segunda-feira, 7 de junho de 2021

Neste domingo, o Brasil registrou 866 mortes por Covid-19, com média móvel em sete dias de 1.629 óbitos.

 Chamada agora de “variante delta”, a cepa do Sars-Cov-2 identificada primeiro na Índia é 40% mais transmissível que a versão original do vírus, informou o Ministério da Saúde do Reino Unido. A delta é hoje a variante mais disseminada em território britânico e já teve casos confirmados no Brasil, embora, até o momento, somente com contágio no exterior. (G1)

Mesmo sem as cepas importadas, a situação vem se agravando no país. O Mato Grosso do Sul está transferindo pacientes para São Paulo devido à falta de leitos em UTIs. A fila de espera por uma vaga nos hospitais em MS chega 251 pessoas, e pacientes já haviam sido levados para Rondônia. (Estadão)

Os governadores do Nordeste não gostaram da decisão da Anvisa sobre a vacina russa Sputnik V. A agência autorizou a importação emergencial do imunizante, mas só liberou seu uso até o limite de 1% da população, vetado em grávidas sem comorbidades e mulheres que acabaram de dar à luz, entre outras restrições. A vacina russa é uma das apostas dos estados, especialmente no Nordeste, para ampliar rapidamente a imunização. (UOL)

Mesmo quando as vacinas estão autorizadas, fazê-las chegar à população não é simples. A demora entre uma ponta e outra chega a 26 dias, provocando um acúmulo de 40 milhões de doses nos depósitos de estados e municípios. (Globo)

Neste domingo, o Brasil registrou 866 mortes por Covid-19, com média móvel em sete dias de 1.629 óbitos. Na comparação com os 14 dias anteriores, houve redução de 13% no limite da estabilidade. Não se sabe, porém, o impacto do feriado prolongado no registro de óbitos. Desde o início da pandemia 473.495 perderam a vida para a doença no país. (G1)




Prédios fechados, pesquisas interrompidas, nada de aulas presenciais e até mesmo as aulas remotas em risco. Esse é o cenário pintado por 30 das 69 universidades federais do país diante da falta de verba, mesmo que todo o orçamento previsto para este ano seja liberado, o que ainda não aconteceu. A lista de instituições inclui UFRJ, UFF, UFMA, UFBA, UFPE, UFABC e UFES. De 2020 para este ano, o orçamento das universidades públicas foi cortado de R$ 5,6 bilhões para R$ 4,3 bilhões. Os reitores pedem que os valores sejam recompostos para o nível do ano passado. (Globo)




A população de Manaus viveu no domingo uma madrugada de terror após a morte em confronto com a polícia na noite de sábado de Erick Batista da Costa, o Dadidinho, apontado como líder de uma das maiores facções do tráfico de drogas no Amazonas. Foi a senha para que carros, ambulâncias fossem incendiados e agências bancárias e monumentos sofressem vandalismo. No domingo, 14 pessoas foram presas por envolvimento nos ataques. (A Crítica)

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O duque e a duquesa de Sussex, Harry e Meghan para os leigos, anunciaram neste domingo o nascimento de sua filha Lilibet Diana. O casal já tem um menino, Archie. O nome da menina é uma homenagem à rainha Elizabeth II, apelidada de Lilibet em família, e à princesa Diana. (G1)

O agrado à monarca não impediu que o casal fosse rebaixado no site da família real. Na nova versão da página, em vez de virem depois do príncipe William e da mulher deste, Kate, Harry e Meghan só aparecem depois dos outros filhos da rainha, Anne, Andrew e Edward, e os respectivos cônjuges. (Globo)

Presidente da CBF cai; seleção na Copa América é mistério

Rogério Caboclo foi afastado ontem do comando da CBF. Não por conta da polêmica iniciativa de trazer a Copa América para o Brasil em plena pandemia. A Comissão de Ética do Futebol Brasileiro o suspendeu por 30 dias devido a acusações de assédio sexual e moral feitas contra ele por uma funcionária da CBF. Interinamente assume o vice Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes. (Globo Esporte)

Lauro Jardim: “Oficial e formalmente Rogério Caboclo foi afastado por 30 dias da presidência da CBF, numa decisão tomada hoje pelo comitê de ética. Mas a realidade é que são praticamente nulas as chances de ele voltar a comandar a CBF. A situação de Caboclo só vai se deteriorar daqui para frente. Nem sua estratégia de se agarrar a Jair Bolsonaro terá forças para virar o jogo.” (Globo)

O afastamento de Caboclo acontece num momento particularmente tenso para a CBF, com o técnico Tite e os jogadores da seleção contra a participação do Brasil na Copa América. Segundo o jornalista Fernando Kallás, Jair Bolsonaro quer a cabeça do técnico, e Caboclo havia prometido entregá-la. Tite seria substituído por Renato Gaúcho, politicamente alinhado com o presidente. (As)

Monica Bérgamo: “O senador Renan Calheiros (MDB-AL) enviou uma carta aos jogadores da seleção brasileira em nome da CPI da Covid-19 dizendo que a realização da Copa América no Brasil é ‘um mau exemplo’ na ‘iminência de uma terceira onda da pandemia’ no país. O senador, que é relator da CPI, afirma que a reflexão foi sugerida pela equipe técnica da comissão.” (Folha)

Enquanto isso... A Conmebol autorizou as nove seleções a não ficarem no Brasil durante a Copa América, chegando somente 24 horas antes de cada partida. A Argentina já avisou que vai adotar a medida. (Estadão)




A vacina da Pfizer por US$ 10 dólares foi considerada cara pelo governo brasileiro. Esse foi um dos motivos apresentados à CPI da Pandemia pelo ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para a recusa de Jair Bolsonaro em aceitar as diversas ofertas do laboratório americano. Na verdade, era metade do preço cobrado dos EUA e do Reino Unido, R$ 20. (Folha)

Tido como organizador do “gabinete paralelo” que assessoraria Bolsonaro sobre a pandemia à revelia do Ministério da Saúde, o ex-assessor da Presidência Arthur Weintraub fez ontem uma live se defendendo. Ele admitiu ter falado com pesquisadores, intermediado contatos com Bolsonaro e feito resumos da situação para ele. “O presidente é uma pessoa simples, eu tinha que fazer um resumo das coisas. É como se eu tivesse cometido um crime por mostrar para o presidente o que está sendo pesquisado.” (UOL)




Embora tenha repercutido mal no Alto Comando do Exército e acendido o sinal amarelo no STF, no Congresso e na sociedade civil, a decisão de não punir o general Eduardo Pazuello por participar de ato político com Bolsonaro foi “extremamente pensada”, segundo o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos. “O comandante do Exército, ao analisar a história de vida do Pazuello, considerou que aquele fato não se constituiu transgressão. Se o militar nunca fez nada errado e comete um deslize, ele vai ser punido com dez dias de cadeia? Isso não existe.” (Globo)




A ordem de dispersar uma manifestação pacífica contra Jair Bolsonaro no Recife partiu do então comandante da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Vanildo Maranhão. Na ação violenta da PM, dois civis foram atingidos nos olhos por balas de borracha. A informação consta de um documento interno da corporação. Maranhão e o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, foram exonerados na semana passada. (Jornal do Commercio)




Mais uma bomba caiu sobre a Lava-Jato, desta vez em seu braço fluminense. Em delação premiada, acompanhada de gravações, o advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho acusa o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela operação no Estado do Rio, de combinar sentenças, orientar as ações do Ministério Público e dos próprios advogados e de agir para interferir nas eleições estaduais de 2018. Bretas nega as acusações e segue trabalhando. Na sexta-feira, ele condenou o ex-governador Luiz Fernando Pezão a 98 anos de prisão por corrupção. (Veja)




Keiko Fujimori, filha do antigo ditador Alberto Fujimori, lidera as primeiras parciais da eleição presidencial peruana, realizada ontem. Com 42% dos votos apurados, ela tem 52,9%, contra 47,09% do candidato esquerdista Pedro Castillo. Ainda não foram apurados os votos das áreas rurais e do exterior, de forma que ainda é impossível apontar um nome vitorioso. (Globo)

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Deu na Imprensa - 04/06/2021

 

Nas manchetes dos principais jornais brasileiros nesta sexta-feira, a notícia é a decisão do Exército de livrar a cara do General Eduardo Pazuello, após participar de ato político ao lado de Bolsonaro há duas semanas. Folha destaca: Após pressão direta de Bolsonaro, Exército livra Pazuello de punição. No Estadão: Exército livra Pazuello de punição e cria desgaste entre oficiais. O Globo: Sob pressão de Bolsonaro, Exército livra Pazuello e põe disciplina em risco. 

Os principais colunistas de jornais falam abordam aspectos do agravamento da crise institucional, com Bolsonaro colocando a política dentro dos quartéis. Todos são unânimes na crítica ao Comando do Exército. Fala-se em anarquia, submissão e vergonha. Bernardo Mello Franco: Bolsonaro esvazia comandante e põe Exército de joelhos. Vera Magalhães: Precedente aberto a Pazuello é de extrema gravidade. Malu Gaspar: O capitão dobrou os generais. O próximo passo é transformar o Exército em milícia. Lauro Jardim: Decisão de não punir Pazuello é vitória de Bolsonaro e da indisciplina.

Merval Pereira explica o que motivou o Exército a livrar a cara de Pazuello: "A quebra da disciplina e hierarquia só aconteceu porque os militares estão convencidos de que apenas Bolsonaro pode derrotar o PT e Lula na eleição do ano que vem, e quiseram dar respaldo político a ele". Bruno Boghossian é menos direto: "Sem punição a Pazuello, militares deixam de ser instituição de Estado para servir ao presidente". Marcelo Godoy aponta a gravidade: "Presidente está mais uma vez afrontando o estabelecimento militar; da última vez que o fez, há 30 anos, acabou defenestrado".  

Até políticos moderados, como Gilberto Kassab, presidente do PSD, mostram desconforto com a iniciativa do comandante do Exército, General Paulo Sérgio, de passar pano para Pazuello. O mesmo do ministro do STF, Marco Aurélio Mello: "Fiquei perplexo". No Estadão, o ex-ministro Raul Jungmann é direto: "É hora de reagir, antes que seja tarde". O ex-ministro Celso Amorim afirma que decisão do Exército é "altamente preocupante para as instituições".

O agravamento da crise política brasileira escapa do radar das revistas semanais, com exceção da Focus Brasil, editada pela Fundação Perseu Abramo, que traz reportagem sobre a decisão do Exército de não punir Pazuello e críticas  de Aloizio Mercadante à inciativa. Na capa da semanal, os protestos do último final de semana, colocando pressão da sociedade sobre o presidente. O povo para a rua. 

"Diante da atuação criminosa do presidente na gestão da pandemia, organizações da sociedade civil promovem atos massivos contra Bolsonaro em mais de 200 cidades brasileiras. No dia 19 de junho tem mais. É chegada a hora de dizer: Basta de mortes!", destaca na capa. A Focus ainda traz uma entrevista com o comediante Fábio Porchat criticando Bolsonaro e alerta para a crise energética que o país vive e pode resultar em novos blecautes.

A crise no setor de energia é assunto de capa da revista Carta Capital: Só falta o apagão. "No Brasil da pandemia, do desemprego e da fome, outra crise energética desponta no horizonte", diz a revista, que ainda destaca a realização da Copa América no Brasil – "Escárnio" – e traz nova denúncia contra o ministro Ricardo Salles, que teria encontros suspeitos com empresário condenado na Bahia. 

Já a revista IstoÉ investe na linha de investigação da CPI da Covid: Governo paralelo. "Bolsonaro loteou o poder entre filhos e aliados, criando uma administração das sombras. Estruturas ocultas passaram a dar as cartas no Ministério da Saúde, no Itamaraty e na Secretaria de Comunicação, entre outros setores. Uma fatia do Orçamento foi executada secretamente para interferir no Congresso. O objetivo do presidente é driblar o controle da sociedade e perpetuar seu grupo no Planalto", diz a revista.

E a Veja traz denúncia pesada contra o juiz federal Marcelo Bretas, acusado de atuar fora da lei na Justiça do Rio. Diz a manchete de capa Vaza jato II. "Em delação aceita pela Procuradoria Geral da República, o juiz Marcelo Bretas é acusado de negociar penas, orientar advogados, combinar estratégias com o Ministério Público, pressionar investigados e até de influenciar uma eleição política. Provas incluem um áudio de suas conversas", reporta.

BRASIL NA GRINGA

A revista inglesa The Economist traz ampla reportagem, com caderno especial de 10 páginas e capa na edição da América Latina, para a gravidade da crise brasileira – sanitária, econômica e social. A década sombria do Brasil. A revista coloca o Cristo Redentor com máscara de oxigênio e diz que "será difícil mudar curso do Brasil" com Bolsonaro. O relatório especial da revista britânica sobre o país aponta ainda estagnação econômica e "ruína ambiental" e conclui que retomada depende de derrotar atual presidente nas eleições de 2022. Também defende que o sistema político que ajudou Bolsonaro a conquistar o cargo precisa de uma reforma profunda.

A revista afirma que a "prioridade mais urgente" deve ser a mudança presidencial pelo voto, sem apontar um possível sucessor. O texto também diz que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontado à frente de Bolsonaro em pesquisas recentes, "deveria oferecer soluções, não saudades", e criticou também aspectos de gestões petistas ao longo da série de reportagens. 

O americano New York Times noticia que o Facebook planeja acabar com a abordagem sem intervenção das postagens de políticos. A rede social, sob pressão desde que barrou o ex-presidente Donald Trump, não dará mais automaticamente um tratamento especial aos líderes mundiais. "No ano passado, o Twitter começou a fazer cumprir suas regras com mais força, removendo vários tweets de líderes mundiais, como o presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, por espalhar desinformação sobre o coronavírus", destaca.  

O inglês The Guardian traz ensaio fotográfico sobre a Amazônia: vida e morte na floresta tropical. "A 10ª edição do prêmio Carmignac de fotojornalismo foi dedicada à Amazônia e às questões relacionadas ao seu desmatamento. O fotojornalista Tommaso Protti, acompanhado pelo jornalista Sam Cowie, viajou milhares de quilômetros pela Amazônia brasileira", informa. "Da região oriental do Maranhão à região ocidental de Rondônia, passando pelos estados do Pará e Amazonas, eles retrataram a vida moderna na Amazônia brasileira, onde crises sociais e humanitárias se sobrepõem à destruição da floresta tropical".


INTERNACIONAL

New York Times destaca em manchete de primeira página que o presidente Joe Biden decidiu restringir o plano de infraestrutura, mas ainda existem obstáculos para o acordo bipartidário. Ele ofereceu novas concessões nesta semana, incluindo abandonar o plano para reverter alguns dos cortes de impostos de 2017, enquanto tenta ganhar o apoio dos republicanos do Senado. 

Washington Post também dá o tema em manchete, apontando que Biden sugere uma concessão fiscal. "Depois que o Partido Republicano se opôs à proposta de aumentar as alíquotas de impostos corporativos para 28%, Biden os pressionou por uma posição sobre o piso de 15% do imposto", reporta.

Na Europa, Le Monde e Libération – este último em manchete – destacam a ofensiva de Joe Biden para cobrar impostos de multinacionais. "O imposto mínimo global é prioridade das finanças do G7 em Londres", diz o primeiro. "Este projeto tributário, apoiado pelas grandes potências europeias, foi revivido pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. É uma prioridade na agenda da reunião de ministros das finanças do G7, que começa nesta sexta-feira", aponta o Monde. Libération vai na mesma linha: "O novo governo americano defende no G7 a partir desta sexta-feira, em Londres, o estabelecimento em escala internacional de uma alíquota mínima de imposto para empresas de muito grande porte. Um avanço surpreendente frente às estratégias de otimização tributária".

No Guardian, reportagem com chamada de capa diz que a subsidiária irlandesa da Microsoft pagou zero de imposto corporativo sobre £220 bilhões de lucro. "A Microsoft Round Island One é 'residente fiscal' nas Bermudas, sem funcionários, exceto diretores", destaca o jornal. O lucro gerado pela Microsoft Round Island One no ano passado é igual a quase três quartos do produto interno bruto da Irlanda – embora a empresa não tenha funcionários.

 

AS MANCHETES DO DIA

Focus Brasil: O povo para a rua. Diante da atuação criminosa do presidente na gestão da pandemia, organizações da sociedade civil promovem atos massivos contra Bolsonaro

Carta Capital: Só falta o apagão. No Brasil da pandemia, do desemprego e da fome, outra crise energética desponta no horizonte

IstoÉ: Governo paralelo. Bolsonaro loteou o poder entre filhos e aliados, criando uma administração das sombras. Estruturas ocultas passaram a dar as cartas no Ministério da Saúde, no Itamaraty e na Secretaria de Comunicação, entre outros setores. Uma fatia do Orçamento foi executada secretamente para interferir no Congresso. O objetivo do presidente é driblar o controle da sociedade e perpetuar seu grupo no Planalto

Veja: Vaza jato II. Em delação aceita pela Procuradoria Geral da República, o juiz Marcelo Bretas é acusado de negociar penas, orientar advogados, combinar estratégias com o Ministério Público, pressionar investigados e até de influenciar uma eleição política. Provas incluem um áudio de suas conversas 

Folha: Após pressão direta de Bolsonaro, Exército livra Pazuello de punição

Estadão: Exército livra Pazuello de punição e cria desgaste entre oficiais

O Globo: Sob pressão de Bolsonaro, Exército livra Pazuello e põe disciplina em risco

Valor: Home office só é possível para 17,8% dos trabalhadores

El País (Brasil): Copa América no Brasil se torna trunfo político e cortina de fumaça para Bolsonaro

BBC Brasil: Brasil e outros 51 países encomendaram vacinas antes da aprovação de 'Anvisas'

UOL: Taxa de cobertura vacinal despenca e abre brecha para novos surtos no país

G1:  Anvisa analisa hoje pedidos de importação das vacinas Covaxin e Sputnik V

R7: Covid-19: Anvisa decide nesta sexta-feira sobre a importação das vacinas Sputnik V e Covaxin

Luis Nassif: "As instituições funcionam": Exército decide não punir Pazuello

Tijolaço: Bolsonaro quer Exército para golpe contra o voto

Brasil 247: Após assumir o comando total do Exército, Bolsonaro diz que CPI não vai derrubá-lo

DCM: "É hora de reagir, antes que seja tarde", diz ex-ministro da Defesa

Rede Brasil Atual: Brasil se aproxima das 470 mil mortes por covid-19, aponta Conass

Brasil de Fato: Comando do Exército não tem informações sobre oficiais punidos por atuação política

Ópera Mundi: Capitalismo não é um sistema que cai por conta própria, diz Vijay Prashad

Fórum: Renan Calheiros: Exército não punir Pazuello é tática "para poupar forças para a batalha final contra os golpistas"

Poder 360: CPI: tratamentos distintos a médicas acentuam contraste entre depoimentos

Vi o Mundo: Leda Paulani: Bolsonaro poderia usar PIB na campanha, mas hoje comparação é ruim: "Ainda estamos abaixo de 2014!"

New York Times: Biden restringe plano para reconstruir infraestrutura

Washington Post: Biden sugere uma concessão fiscal

WSJ: Ação da AMC equilibra ganho recente após rede alertar investidores

Financial Times: Taxa de contratação atinge alta de 23 anos, já que o aumento dos serviços amplia as esperanças de crescimento

The Guardian: Nº 10 restringe as fronteiras e as regras de viagem conforme as variantes geram novo alarme

The Times: Britânicos correm para cancelar feriados em meio ao caos das viagens

Le Monde: Israel. Coalizão histórica contra Netanyahu 

Libération: Ele ataca as multinacionais. Joe, o taxador

El País: Londres golpeia o turismo ao excluir a Espanha de sua lista verde

El Mundo: "Ministra, permita-nos revisar o documento: turismo em perigo"

Clarín: Deputados e senadores se dão aumento de 40% e mudam a ponta do teto salarial

Página 12: O Estado ao resgate

Granma: O Partido tem que trabalhar para que não haja problema sem solução

Diário de Notícias: Mais contágios afastam Lisboa de Nova fase de abertura e até pode recuar

Público: Covid leva grupos privados de saúde a fechar 2020 com resultados negativos

The Moscow Times: Visando Navalny, Putin proíbe candidatos eleitorais ligados a extremistas

Frankfurter Allgemeine Zeitung: Pranchas que salvam o mundo

Sueddeutsch Zeitung: Cardeal Marx oferece ao Papa sua renúncia

Global Times: Partido Comunista emerge mais forte, mais firme na aspiração original através da névoa da década de 1980

Diário do Povo: Xi chama a SCO para expandir as trocas de pessoa para pessoa

Nesta quinta o Brasil registrou 2.082 mortes por Covid-19, elevando o total a 469.784

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai discutir hoje se autoriza a importação das vacinas russa Sputnik V e indiana Covaxin, mas impondo restrições ao uso indiscriminado no país. Ainda não há consenso na diretoria da entidade, mas a posição que vem ganhando força é que estados e municípios possam importar esses imunizantes e usá-los somente quando o Ministério da Saúde não entregar vacinas de uso autorizado em quantidade suficiente para os grupos prioritários. (CNN Brasil)

O Brasil vai receber parte do lote de seis milhões de doses de vacinas para a América Latina da Covax Facility doadas pelo governo dos EUA. Outros 13 milhões de doses serão doados pela Covax a outros países no resto do mundo. O governo americano vai doar ainda seis milhões de doses a “prioridades regionais”, como os vizinhos México e Canadá e regiões como Gaza e Cisjordânia. (Veja)

E chegou quarta a São Paulo mais um lote de vacinas da Pfizer, com 527 mil doses. Até o momento, o laboratório americano entregou 5,8 milhões dos 200 milhões de doses encomendados pelo Brasil em fevereiro. (G1)

Então… O governo paulista está cobrando do ministério da Saúde a entrega destas vacinas da Pfizer. A secretaria estadual afirma que o ministério tirou folga no feriado e segurou as doses, que não foram imediatamente distribuídas para o país. (G1)

Nesta quinta-feira o Brasil registrou 2.082 mortes por Covid-19, elevando o total a 469.784 e fazendo uma média móvel de sete dias de 1.862 óbitos. Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Roraima, Pernambuco e Acre estão com tendência de alta nas mortes. (UOL)

E a expectativa dos cientistas é de termos, no ano que vem, remédios para a Covid-19. As medicações já foram testadas em animais e agora passam por testes em humanos. (Estadão)




Um prédio de quatro andares construído irregularmente desabou na madrugada de ontem na comunidade de Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio, matando um homem e uma criança. Mãe, que ficou presa nos escombros, está internada em estado grave. Segundo moradores, o prédio foi construído por um comerciante para a própria família sem participação de engenheiros ou arquitetos. Embora Rio da Pedras tenha sido o berço das milícias no Rio, o prefeito Eduardo Paes (DEM) negou que os criminosos impeçam a fiscalização de construções. (Globo)




Brasil e Equador jogam hoje, às 21h30, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. E uma crise vai se instaurando dentro da Seleção. Um grupo de jogadores, formado pelos mais experientes, não quer disputar a Copa América que o presidente Jair Bolsonaro trouxe para o Brasil. Ontem estava prevista a participação do volante Casemiro, capitão da equipe, na coletiva com o técnico Tite. Foi dispensado. “Pedimos aos atletas para focarem apenas no jogo contra o Equador”, afirmou o treinador. “Eles solicitaram uma conversa direta ao presidente da CBF. Foi uma conversa muito clara, direta. Temos uma posição, mas não vamos externar isso agora. Temos uma prioridade agora de jogar bem e ganhar o jogo contra o Equador. Entendemos que depois dessa Data Fifa as situações vão ficar claras.” (Globo Esporte)

A pressão das panelas


Tony de Marco

Bandeira-panela

Exército quebra disciplina e se curva a Bolsonaro

 No fim da tarde de ontem, o general Paulo Sérgio Nogueira, comandante do Exército, decidiu não punir o general Eduardo Pazuello por participar de um ato político com o presidente. Atividade política é proibida a militares por lei. O anúncio, feito calculadamente no final da tarde do primeiro dia de um feriado prolongado, causou surpresa, choque e uma imediata profusão de reuniões por Zoom, telefonemas e reavaliações do cenário por toda Brasília. Boa parte dos generais de quatro estrelas vinham comentando, nos bastidores, que alguma punição haveria. A conduta de Pazuello foi criticada pelo vice-presidente Hamilton Mourão e motivou a abertura de um inquérito, arquivado ontem. Para mostrar apoio a seu ex-ministro da Saúde, Bolsonaro nomeou Pazuello para um cargo no Planalto, o que foi considerado uma afronta por generais. Ao fim, venceu Bolsonaro. O presidente quebrou a espinha dorsal de disciplina e hierarquia na Força.

Foi por medo de uma nova crise que o Exército engoliu a impunidade de Pazuello. Embora defendessem a punição do ex-ministro indisciplinado, os 15 generais de quatro estrelas avaliaram que ela levaria à renúncia do comandante, pois Bolsonaro certamente a anularia. A despeito do apaziguamento, o Alto Comando passou a monitorar mais atentamente movimentações políticas na tropa. (Folha)

Porém... Pelo menos dois quatro estrelas da reserva, conhecidos por serem conservadores, se manifestaram. “Sou disciplinado, acredito na disciplina, fiz isso minha vida inteira”, afirmou Sérgio Etchegoyen, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo de Michel Temer. “Não vou criticar uma atitude do Comandante do Exército. Mas não vou aviltar meus valores morais para defender o indefensável.” Ex-candidato bolsonarista ao governo de Brasília, também falou Paulo Chagas. “Não tenho dúvida de que isso vai causar indisciplina dentro do Exército. Abre um precedente que vai ser explorado por aqueles que querem aparecer. A política está entrando no portão das Forças Armadas, a disciplina vai sair pela porta dos fundos.” (Globo)

Não vem sem alarme. A decisão acendeu o sinal amarelo no STF, que teme a politização da tropa. Para os integrantes do Supremo, o ministro da Defesa, Braga Netto, é um “novo Pazuello”, disposto a ceder às vontades de Bolsonaro a qualquer custo. (Estadão)

Políticos, parlamentares e autoridades de diversas correntes criticaram duramente nas redes sociais a capitulação do Exército. Somente os bolsonaristas louvaram a decisão. (Poder 360)

Merval Pereira: “A quebra da disciplina e hierarquia só aconteceu porque os militares estão convencidos de que apenas Bolsonaro pode derrotar o PT e Lula na eleição do ano que vem, e quiseram dar respaldo político a ele. Bolsonaro convenceu os militares, e o núcleo duro de seus seguidores, de que a volta do PT ao poder, que hoje as pesquisas de opinião detectam como provável, é um perigo comunista que tem que ser evitado. Por isso está criando um clima antecipadamente de possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas, para ter um pretexto para comandar um golpe caso seja derrotado por Lula. A decisão do Comandante do Exército representa um golpe de Bolsonaro. Não há mais dúvidas, agora, de que Bolsonaro age como age devido ao apoio do ‘seu’ Exército.” (Globo)

Marcelo Godoy: “Bolsonaro venceu a batalha, mas arrisca perder seu Exército. Brigar por Pazuello, que hoje não é capaz de pôr em forma dois recrutas num quartel, pode não ter sido a decisão mais apropriada. O presidente escandaliza os soldados profissionais que se mantêm em silêncio, mas que se manifestam dentro da cadeia de comando. Na quarta, um general ouvido pelo Estadão disse que quem conhece a história não repete o erro. Referia-se ao presidente João Goulart, que flertou com a anarquia militar. As ameaças a Bolsonaro, por enquanto, são veladas. Mas ele está mais uma vez afrontando o estabelecimento militar. Da última vez, quem o fez, há 30 anos, acabou defenestrado. Quem pagará o preço da solução imposta por Bolsonaro? O Exército, que verá sua imparcialidade, isenção e neutralidade questionadas pelas forças políticas de oposição. E o País, que pode ser mergulhado em uma campanha eleitoral em 2022 em que militares da ativa se sentirão autorizados a intervir como militantes.” (Estadão)

Malu Gaspar: “Ao Brasil, que não espere do Exército nenhum esforço de proteção à ordem democrática ou ao estado de direito se, do outro lado, forçando os limites, estiver Jair Bolsonaro. Se não foi capaz de contê-lo nem para proteger um pilar básico da força, o respeito a hierarquia e aos códigos militares; se aceitou se humilhar diante do presidente num impasse em que tinha a seu favor uma regra cristalina e inequívoca, não há por que supor que o comandante terá força para fazê-lo quando estiver em jogo alguma questão politicamente difusa, do tipo que se justifica pelas narrativas delirantes de Bolsonaro.” (Globo)




A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, responsável pela segurança pública, afastou o policial militar que atirou no olho de um dos dois civis parcialmente cegados na repressão violenta aos protestos do dia 29. (Jornal do Commercio)




Panelaços nas maiores cidades do país, como não eram ouvidos em anos, foram a reação ao pronunciamento de Jair Bolsonaro na noite de quarta. Na cadeia de rádio e TV, o presidente, irreconhecível na moderação lida no teleprompter, defendeu sua atuação na pandemia e a vacinação. (G1)

Meio em vídeo. Na televisão vimos um Jair Bolsonaro bastante diferente do habitual. Vestiu terno e gravata com alinho e fez discurso de chefe de Estado. Mentiu o tempo todo, distorceu o quanto pode. Acusou o golpe de que a CPI está desgastando e a oposição foi às ruas. É hora de o centro se juntar à esquerda e mostrar o tamanho da repulsa que um autoritário causa em democratas de todas as cores. Veja o Ponto de Partida no YouTube.