segunda-feira, 3 de maio de 2021

Neste momento, a escassez de CoronaVac está prejudicando o cronograma de vacinação em todo o país

 Chegaram neste fim de semana ao Brasil os primeiros lotes da vacina de Oxford/AstraZeneca enviada pelo Covax Facility, uma iniciativa internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) da. A primeira remessa, com 220 mil doses, foi entregue no sábado, e outras duas cargas, de 1,7 milhão de doses e de 2 milhões, chegaram em dois voos diferentes no domingo.

Os lotes da Covax se juntam aos 6,9 milhões de doses que começaram a ser distribuídos no sábado a estados e municípios. Cerca de 6,5 milhões também são da Oxford/AstraZeneca, entregues na sexta-feira pela Fiocruz. As demais são doses da CoronaVac, cuja produção pelo Instituto Butantan foi prejudicada pela falta de insumos importados. (Correio Braziliense)

A chegada das novas doses pode permitir o ritmo ideal de vacinação defendido por pesquisadores, 1,5 milhão de aplicações por dia. Isso cobriria todo o grupo prioritário ainda neste semestre. Neste momento, porém, a escassez de CoronaVac está prejudicando o cronograma de vacinação em todo o país. Pelo menos seis capitais – Aracaju, Fortaleza, Porto Alegre, Porto Velho, Recife e Rio de Janeiro – estão com a aplicação da segunda dose suspensa. O Rio vive uma situação paradoxal. Quem depende da CoronaVac não tem acesso à segunda dose, enquanto a chegada da Oxford/AstraZeneca fez com que a prefeitura antecipasse a imunização de grupos prioritários. (Globo)

Um dos gargalos no programa de imunização brasileiro é a dependência a insumos e vacinas de fora do país. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, disse ontem que as primeiras doses da Oxford/AstraZeneca inteiramente produzidas no Brasil devem chegar aos postos de vacinação em outubro. A produção começa agora em maio, mas, segundo ela, o processo exige muitas etapas, incluindo controle de qualidade. (CNN Brasil)

Em tese, o mundo pode produzir até o fim desde ano 11,6 bilhões de doses de vacinas, o suficiente para imunizar todos os seres humanos com mais de 19 anos. Essa é a capacidade de produção para todos os imunizantes já aprovados por alguma agência reguladoras internacional. (Folha)

Neste domingo o Brasil registrou 1.210 mortes por Covid-19, lembrando que os números nos fins de semana tendem a sofrer uma queda por subnotificação. O total de vítimas fatais da pandemia atingiu 407.775, com média móvel de 2.407 nos últimos sete dias, 16 a menos que no período passado, o que confirma tendência de queda. A primeira dose de alguma das vacinas contra a doença já foi aplicada em 31.875.681, o que corresponde a 15,05% da população. (G1)

A vacinação da população mais idosa já começa a se refletir nos números. Entre o fim de janeiro e o início de abril houve queda de, em média, 21% nas mortes e de 15% nos casos entre pessoas com mais de 80 anos. (Veja)

Ao mesmo tempo, a dispersão dos óbitos no país é quase total. Dos 5.570 municípios brasileiros, somente 90 (1,6%) não apresentaram mortes por Covid-19, embora todos tenham registrados casos. (Folha)




O desmatamento na Amazônia vem provocando um fenômeno evolutivo que não deixa dúvidas sobre a ação nociva do homem sobre o ecossistema: as borboletas e mariposas estão perdendo a cor. Ou melhor, espécies com cores exuberantes, que se camuflam mais facilmente na mata, estão sendo substituídas por outras de asas pardas e cinzentas, as cores deixadas para trás pelas queimadas e motosserras. Cientistas analisaram a distribuição de mais de 60 espécies e confirmaram a mudança. (Globo)




Após quase seis meses na Estação Espacial Internacional, três astronautas americanos e um japonês voltaram à Terra na madrugada de ontem. A capsula Dragon, da SpaceX, pousou na água perto da costa da Flórida, e tanto os tripulantes quando o equipamento foram resgatados como previsto. O sucesso da missão encerrou quase uma década, desde o fim do programa dos ônibus espaciais, em que a NASA dependeu de naves russas para levar seus astronautas ao espaço. (G1)

Planalto treina Pazuello para clima de guerra na CPI

 Na próxima quarta-feira a CPI da Covid toma o depoimento do general Eduardo Pazuello, que, como ministro da Saúde entre maio de 2020 e março deste ano, foi o executor da política de Jair Bolsonaro no combate à pandemia. A preocupação do Executivo é grande, e o general passou o sábado sendo treinado por assessores do Planalto. Coordenada pela Casa Civil, a operação busca municiar Pazuello com dados para defender sua gestão e deixá-lo cascudo para resistir à pressão dos políticos experientes da comissão. (Globo)

E vai ser preciso muito treinamento mesmo. A estratégia dos senadores será exaurir o general com um depoimento longo. Tanto que foi reservado um dia exclusivamente para ouvir o ex-ministro. Seus antecessores, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, vão falar na terça-feira, enquanto o atual ministro, Marcelo Queiroga, e o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, serão ouvidos na quinta. (CNN Brasil)

Uma das muitas questões espinhosas que Pazuello terá de explicar é a orientação dada em fevereiro para que estados e municípios usassem a reserva da CoronaVac para a segunda dose na aplicação da primeira em mais pessoas. O Ministério da Saúde garantia que novas doses chegariam a tempo. Não chegaram, e, até ontem, seis capitais estavam com a segunda dose suspensa. (G1)

Outra preocupação do governo é evitar que a comissão se transforme em palanque para Mandetta, que é filiado ao DEM e tenta se cacifar como candidato da “terceira via” ao Planalto no ano que vem. Integrantes da força-tarefa do governo estão passando um pente fino no período de mais de um ano que ele passou à frente do ministério. (Folha)

Não é só o Planalto que está apreensivo. O Exército teme que as investigações degradem a imagem da instituição. Após dois médicos, Mandetta e Teich, deixarem o ministério por discordância com a postura negacionista de Bolsonaro, o general Pazuello foi nomeado para obedecer sem questionar. E cercou-se de outros militares para cumprir a missão. Sempre houve o temor de que as ações de integrantes do Exército em cargos civis tivessem um preço alto para a instituição. Agora a CPI pode apresentar essa conta. (Globo)

Na avaliação de especialistas, os militares emprestaram o próprio prestígio a Bolsonaro e voltaram ao centro do palco políticos, recebendo benesses em troca. Mas o dano a sua imagem é de difícil reversão. Para o general e ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Alberto dos Santos Cruz, há “um número excessivo de militares no primeiro escalão, o que dá a percepção de vínculo institucional”. Somado a isso, a gestão de Pazuello na Saúde foi, para Santos Cruz, “um desastre”. (Folha)

Mas os militares parecem, infelizmente, terem tomado gosto pela coisa. Integrantes da ativa nas três Armas publicaram 3,4 mil tuítes de conteúdo político ao longo dos últimos dois anos. A lista incluiu 22 oficiais-generais e traz em geral apoio a Bolsonaro. (Estadão)




Bruno Covas (PSDB) anunciou neste domingo que está se licenciando da prefeitura de São Paulo para tratar de um câncer no aparelho digestivo. O cargo será assumido por Ricardo Nunes (MDB), afilhado político do presidente da Alesp, Milton Leite (DEM), e apoiado pelo governador João Doria (PSDB).




Em pleno 1º de Maio, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, em live para pecuaristas, que não regulamentará a Emenda Constitucional que desapropria automaticamente terras onde haja trabalho análogo à escravidão, aprovada em 2014. Acompanhado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ele também comemorou a queda no volume de multas ambientais. (G1)

E os bolsonaristas deram uma demonstração de força no feriado, fazendo manifestações em diversas capitais. Com a máscara no queixo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) participou do ato em Brasília, que também foi sobrevoado de helicóptero pelo presidente. Veja imagens das manifestações. (Poder360)




E Wilson Witzel foi afastado em definitivo do governo do Rio de Janeiro. Na sexta-feira, os dez integrantes do Tribunal Especial Misto decidiram, por unanimidade, que ele cometeu crime de responsabilidade na compra e equipamentos para o combate à Covid e aprovaram seu impeachment. Cláudio Castro já assumiu oficialmente o cargo. (UOL)

Bernardo Mello Franco: “Witzel foi um fenômeno típico das eleições de 2018. Com discurso moralista, vestiu-se de verde e amarelo e surfou a onda conservadora que consagrou Jair Bolsonaro. No último debate na TV, ele demonizou a política e descreveu sua campanha como ‘uma luta do bem contra o mal’. Seu caso evidencia o risco de entregar o poder a aventureiros.” (Globo)




A Assembleia Legislativa de El Salvador destituiu, sábado, o conjunto dos ministros da Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça. Em votação imediatamente posterior, destituiu também o procurador-geral do país. O Congresso salvadorenho havia sido renovado na sexta-feira, estava portanto em seu primeiro dia de ação, agora com ampla maioria leal ao presidente Nayib Bukele. Bukele, de apenas 37 anos, um populista eleito no rastro de uma campanha por mídias sociais anti-corrupção, representa o recém-fundado partido Nuevas Ideas. (Reuters)

A destituição sumária dos membros do principal tribunal do país e do procurador-geral foram alvo de críticas em todo o mundo. Bukele respondeu de pronto, claro, via Twitter. “A nossos amigos da comunidade internacional: queremos trabalhar com vocês, comerciar, viajar, conhecê-los e ajudar no que pudermos. Nossas portas estão mais abertas do que nunca. Mas, com todo respeito: estamos limpando nossa casa e isso não é da sua conta.”

A opção Mourão começa a ser debatida por generais da reserva

 

A opção Mourão começa a ser debatida por generais da reserva
A opção Mourão começa a ser debatida por generais da reserva
Generais críticos a Bolsonaro articulam uma “terceira via” para as eleições de 2022 e não descartam impeachment

Após atos de apoio, Bolsonaro tem CPI e Lula no encalço

 


Um golpe no Judiciário de El Salvador assusta o mundo. Após o triunfo retumbante do Novas Ideias, partido do presidente Nayb Bukele, nas últimas eleições legislativas de março, o Parlamento aprovou neste sábado a destituição de todos os magistrados do Supremo Tribunal de Justiça do país. A ação acontece em concordância ao descontentamento de Bukele com a Corte, acusada por ele de proferir "sentenças arbitrárias". A manobra suscitou críticas da administração do presidente dos EUA, Joe Biden, e de organizações como a Human Rights Watch. Já no Brasil, foi elogiada pelo deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente que já se manifestou por diversas vezes —e inclusive incitou protestos— contra o STF. "Juízes julgam casos, se quiserem ditar políticas que saiam às ruas para se eleger", tuitou o deputado.

No Brasil, a semana começa com o afastamento do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que ficará 30 dias fora do cargo para se dedicar ao tratamento do câncer diagnosticado em 2019, que se espalhou para o fígado e os ossos. Também terá início, de fato, a CPI da Covid, com os depoimentos de três ex-ministros da Saúde da gestão de Bolsonaro. O presidente ganhou uma injeção de ânimo nas ruas no último sábado, quando seus eleitores foram de verde amarelo manifestar seu apoio irrestrito ao mandatário, defendendo, inclusive, sua reeleição. Mas o escrutínio de sua gestão da pandemia deve começar a gerar incômodo com a fala de Henrique Mandetta, potencial candidato a presidente em 2022, nesta terça-feira. Primeiro ministro retirado do cargo pelo mandatário brasileiro, ele será questionado sobre a falta de suporte do presidente durante o combate à doença. Também serão ouvidos nesta semana Nelson Teich e Eduardo Pazuello.

O início da fase de depoimentos coincide com a ida do maior adversário político de Bolsonaro, o ex-presidente Lula, à Brasília, conta o correspondente Afonso Benites. Já imunizado com as duas doses da vacina contra a covid-19, o ex-presidente terá uma agenda de encontros com lideranças políticas, restabelecendo o contato presencial na capital perdido com o impeachment de Dilma Rousseff e sua prisão em Curitiba. O repórter Rodolfo Borges revisita nesta edição estes tempos de crise petista, por meio da "versão do diretor", o ex-deputado Eduardo Cunha, em seu livro Tchau, querida - o diário do impeachment. "Para o ex-presidente da Câmara, beneficiado pela revogação de seu pedido de prisão no fim de abril, a democracia brasileira sempre esteve em vertigem, e ele não tem nada a ver com isso", escreve Borges.


Parlamento de El Salvador dissolve o Supremo Tribunal de Justiça
Parlamento de El Salvador dissolve o Supremo Tribunal de Justiça
Assembleia, dominada pelo Governo, empreendeu um golpe ao tribunal numa sessão que garante ao mandatário novas indicações para o Judiciário

domingo, 2 de maio de 2021

Prazer, ministro. Somos filhos de porteiros formados na universidade

 


Há um claro mal estar numa parte da sociedade brasileira por conta da janela de oportunidades que programas de bolsas de estudo ou cotas raciais abriram para os jovens da baixa renda. É comum ouvir comentários irônicos ou críticos em todo lado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi uma das vozes a amplificar esse elitismo ao sugerir que o filho do seu porteiro havia entrado com zero na faculdade graças ao programa Fies. Foi um comentário ácido, vindo de uma autoridade, que deveria incentivar esses programas, e não contribuir para esse preconceito.

Gil Alessi e Regiane Oliveira contam histórias de filhos e filhas de empregadas domésticas e porteiros pelo Brasil, que mudaram um destino quase pré-determinado e reescrevem a história de suas famílias através da educação. “Antes de fazer universidade todos os meus trabalhos eram subempregos. Hoje eu consigo sonhar”, diz Luiz Henrique Faria Marins, filho do Sr. Otávio, um porteiro em um prédio de classe média alta em São José dos Campos (SP). "O maior preconceito que sofri por ser bolsista e filho de porteiro veio do Paulo Guedes”, complementa.

Nesta edição, a economista Mônica de Bolle escreve sobre um país em que o Estado injeta recursos e incentivos sociais para recuperar emprego e renda, enquanto os liberais à brasileira pedem cintos apertados no orçamento para lidar com a pandemia e a pós-pandemia. Os Estados Unidos de Joe Biden tem planos trilionários para ousar e retomar a liderança do país. Uma estratégia central que vem gerando debates acalorados no Brasil de Bolsonaro que, ao contrário, enxuga cada vez mais programas sociais consolidados.

A retomada é um desafio para países da América Latina e para as grandes potências. A União Europeia vive dias difíceis com a recessão registrada neste primeiro trimestre. O desabamento da economia na Alemanha (-1,7%) explica parte desse baque. A locomotiva europeia se viu castigada pelas medidas de confinamento, por um inverno duro para a construção civil e por incidentes nas cadeias de suprimento.

Para relaxar, nesta edição Tom Zé conta seus novos projetos musicais da temporada. Em uma conversa de quase duas horas com Joana Oliveira, o artista octogenário revisita memórias de sua juventude no sertão, fala sobre seu processo criativo, os tempos autoritários que o Brasil enfrenta, o movimento da Tropicália e sua admiração por Caetano Veloso e Gilberto Gil. "Eu sou uma pessoa simples, talvez inteligente. Eu trabalho, faço música, mas o que eu vi esses homens fazerem, minha filha, é de outro mundo”, diz.

Leia também as reflexões de Gilberto Gil na conversa com o repórter Guilherme Henrique. Gil fala sobre os sentimentos difusos que tem vivido ao longo da pandemia, a sua visão sobre a realidade política e ambiental brasileira, e o futuro que espera após a crise sanitária. "Quero que o aperfeiçoamento humano aconteça em todos os indivíduos, não só para os meus familiares, amigos”, afirma.



Os filhos de porteiros que chegaram à universidade, ignorados por Guedes
Os filhos de porteiros que chegaram à universidade, ignorados por Guedes
Jovens saem da baixa renda com apoio de programas públicos de inclusão na universidade, que devem ser celebrados e não ironizados
Gabriela Figueiredo: "Prazer senhor ministro, eu sou a filha do porteiro"
Gabriela Figueiredo: "Prazer senhor ministro, eu sou a filha do porteiro"
Sou a filha do ‘paraíba’ que se formou com programa criticado por Guedes, no país onde crise da educação “não é crise, é projeto", repetindo Darcy Ribeiro

sábado, 1 de maio de 2021

Comunicado público a 32 días de iniciada la Huelga de Hambre de prisionerxs subversivxs y anarquistas

 

A los pueblos, individuxs, comunidades y territorios en lucha y resistencia.

A quienes se rebelan ante este presente de opresión y miseria.

A nuestras manadas, familias, amigxs, complicidades, compañerxs y amores repartidos por el mundo.

A todxs!!:

Lxs prisionerxs anarquistas y subversivxs de la guerra social Mónica Caballero Sepúlveda en la cárcel femenina de San Miguel, Marcelo Villarroel Sepúlveda, Juan Flores Riquelme y Joaquín García Chanks en la cárcel de alta seguridad, Francisco Solar Domínguez en la Sección de Máxima Seguridad y Pablo Bahamondes Ortiz en el Módulo 2 de la cárcel empresa de stgo 1 y Juan Aliste Vega en la Cas adhiriendo pero no en huelga por razones médicas; declaramos nuestra total insistencia en la decisión de continuar en esta justa movilización en la que transitamos ya los 31 días desde que 9 compañerxs secuestradxs, en diferentes períodos en las cárceles chilenas, decidiéramos dar inicio a esta movilización con características de huelga de hambre liquida e indefinida activando así una sentida exigencia en el mundo de la prisión y ,del mismo modo, aunando a diferentes generaciones de compañerxs como evidencia ineludible de la continuidad del conflicto con el Estado, la cárcel y el capital en un contexto indesmentible de Guerra Social.

A los 17 y 18 días de este trayecto con el cuerpo como arma de lucha, los compañeros detenidos en el contexto de revuelta permanente y hoy prisioneros en la cárcel empresa stgo 1 módulo 3 Tomás, José y Gonzalo depusieron el movimiento por «razones de salud y falta de experiencia» sin embargo quienes continuamos movilizadxs damos cuenta de la clara voluntad expresada por los compañeros de dar este necesario paso de lucha colectiva y les saludamos en el aprendizaje cotidiano de vivir la resistencia milimétrica al todo diario del encierro carcelario.

Por otra parte en un lazo indestructible de complicidad insurrecta desde el aislamiento de alta seguridad en la cárcel de Terni, Italia el 12 de abril el compañero anarquista español Juan Sorroche Fernández asume una huelga de hambre en solidaridad con nuestras exigencias haciendo tangible la belleza de aquella internacionalista hermandad antiautoritaria.

Abrazamos su gesto cómplice y lo hacemos nuestro invitándolo a transitar estos territorios de lucha y resistencia.

El camino trazado en este tiempo intenso de lucha es la cristalización de la palabra hecha acción.

Desde las cárceles chilenas nuestro grito de guerra nuevamente recorre el mundo haciendo universal nuestro llamado subversivo y anárquico.

En el transcurso de este nuevo tiempo de lucha, que atraviesa el uso represivo de la pandemia en todo el planeta, y a pesar de todas las limitaciones y el control, hemos visto y asistido a todos y cada uno de los múltiples y hermosos gestos de acción solidaria que se expresan a cada momento en cualquier lugar y por donde nos encontramos con hermanxs, compañerxs y cómplices activando en el mismo pulso del conflicto:

Palabras, volantes, rayados, afiches, textos, lienzos, banderas, pegatinas, audios y transmisiones en vivo y cadenazos radiales, foros, reuniones, barricadas, conspiración, fuego y ataque, solidaridad, música, cicletada y creatividad constante para solidarizar son parte de los tantos gestos y actos que nos hermanan con todxs aquellxs que hoy nos acompañan por este sendero.

Igualmente la acción conjunta de las diferentes redes, coordinadoras, colectivas y espacios organizados en el presente de lucha anticarcelaria a permitido la correcta y necesaria amplificación de la voz prisionera y sus énfasis haciendo de muchxs las urgencias que hoy nos guían. Convocando y desempolvado las experiencias oxidadas de la prisión política de antaño, visibilizando la situación de todos los casos de la revuelta permanente de hoy y dando cuenta claramente y sin ambigüedades de nuestra resistencia autónoma subversiva y anárquica en las prisiones de la democracia chilena durante los últimos 12 años de manera ininterrumpida.

Hoy se entiende con más fuerza y claridad que la prisión política en Chile nunca dejó de existir como consecuencia real y posible dentro de una opción de lucha subversiva, rebelde e insurrecta. Asimismo queda de manifiesto la necesidad de ensanchar la franja anticarcelaria activa y cómplice con quienes luchan en este momento álgido de represión estatal.

Desde 1990 hasta hoy la prisión política continúa encerrando a quienes se rebelan contra el orden existente y pasan de la palabra a la acción a través de las multiformes prácticas ilegales.

Antes fueron los grupos armados de izquierda, luego núcleos autónomos e informales de acción e individualidades anárquicas así como la digna Resistencia Mapuche para llegar hasta lxs llamadxs presxs de la Revuelta para quienes siempre ha habido Leyes especiales, juicios viciados, tratamientos jurídicos penitenciarios y policial periodísticos diferenciados.

Todo un entramado preparado para el castigo de quienes pasan a la ofensiva y mantenerles secuestradxs bajo razón de estado.

La noción de secuestro se hace tangible en nuestros casos cuando, a través del tiempo y de manera sistemática, el Estado, por encima de su propia legalidad, nos mantiene encerradxs con procesos plagados de irregularidades y con la animadversión manifiesta de todo su aparataje; alterando nuestras condenas,falseando fechas y documentos, criminalizando a nuestras familias e hijxs, sosteniendo un seguimiento especial de castigo y satanización pública buscando el exterminio de nuestras prácticas e historias de lucha pero no han podido.

Una vez más con el puño en alto nos levantamos atreviéndonos contra todo pronóstico, con el cuerpo cansado pero repletxs de orgullo y el newen intacto. Con la energía vital de todxs nuestrxs hermanxs caídxs en la lucha subversiva, revolucionaria y anárquica. Con clara convicción antagónica que se nutre, alimenta y resiste en los calabozos más tóxicos de las cárceles de la democracia chilena que hoy se blinda con un férreo cerco mediático para invisibilizar nuestra movilización urgente y necesaria.

«La libertad florecerá sobre las ruinas de las prisiones»

Nuestro grito de hoy es fuerte y claro!!

– Derogación del art.9

Y Restitución del art.1

Del decreto ley 321 !!!!

De modo simple es que no haya retroactividad en la modificación de la ley que regula la “libertad condicional“.

Y que ésta vuelva a ser un derecho adquirido de la persona presa y no un beneficio.

– Marcelo Villarroel a la kalle!!

Su situación jurídica no resiste análisis.

Altas condenas que hoy ascienden a 46 años emanados desde las fiscalías militares por hechos ocurridos hace 29 años. Alteración de los tiempos de postulación por la modificación del dl 321, extendiéndolos por más de 16 años. A vivido más de 25 años de encierro en 3 periodos. En su situación jurídico política se cristalizan los elementos propios de un secuestro de estado a quien se le considera un enemigo por su claro y radical posicionamiento antiautoritario y antiestatal.

– Por la extensión de la solidaridad activa con lxs presxs subversivxs, anarquistas, de la revuelta y la liberación mapuche!!

– Por el fin de la prisión preventiva como herramienta de castigo!!

-Acompañamos la demanda mapuche de aplicar el Convenio 169 de la OIT para la situación de los peñi y lamngen presxs por luchar.

-Por el fin de las condenas de la justicia militar contra Juan y Marcelo!!

Aquí están expresados los énfasis que nos guían en el día a dia del encierro carcelario.

Preocupaciones comunes de compañerxs en lucha y resistencia desde los diferentes laberintos penitenciarios.

De igual manera logramos precisar que de modo simultáneo en diferentes cárceles de este territorio, se llevan adelante varias huelgas de hambre con diferentes exigencias y alcances. Saludamos a todxs lxs que tienen la decisión de romper con los tiempos muertos del encierro y activan desde dentro en pos de visibilizar sus situaciones.

Expresamos también nuestra preocupación constante por la precarización de la vida, el uso militar policial de la pandemia en un contexto de represión permanente y el deterioro generalizado de la vida de lxs oprimidxs y explotadxs mientras lxs poderosxs se hacen más ricxs asfixiando la vida toda en función de sus abultadas tazas de ganancia. Por ello la justeza del desborde y la protesta, del organizarse y luchar, de la acción directa por la liberación total.

«¡Yo soy partidaria de la violencia! Absolutamente partidaria de la violencia. Sino nos van a sacar la cresta otra vez y nos van a matar otra vez y nos van a encerrar otra vez y nos van a desaparecer otra vez».

Luisa Toledo Sepúlveda.-

En una profunda conexión con diversos territorios en guerra y conflicto por la liberación de la tierra y contra el capital.

Saludando a todxs quienes se manifestaron el sábado 17 de abril a través de la propaganda, la agitación y la acción multiforme.

Estrechando el lazo insurrecto con todxs lxs hermanxs del planeta que con distintos idiomas hablamos el mismo lenguaje de fraternidad internacionalista revolucionaria.

Con nuestrxs muertxs en la memoria!!

Con decisión de lucha eterna!!

Mientras exista miseria habra rebelión!!

Muerte al estado y viva la anarquía!!

Tejiendo redes, multiplicando la complicidad avanza la ofensiva insurrecta y subversiva!!

Ni culpables ni inocentes, insurrección permanente!!

Contra toda autoridad, autodefensa y solidaridad!!

Por la extensión de la solidaridad con lxs presxs de la guerra social , de la revuelta y la liberación mapuche !!!

Que las cárceles revienten!!

Por la Derogación del art.9

Y la Restitución del art.1

Del decreto ley 321 !!!!

Marcelo Villarroel y todxs lxs presxs subversivxs , anarquistas, de la revuelta y la liberación mapuche: a la kalle!!

Mónica Caballero Sepúlveda

Marcelo Villarroel Sepúlveda

Joaquín Garcia Chanks

Juan Flores Riquelme

Francisco Solar Domínguez

Pablo Bahamondes Ortiz

Juan Aliste Vega

Hasta destruir el último bastión de la sociedad carcelaria!!

Hasta la liberación total!!

Jueves 22 de abril 2021

Stgo de Chile.

1º de MAYO. En el trabajo nos explotan, en la calle nos reprimen

 





Otro año más, desde la Federación Local de sindicatos de la CNT-AIT de Madrid, convocamos a toda la clase trabajadora a tomar las calles de la ciudad para demostrar que juntes podemos cambiarlo todo, que la práctica de la solidaridad y el apoyo mutuo es la mejor defensa frente a la represión, y que seguiremos avanzando, codo con codo, hacia la Revolución Social. ---- Este 1 de mayo no te quedes en casa ---- A las 12:00, del metro de Valdeacederas a Cuatro Caminos ---- Contra la explotación laboral, lucha anarcosindical ---- COMUNICADO ---- El Estado, por medio de sus cuerpos de represión, siempre se ha opuesto violentamente a todo avance en derechos tanto sociales como laborales, sexuales y de todo tipo. No olvidemos que el reconocimiento de los derechos humanos y sociales ha sido y es una conquista de los movimientos obreros y sociales en la calle, no un regalo estatal o patronal, y que en la práctica, son vulnerados continuamente.

Los Estados utilizan las leyes para legitimar el sistema de explotación basado en las desigualdades de clase, en los que una clase social tiene el control de la economía y por tanto el control del gobierno, de los medios de producción, de los medios de comunicación y de la justicia; mientras que otra clase social, la nuestra, sacrifica su vida, sometida a un sistema productivo que permite a la burguesía acumular riquezas de forma infinita. En estos momentos la clase trabajadora está sufriendo una de las peores crisis del capitalismo, con casi 4 millones de paradas, 900.000 personas todavía en ERTE y unas condiciones cada vez más precarias en el mercado laboral; sin embargo, no dejamos de ver cómo miembros de la Casa Real, políticos, empresarios y demás miembros de la alta sociedad, de ideología liberal todos ellos, reciben trato de favor por parte de la justicia ante sus multimillonarios crímenes mientras nuestras hermanas y hermanos de clase obrera son perseguidas, agredidas y encerradas por reivindicar derechos y justicia social en las calles.

Desde los medios de comunicación no dejan de enviar mensajes propagandísticos que tienen como objetivo criminalizar la protesta equiparando rotura de escaparates y quema de contenedores a crimen, y creando una opinión pública contraria a las reivindicaciones que acompañan estos actos.

El capitalismo es en la actualidad la mayor amenaza para la supervivencia en el planeta y de las formas tradicionales de vida, la cultura de los pueblos, y solo busca acumular capitales sometiendo, esclavizando y explotando cualquier cosa que le permita seguir creciendo. Quienes nos oponemos a este sistema no somos personas violentas, al contrario, somos personas conscientes que buscamos un futuro mejor para las generaciones futuras y que aspiramos por encima de todo a la justicia social. Y es entonces cuando de nuevo el Estado utiliza la violencia, la represión, el miedo, la manipulación... para acabar con la «disidencia».

El 1º de Mayo es una jornada en la que se reivindican las conquistas sociales gracias a la lucha obrera, se conmemora la lucha que iniciaron en Chicago obreras y obreros como nosotras en favor de la jornada laboral de 8 horas, y que también fueron acusados de violentos, radicales y extremistas por los mismos que nos acusan a nosotras actualmente. Muchos fueron encerrados, perseguidos, torturados y asesinados por la misma policía y el mismo sistema judicial que nos persigue y nos encierra hoy. El mantenimiento del orden social, la paz social, no significa bajo su perspectiva más que someterse a las leyes y aceptar las profundas desigualdades sociales y los crímenes que estas vienen a legitimar.

Este 1º de Mayo pedimos un reparto justo del trabajo y la riqueza, la reducción de la jornada laboral sin reducción salarial, exigimos justicia social, pero sin olvidarnos de todas las personas detenidas y represaliadas por ejercer su derecho a manifestación y a la libertad de expresión.

Porque la represión y la violencia del Estado siempre la sufrimos la clase obrera.

Por un 1º de Mayo Anarquista y antirrepresivo.

https://cntmadrid.org/1mayo-2021/