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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

A abstenção no Enem 2020, que já havia sido recorde com 51,5% na primeira prova, subiu para 55% na segunda, realizada ontem

 A abstenção no Enem 2020, que já havia sido recorde com 51,5% na primeira prova, subiu para 55% na segunda, realizada ontem. O presidente do Inep, Alexandre Lopes, admitiu que o número ficou acima das expectativas. Já o ministro da Educação, Milton Ribeiro, minimizou. Segundo ele, pelo menos 500 mil ausentes eram “treineiros”, alunos do primeiro e do segundo ano do ensino médio que fazem a prova apenas como treinamento.

Carros elétricos, torre Eiffel, poluição, Harry Potter etc. Teve de tudo no segundo dia de provas. Quer dizer, quase tudo. Mais uma vez a pandemia de Covid-19 ficou de fora das questões, normalmente alinhada com os assuntos atuais – e olhe que uma das provas era de Biologia. Para especialistas, o exame foi mais fácil que nos anos anteriores. (Globo)

Antônio Gois: “A abstenção recorde da atual edição do Enem foi apenas mais um sinal de um problema que já existia antes da pandemia, mas que foi agravado por ela: a desmotivação dos jovens em concluir o ensino médio ou, no caso específico, tentar uma vaga no ensino superior. Muitos podem ter deixado de fazer a prova por medo de contaminação por Covid-19, mas uma parcela significativa pode também ter desistido, mesmo estando escrito, por não se sentir preparado. Será urgente, portanto, insistir para que esses estudantes tenham novas oportunidades de ingresso no ensino superior ou que, no caso daqueles que abandonaram os estudos, voltem a estudar.” (Globo)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

E ELES CONTINUAM A CONTAMINAR

 A Justiça Federal em São Paulo negou o pedido da Defensoria Pública da União para que a segunda prova do Enem, marcada para o próximo domingo, seja adiada. A juíza Marisa Claudia Gonçalvez Cucio, da 12ª Vara Cível Federal de SP, determinou, porém, que todos os candidatos impedidos de fazer a primeira prova por superlotação das salas tem o direito à reaplicação da prova nos dias 23 e 24 de fevereiro. As datas já estavam marcadas para atender, por exemplo, aos estudantes do Amazonas, cuja prova foi suspensa pelo governo local, e para quem teve diagnóstico comprovado de Covid-19. Segundo o Inep, mais de oito mil candidatos já pediram a reaplicação.





segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Enem teve a maior abstenção de sua história: 51,5% dos inscritos.


Aconteceram ontem
 as primeiras provas do Enem, a despeito de pedidos de governos estaduais e da Defensoria pública para o adiamento em função da pandemia. O exame teve a maior abstenção de sua história: 51,5% dos inscritos. Apesar disso e das salas lotadas, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, considerou o Enem um sucesso. Ele atribuiu a ausência recorde ao medo de contágio, a decisões judiciais e, claro, à mídia.

A Covid-19 não foi ignorada apenas na manutenção dos testes, ela ficou de fora também das questões, que tradicionalmente abordam assuntos da atualidade. O tema da redação, “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”, foi elogiado por especialistas. A segunda prova acontecerá no próximo domingo. (Globo)

Em pelo menos quatro estados (PR, RS, SC e SP), estudantes não puderam fazer a prova porque as salas a que tinham sido destinados estavam lotadas. Eles terão de fazer uma reaplicação em fevereiro, mas dizem não terem recebido qualquer comprovante de sua situação. Candidatos que faltaram por terem Covid-19 vão ter um novo prazo para pediram a reaplicação.

Antônio Gois: “No caso da atual edição do Enem, a fonte maior de turbulência até agora foi um evento externo imprevisível, a pandemia. Mas, desde o vazamento da prova em 2009 até o erro no cálculo das notas de 6 mil candidatos em 2019, foram vários os problemas enfrentados. Todos eles derivam ou foram agravados por uma deficiência na origem: o fato de a prova ser concentrada em apenas uma data (dividida em dois dias), em todo o país.” (Globo)