados contra a Rússia”, aponta o jornal. 

Na mídia britânica, a guerra na Ucrânia, agora em seu segundo mês, também continua a dominar as primeiras páginas. O Guardian diz que a Rússia quer “dividir a Ucrânia em dois” e cita o general Kyrylo Budanov, chefe da inteligência militar da Ucrânia, dizendo que o Kremlin espera “criar as Coreias do Norte e do Sul na Ucrânia”. 

A mesma história está no alto da primeira página do TimesPutin quer dividir a Ucrânia, alerta o Ocidente. O jornal também cita o general Budanov dizendo que uma “temporada de um total safári de guerrilha ucraniano” resultaria de qualquer tentativa de formar uma região controlada por Moscou.

NYT também destaca a entrevista do presidente da Ucrânia a jornalistas russos. Moscou ordena que seja anulado“A notável entrevista ainda foi publicada por jornalistas de fora da Rússia, um episódio que revelou os esforços extraordinários e parcialmente bem-sucedidos de censura de Moscou”, destaca o jornal.

New York Times acusa empresa finlandesa de fazer o jogo do Kremlin. Quando a Nokia saiu da Rússia, um vasto sistema de vigilância permaneceu, relata. “A empresa desempenhou um papel fundamental ao permitir a espionagem cibernética da Rússia, mostram documentos, levantando questões de responsabilidade corporativa”, critica.

 

AS MANCHETES DO DIA

Folha: Bolsonaro eleva pressão sobre TSE, que tenta censurar festival

Estadão: TSE proíbe ato político em festival; Bolsonaro faz ‘comício’

O Globo: TSE veta ato político em festival e gera críticas de censura 

Valor: Juro básico maior no Brasil impulsiona queda do dólar

BBC Brasil: Dólar caiu, mas e a gasolina? O que deve acontecer com preço dos combustíveis

UOL: Banco Central perde controle da inflação em 2022 e agora mira 2023

G1: Eduardo Leite avisa a Kassab que ficará no PSDB e aposta em plano contra Doria

R7: Banco Central começa hoje novo calendário de pagamento de dinheiro esquecido

Luís Nassif: A lenta erosão do dólar como moeda global

Tijolaço: ‘Promoção’ na Bíblia ofende à lei, mas mais aos evangélicos

Brasil 247: Aliados de Doria cobram posição dura do PSDB contra o novo golpe de Aécio Neves

DCM: Rússia e Ucrânia abrem nova rodada de negociações

Rede Brasil Atual: Negros e famílias chefiadas por mulheres são as maiores vítimas da pandemia

Brasil de Fato: Greve unificada de entregadores do iFood, Uber e 99 pressiona por aumento nas taxas de corridas

Ópera Mundi: Rússia e Ucrânia definem data para nova rodada de negociações 

Vi o Mundo: Censura a artistas do Lollapalooza remete aos tempos da ditadura, denuncia PT

Fórum: Marcelo D2 detona Bolsonaro e puxa coro “Olê, olê, olê, olá” no Loolapalooza

Poder 360: Governo avalia nesta semana fim de testes de covid em viagens

Congresso em Foco: Bolsonaro pré-candidato: “será a luta do bem contra o mal”

NYT: Mariupol oscila em meio a sinais de que a Rússia está mudando o foco

Washington Post: Criticando o Ocidente, Zelensky exige mais ajuda

WSJ: Comentário de Biden sobre Putin desperta ansiedade entre aliados ocidentais

Financial Times: Biden nega que EUA estejam buscando mudança de regime na Rússia

The Guardian: Putin quer dividir a Ucrânia em duas, como a Coréia, alerta Kiev

The Times: Putin quer dividir a Ucrânia, alerta o Ocidente

Sputnik: Conversações Putin-Zelensky, laços Rússia-China e tentativas de isolar Moscou: Lavrov fala com a mídia sérvia

RT: Assessor de Biden explica comentários do presidente dos EUA sobre mudança de regime na Rússia

Pravda: Médico analisa mensagem do Ministério da Saúde sobre o possível surgimento de uma nova onda de covid-19 na Federação Russa

The Moscow Times: Kremlin diz que comentários de Biden sobre Putin são "alarmantes"

Global Times: Biden torna as tensões dos EUA com a Rússia 'pessoais'; pedindo 'mudança de regime' em uma energia nuclear perigosa

Diário do Povo: Washington não está qualificada para desenhar linhas vermelhas para outros

Asia Times: Sistema de reservas do dólar briga com acordos de moeda Índia-Rússia

Brasil registrou 86 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas — são 659.012 desde o início da pandemia

 

O Brasil registrou 86 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas — são 659.012 desde o início da pandemia. A média móvel dos últimos sete dias é de 236, o que não ocorria desde janeiro do ano passado. A segunda foi o 31o dia consecutivo de queda no número de óbitos. (g1)




Um navio naufragado com 21 toneladas de ouro — 21 mil quilos — se mostrou também um valioso achado arqueológico. O SS Central America afundou em 1857, na costa da Carolina do Sul, com 425 pessoas à bordo. Vinha da Califórnia que, recém-anexada aos Estados Unidos, estava na fase da Corrida do Ouro. Junto com a fortuna e as vítimas estava, também, um enorme acervo de fotografias. São todas daguerreótipos em excelente estado de conservação que registram a vida dos mais ricos no Velho Oeste original. A tecnologia era nova e quem tinha acesso a fotógrafos profissionais os contratava para enviar imagens como lembrança aos parentes na Costa Leste. (BBC)

Bolsonaro demite ministro e presidente da Petrobras, aí sai internado

 

Foi um dia de troca de cadeiras, em Brasília. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, entregou o cargo. Sua exoneração foi publicada numa edição extra do Diário Oficial, que saiu à tarde na própria segunda-feira. Ribeiro foi acusado por prefeitos de implantar um balcão de negócios no MEC em que verbas do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação eram liberadas, município a município, por intermédio dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Em um dos casos, a propina chegou a ser cobrada em ouro. Aproveitando-se do dia confuso, o presidente Jair Bolsonaro fez ainda outra demissão surpresa — a do presidente da Petrobras, o almirante Joaquim Silva e Luna. (Folha)

O economista Adriano Pires, especialista no setor de óleo e gás, substituirá Silva e Luna no comando da empresa. Ele já havia se reunido com Bolsonaro no domingo. Assessores do presidente afirmam que o executivo ganhou sua simpatia por defender em público que a volatilidade dos preços do petróleo não deve ser repassada ao consumidor final — defende criação de fundos e o subsídio ao transporte urbano, o botijão de gás e os caminhoneiros. Estas, porém, não são atribuições do presidente da Petrobras. (Globo)

Pois é… Pires também defende a política de preços da companhia. “O que não podemos, e não devemos, é ceder à tentação de intervir nos preços da Petrobras, algo que só trouxe prejuízos para toda a sociedade brasileira e que significa o atraso do atraso. Precisamos respeitar a legislação de preços livres em toda a cadeia da refinaria até o posto de revenda.” (Poder 360)




O dia agitado na capital terminou com o presidente dando entrada no Hospital da Forças Armadas. Ele reclamou de desconforto abdominal ainda no Palácio do Planalto e foi levado para fazer exames. Passou a noite por lá. Os médicos suspeitam de uma nova obstrução intestinal e vão reavaliar seu estado nesta manhã. (Metrópoles)




É tarde, o Lollapalooza já acabou, mas o PL desistiu da representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral que acusava os artistas de estarem fazendo propaganda eleitoral antecipada. O presidente Jair Bolsonaro ficou enfurecido, pelo que ouviram os repórteres Victor Fuzeira e Mayara Oliveira, com o desgaste sofrido nas redes sociais com a acusação de estar pedindo censura. (Metrópoles)

Bem… Não tivesse retirado o pedido, perigava ver uma derrota ainda maior. O presidente do TSE, ministro Edson Fachin, tinha planos de levar o caso ao plenário da Corte ainda hoje, conta Ana Flor. “A posição do tribunal será a decisão majoritária da Corte, cujo histórico é o da defesa intransigente da liberdade de expressão”, ele afirmou. A ordem monocrática, baixada pelo ministro Raul Araújo, vetava quaisquer manifestações. (g1)




O ex-presidente Lula garantiu a um grupo de empresários, numa conversa fechada, que se eleito fará um governo com previsibilidade, segurança jurídica e sem revanchismo, conta Lauro Jardim. O ex-presidente falou a Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho do Bradesco, Claudio Ermírio de Moraes, do grupo Votorantim, Eduardo Sirotsky, fundador da empresa de investimentos EB Capital, e ao anfitrião José Seripieri Junior, da QSaúde!, que fará “o que for preciso para gerar confiança” (Globo)

Malu Gaspar ouviu coisa similar, o que indica que a campanha petista está se movendo para passar este recado. Num outro encontro, este envolvendo o ex-ministro José Dirceu com investidores da Faria Lima, foi sugerido que um dos favoritos para ocupar o ministério da Fazenda é Rui Costa, governador baiano do PT e cuja administração foi elogiada pelo rigor fiscal. “Economistas da Unicamp não teriam espaço num próximo governo Lula”, diz Malu citando Dirceu. “O ex-presidente não confia neles.” (Globo)




Para Gilberto Kassab, presidente do PSD, a notícia chegou no domingo à noite. Mas o anúncio formal foi ontem: o governador gaúcho, Eduardo Leite, avisou que permanecerá no PSDB. Mas não foi só. Ele anunciou, também, que renunciará ao cargo. “Não estou saindo”, ele afirmou. “Estou me apresentando.” (Poder 360)

Andreia Sadi: “Leite, que perdeu as prévias no PSDB para João Doria, quer ser candidato à Presidência da República. Para isso, no entanto, precisa esperar Doria abrir mão da candidatura — o que o governador de São Paulo já disse que não fará. Nas tratativas para ficar no PSDB, Leite ouviu de adversários de Doria, do grupo do deputado Aécio Neves, que Doria vai abrir mão da candidatura. Doria tem repetido que, para retirar a sua candidatura, só se for um ‘golpe’ da ala aecista do PSDB. No domingo (27), ele afirmou que a articulação de parte minoritária de integrantes do PSDB que querem tirá-lo da disputa presidencial na eleição de 2022 é uma ‘tentativa torpe, vil, de corroer a democracia e fragilizar’ o partido.” (G1)

Então… O ex-presidente Fernando Henrique foi ao Twitter nesta segunda. “As prévias do PSDB foram realizadas democraticamente. Assim sendo, penso que devem ser respeitadas.” (Twitter)

Eduardo Leite amarrou suas apostas. Se deseja sair candidato à presidência, precisa deixar até 4 de abril o cargo de governador. Pode também sair ao Senado. E ele já pôs um vídeo de campanha no ar. “Vou renunciar ao poder para não renunciar à política”, afirma. “O mundo vive hoje com Macron ,na França, Trudeau, no Canadá, com Jacinda Arden, na Nova Zelândia, com Zelenski, na Ucrânia, uma mudança geracional na política.” O tucano, que deseja a vaga de Doria, promete “uma nova agenda ambiental e social”.

Vera Magalhães: “PSDB, DEM e União Brasil vão tentar chegar a um consenso para lançar apenas um candidato para tentar quebrar a até aqui consolidadíssima polarização entre Lula e Jair Bolsonaro. E quais as apostas para o desenvolvimento desse enredo? Cada um tem a sua. Leite ficou no partido na esperança de ser ungido candidato por um apelo dos demais partidos. E o que dizem os aliados do governador de São Paulo? Que ele não está mais tão inflexível quanto antes a respeito da possibilidade de não ser candidato. Mas também que ele pode ‘desistir para apoiar qualquer um, menos o Leite’. E Simone Tebet? A senadora do MDB corre por fora na disputa tucana. E Sérgio Moro? Se há hoje um só consenso entre os grupos de Doria, Tebet e Leite é que o ex-juiz não vai manter a candidatura até o fim. Falta apoio político, inclusive da direção do Podemos, dinheiro e espaço para crescer, dada a rejeição que tem. Segundo um cacique do MDB, a própria presidente do Podemos, Renata Abreu, já estaria disposta a caminhar com uma candidatura única de centro. Faltaria apenas convencer Moro a sair de cena. Não deverá ser tão fácil.” (Globo)




Meio em vídeo. O Ponto de Partida de hoje é um pouco diferente; é para quem tem 16 e 17 anos. Um endosso da campanha puxada pela Anitta. Um apelo e, principalmente, um argumento para que tirem o título de eleitor. Para que votem. O país só terá uma chance se os eleitores mais jovens se engajarem desde já. (YouTube)




O presidente americano Joe Biden afirmou que seus comentários a respeito de seu par russo, Vladimir Putin, eram estritamente pessoais. “O que quis foi esprimir a indignação que sinto a respeito deste homem”, ele disse. Na semana passada, em discurso na Polônia, havia dito que Putin não podia continuar no poder. (New York Times)

O bilionário russo Roman Abramovich e dois negociadores ucranianos podem ter sido vítimas de envenenamento. Ambos estiveram juntos em Kiev, no início do mês, em conversações de paz. Abramovich chegou a perder a visão por várias horas e teve descamações na pele. Os três foram tratados em uma clínica na Turquia. O envenenamento de adversários políticos tem sido uma prática russa nas últimas décadas. (Guardian)