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terça-feira, 14 de junho de 2022

Deu na Imprensa - 14/06

 

O principal destaque dos jornais estrangeiros sobre o Brasil nesta terça-feira, 14 de junho, gira em torno dos rumores de que os corpos de Dom Phillips e Bruno Pereira teriam sido encontrados no Vale do JavariA Polícia Federal, contudo, nega que isso tenha ocorrido, o que obrigou a mídia corporativa brasileira a manter o assunto longe das manchetes. Mas a repercussão internacional continua forte, com nova frente de exposição negativa para o governo Bolsonaro por conta de sua política ambiental e indigenista, com direito a editorial do francês Le Monde — leia em Brasil na Gringa.

Nas manchetes locais, Folha se limita a apontar que a investigação vê pesca ilegal por trás de sumiço no AM, mas é o único jornal a colocar o jornalista inglês e o indigenista brasileiro no foco das atenções. Os outros jornalões vão com outros temas nos principais destaques de capa. Estadão diz que a PEC do Centrão dá a Congresso poder de mudar decisão do STF, enquanto O Globo informa que o Senado aprova teto de 17% para ICMS de combustíveis. Já o Valor fala do dia de pânico no mercado financeiro, com bolsa caindo e dólar subindo com receio de recessão nos EUA

A manchete do Estadão diz que o Centrão elabora PEC para anular decisões não unânimes do Supremo. Bloco patrocina proposta que prevê uso de decretos legislativos quando se concluir que Corte ‘extrapolou limites constitucionais’; juristas veem interferência indevida no Judiciário. A intenção do grupo é reverter julgamentos que tenham derrubado leis aprovadas no Congresso ou contrariado bancadas. 

Os parlamentares poderiam também revisar decisões tomadas pelo Supremo em temas que não são consenso no Legislativo, como, por exemplo, a definição sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas e a criminalização da homofobia. Ambos os casos são citados pelos políticos defensores da PEC como parte do que consideram um “ativismo judicial” da Suprema Corte.

Sobre a política indigenista brasileira, Folha e Valor detalham um dossiê apontando que o governo Bolsonaro transformou a Funai no instrumento de perseguição a índios e indigenistas: Dossiê diz haver política “anti-indígena” na Funai“Documento de 173 páginas cita a não demarcação de terras e a ocupação de cargos por militares na gestão da política indigenista do atual governo”, destaca.

Folha diz que relatórios apontam ataques a tiros e omissão da Funai no Vale do Javari. Ao menos seis ofícios foram enviados às autoridades pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava) entre fevereiro e maio. A terra indígena foi cenário de invasões de pescadores armados, ataques com tiros a indígenas, além da saída de pesca e caça ilegal. O jornal ainda detalha que servidores e instituto criticam esvaziamento da Funai e pauta anti-indígena no governo Bolsonaro. Documento, produzido em meio ao desaparecimento no AM, critica militarização e milhares de cargos vagos.

Na política, jornais mostram o esforço do STF para jogar água na fervura e baixar a pressão na relação conflituosa entre TSE e militares. Valor destaca declaração do ministro Gilmar Mendes: “STF não é oposição ao governo”. Ele declarou que principal desafio eleitoral é garantir a liberdade do voto. Em conversas com jornalistas, após participar de evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Gilmar adotou tom conciliador. 

O ministro Luiz Edson Fachin responde ao ministro da Defesa e pede diálogo com militares nas eleições. O presidente do TSE evita ampliar crise e cita que Forças Armadas estão entre as entidades que podem fiscalizar o pleito. O ministro da Defesa, General Paulo Sérgio Nogueira, cobrou que o TSE rejeitou propostas de militares para as eleições de 2022.

Já o presidente do TSE rebate Bolsonaro, diz que crítica ao sistema eleitoral é ‘indevida’ e há erro em informação. Para Fachin, quem questiona o sistema de votação “demonstra motivação política ou desconhecimento técnico do assunto”. 

Na economia, Valor reporta que o salário-mínimo agora é insuficiente para a compra de cesta básica pelo trabalhador. Com alta de 1,36%, valor dos alimentos básicos supera o do piso salarial em maio, aponta Procon. Em maio, o valor da cesta divulgada pela Fundação Procon de São Paulo subiu 1,36%, para R$ 1.226,12, superando em R$ 14,12 o piso salarial do país, de R$ 1.212.

Maria Clara R. M. Prado comenta, no ValorBolsonaro é refém de um cruel inimigo. “A percepção de empobrecimento é o que leva o eleitor a votar para não perpetuar a realidade”. Ela lembra que, “em 1º de janeiro de 2019, quando Bolsonaro assumiu a Presidência da República, o salário mínimo era de R$ 998 e uma cesta de 35 produtos básicos largamente consumidos nos supermercados custava R$ 465,57. Em abril deste ano, a mesma cesta de produtos custava em média R$ 758,72 nos supermercados, valor equivalente a 62,6% do salário mínimo atual de R$ 1.212”

LULA

O Globo noticia que programa de governo de Lula prevê acenos a policiais e vai incluir valorização dos agentes. Texto foi alterado para incluir propostas para a categoria. Partidos aliados do petista também chegaram a acordo para retirar a revogação total da reforma trabalhista do documento e seguir sugestões das centrais sindicais.

Painel da Folha informa que Lula adia ida a Pernambuco em razão das fortes chuvas. Viagem agora está programada para primeira semana de julho; Grande Recife tem 71 mil desabrigados. Havia expectativa de que Lula fosse ao estado no giro que faz a partir de quinta-feira (16) no Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe. Mas a ida foi adiada para a primeira semana de julho, em respeito à situação no estado.

PSDB

Jornais relatam que Eduardo Leite candidata-se à reeleição e divide palanque de Simone Tebet no Rio Grande do Sul. Ex-governador voltou atrás em sua promessa de não disputar um novo mandato. Menos de três meses após renunciar ao mandato para oferecer seu nome à chamada terceira via, o ex-governador do Rio Grande do Sul anunciou ontem sua candidatura à reeleição. O anúncio ocorre poucos dias depois de o PSDB decidir apoiar a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB) à Presidência.

A mídia também noticia que o ex-governador João Doria deixa a política e volta à iniciativa privada. Ele informou que não vai se desfiliar do PSDB. O anúncio ocorreu ontem, em São Paulo, em pronunciamento feito durante café da manhã oferecido a jornalistas em um hotel de luxo na região da Avenida Paulista. Há três semanas, ele desistiu de concorrer à Presidência da República, depois de não conseguir apoio dentro do partido, mesmo tendo vencido prévias com outros dois concorrentes em novembro.

BIDEN

Valor informa que Bolsonaro se irrita com vazamento de conversa com Joe Biden. Ele negou ontem que tenha vazado o conteúdo da conversa reservada que teve com o americano Joe Biden, na Casa Branca. Questionado sobre a notícia de que ele havia pedido ajuda ao presidente dos EUA para conseguir se reeleger, Bolsonaro argumentou que "cada um fala o que bem entender", mas de sua parte manterá sigilo. 

A informação foi divulgada pela agência de notícias americana "Bloomberg", que atribuiu os relatos a “pessoas familiarizadas com o assunto” que pediram para não ser identificadas. Segundo Bolsonaro, na semana passada houve uma reunião bilateral ampliada, com aproximadamente 20 pessoas, e depois um encontro reservado em que estavam os presidentes, seus respectivos ministros de Relações Exteriores e uma intérprete.

BRASIL NA GRINGA

New York Times noticia que autoridades policiais brasileiras encontram pertences de jornalista e especialista desaparecidos na Amazônia“Equipes de busca encontraram roupas e outros pertences dos dois homens que desapareceram na Amazônia na semana passada”, informa. “As autoridades também estão testando sangue do barco de um suspeito e restos humanos encontrados em outros lugares”.

O britânico The Guardian destaca a declaração de Bolsonaro apontando que ‘algo perverso’ foi feito a Dom Phillips e Bruno Pereira“Presidente do Brasil comenta destino de jornalista e especialista indígena em meio a alegações não confirmadas de que corpos foram encontrados na Amazônia”, escreve o correspondente Tom Phillips, que reporta a partir de Atalaia do Norte, na região amazônica. 

O espanhol El País vai na mesma linha: Bolsonaro garante que “fizeram algum mal” com jornalista e indigenista desaparecidos. “A embaixada brasileira em Londres informou à família de Dom Phillips a descoberta de dois corpos no local onde ele desapareceu junto com Bruno Pereira, algo que a polícia e os patrulheiros indígenas negam”, reporta a correspondente Naiara Galarraga Gortázar.

O português Diário de Notícias também alardeia a declaração de Bolsonaro, de que foram encontrados restos humanos“Versões contraditórias dos ministérios das Relações Exteriores e da Justiça do Brasil confundem as famílias”, aponta o correspondente João Almeida Moreira“E o presidente Jair Bolsonaro afirma que as vísceras dos desaparecidos já estão em Brasília para análise”. 

Público reproduz declarações da família de Dom Phillips, de que dois corpos encontrados nas buscas por desaparecidos na Amazônia. Outra reportagem relata que foram encontrados vestígios humanos perto do local onde jornalista e antropólogo desapareceram.

O alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung relata que o destino dos desaparecidos na Amazônia permanece incerto“Uma semana após o desaparecimento de um britânico e seu companheiro na floresta tropical brasileira, há relatos conflitantes. As autoridades negam que os corpos dos dois tenham sido encontrados”, reporta.

O argentino Clarín informa que os objetos do jornalista britânico desaparecido são encontrados na Amazônia e esperanças desaparecem“Uma mochila de Dom Phillips e uma calça de Bruno Araújo Pereira foram encontradas amarradas a uma árvore parcialmente afundada”, resume. Já o Página 12 usou como gancho a declaração de Bolsonaro: restos humanos foram encontrados durante busca por desaparecidos na Amazônia

Em editorial, o Le Monde diz que o desaparecimento de um jornalista e pesquisador lembra as ameaças que pairam sobre os “pulmões” do planeta e as populações isoladas que ali vivem, entre garimpo, agricultura agressiva, tráfico de drogas e a visão “desenvolvimentista” do presidente Bolsonaro. 

“Do tamanho da Áustria, o Vale do Javari é uma região de difícil acesso. Há a maior concentração de povos isolados, sem nenhum contato com o mundo exterior. Seu número é estimado entre 300 a 500 pessoas segundo especialistas, o que significa que pesam pouco contra a máquina destrutiva que está devastando o "pulmão" do planeta, cujo destino é, no entanto, essencial na luta contra o aquecimento global”, diz o jornal.

 

AS MANCHETES DO DIA

Folha: Investigação vê pesca ilegal por trás de sumiço no AM

Estadão: PEC do Centrão dá a Congresso poder de mudar decisão do STF

O Globo:  Senado aprova teto de 17% para ICMS de combustíveis

Valor: Bolsa cai e dólar sobe com receio de recessão nos EUA

BBC Brasil: 'Posso continuar preso para jantar?': o pedido que acendeu debate sobre Justiça para pobres

UOL: Senado aprova projeto que limita ICMS sobre combustíveis e energia

G1:  Motoristas de ônibus da cidade de SP entram em greve por 24 h

R7: Motoristas e cobradores de ônibus entram em greve em SP; Prefeitura suspende o rodízio

Luís Nassif: GGN lança campanha para financiar documentário sobre esquemas da ultradireita e ameaça eleitoral

Tijolaço: Barbas de molho

Brasil 247: Estado precisa ter responsabilidade e coragem para cuidar do país, diz Lula

DCM: Dias Toffoli tenta se reaproximar de Lula

Rede Brasil Atual: Indigenistas da Funai anunciam paralisação por 24 horas

Brasil de Fato: Caso Bruno e Phillips escancara o perigo de defender a floresta no Brasil

Ópera Mundi: Comissária da ONU para Direitos Humanos alerta para ameaças a ambientalistas no Brasil

Fórum: Bolsonaro desarmou agentes da Funai que protegem indígenas em área onde Dom e Bruno desapareceram

Poder 360: Senado aprova projeto do teto de ICMS para combustíveis

Congresso em Foco: Senado aprova redução do ICMS sobre combustíveis

New York Times: Trump recusou ajuda por perda, negando a realidade

Washington Post: Insiders tentaram alertar Trump sobre alegações de fraude

Wall Street Journal: Mercados despencam, Fed mira aumento maior

Financial Times: Johnson avança com lei do Reino Unido para rasgar protocolo da Irlanda do Norte

The Guardian: UE vai lutar contra Reino Unido em tribunal por tentativa de descartar cheques do Brexit

The Times: UE promete ação legal por 'violação' do Brexit

Sputnik: UE promete tomar medidas legais sobre o projeto de lei do Protocolo da Irlanda do Norte do Reino Unido

Russia Today: Aldeia russa bombardeada da Ucrânia

Pravda: No cenário do conflito na Ucrânia - fome e inadimplência

The Moscow Times: Russos tentam cercar Severodonetsk, Zelensky pede armas

Asia Times: DC muda para controle de danos à medida que a defesa da Ucrânia desaparece

Global Times: Xi assina esboços que direcionam as operações militares da China além da guerra

Diário do Povo: Xi assina esboços que direcionam as operações militares da China além da guerra

Le Monde: Entre LRM e Nupes, a amarga batalha do segundo turno

Libération: Macron se contorce da testa

El País: PSOE, PP e Vox vetam limitar a inviolabilidade do Rei

La Vanguardia: A crise da inflação desencadeia um terremoto global nos mercados de ações

Diário de Notícias: Vistos gold parados há mais de cinco meses por falta de regulamentação

Público: Dívida do BPP ao Estado acumulou juros de mais de 150 milhões de euros

Frankfurter Allgemeine Zeitung: Entre em quarentena!

Süddeutsche Zeitung: A culpa histórica permanece

Clarín: Argentina nega, mas Paraguai afirma que alertou sobre o avião suspeito

Página 12: Uma operação de alto voo?

Granma: Dois gigantes que a história juntou

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Deu na Imprensa - 14/04

 

As denúncias de corrupção envolvendo o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), ganham novos contornos com as revelações do Estadão como ele trata um apadrinhado no Cade como seu despachante pessoal. Em uma conversa, ele se refere ao presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, como “meu menino” e diz ainda “eu botei ele lá”. 

A conversa em que Ciro Nogueira fala sobre sua influência no Cade foi gravada pelo empresário Joesley Batista, do grupo J&F, no dia 17 de março de 2017, quando ele buscava provas para sua delação premiada. E só agora veio à tona. Hoje, cinco anos depois, Ciro Nogueira se tornou o ministro mais poderoso do governo Bolsonaro e Alexandre Cordeiro, presidente do Cade.

Os outros temas nas manchetes dos jornalões brasileiros são o aumento de 5% para o funcionalismo, que Bolsonaro quer conceder mesmo sem ter previsão orçamentária, e o sigilo imposto pelo Palácio do Planalto aos encontros de Bolsonaro com os pastores envolvidos no escândalo de corrupção no MEC. 

Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura são pivôs do escândalo do ‘balcão de negócios do MEC’, que resultou na queda do ministro Milton Ribeiro. O Globo revela que a CGU tem parecer contrário à decisão do GSI de impor sigilo a encontros de Bolsonaro com pastores lobistas do MEC. Sobre o aumento, o reajuste de 5% desagrada a servidores. Policiais falam em ‘grande decepção’. Na semana passada, Guedes disse que aumento generalizado destruiria a economia

Ainda sobre as suspeitas de corrupção, Bolsonaro reage se fazendo de desentendido ao ser confrontado com as suspeitas lançadas sobre o filho caçula Jair Renan. Ele diz que ZeroQuatro vive com a mãe e não sabe se filho investigado está certo ou errado. O jovem é alvo do Ministério Público Federal por corrupção, suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

E mais corrupção no Estadão‘Bolsonaro falou: você vai entregar o FNDE para o Centrão’, diz Abraham Weintraub. Ex-ministro da Educação, que deixou o governo no ano passado, afirma que o presidente colocou ‘pessoas erradas’ no MEC. Ele disse que recebeu ordem direta do presidente para dar o controle do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Centrão. 

Em entrevista à CNN Brasil, Weintraub disse que tentou protelar a entrega, mas teve que ceder. O FNDE está no epicentro das denúncias de cobrança de propina por pastores, realização de licitação de ônibus escolares com indicação de preços inflados e destinação de recursos para ‘escolas fakes’.

Eis as manchetes dos principais diários. Estadão‘Meu menino’, disse Ciro Nogueira sobre presidente do Cade, seu apadrinhadoFolhaBolsonaro decide dar aumento de 5% a servidores e militaresValorBolsonaro decide dar reajuste de 5% a servidores. E O GloboPlanalto impõe sigilo a encontros de Bolsonaro com pastores do MEC

Valor traz o General Hamilton Mourão defendendo a compra de remédio para disfunção sexual: “O que são 35 mil comprimidos de viagra para 110 mil velhinhos?”, diz o vice-presidente da República. Para tentar se eleger senador pelo RS, ele tenta atrair eleitor insatisfeito com o presidente. O escândalo da compra de viagra para as FFAA tamém repercute fora do Brasil — leia em Brasil na Gringa.

Ainda sobre os militares, Estadão reporta que o General Braga Netto se filiou ao PL em ato secreto e indica ‘chapa pura’ com Bolsonaro. Cotado como vice do atual presidente, general oficializou entrada na sigla dia 28. Mas nem líderes do partido souberam do registro.

Sobre a crise social em que o Brasil está mergulhado, Bolsonaro volta a negar a realidade. Ele disse que não se tem notícia de escassez de alimentos no Brasil. Mas confessou a que inflação vai durar um ‘longo tempo’. A declaração é contraditória, mas Bolsonaro não prima pela inteligência. Ele tenta se desvencilhar das responsabilidades pelo desastre econômico e social. 

A tragédia social é expressa em notícia da FolhaOito a cada 10 pessoas veem aumento de pessoas em situação de rua em São Paulo e Rio, revela Datafolha. E um sinal da indiferença e falta de empatia. No interior, um a cada quatro diz que responsabilidade pelos problemas dessa população é das próprias pessoas que vivem em vulnerabilidade.

Na economia, duas notícias importantes: 1) Mercado projeta inflação de 7,5% no fim deste ano. Resultado do IPCA em março leva a revisão das estimativas; e 2) Governo estima déficit de R$ 66 bilhões este ano, empurrando um possível superávit primário para 2025. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias deve repetir o ano passado e trazer previsão de revisão de salários em 2023.

LULA

Na política, a Folha faz estardalhaço com a informação de que o PT propõe a revogação da reforma trabalhista e “reforça polêmica na campanha de Lula”. Carta que servirá de base para federação partidária previa inicialmente 'revisão' e foi alterada para termo mais incisivo. O tema foi debatido na reunião do diretório nacional do PT, que também aprovou, por 68 votos a 16, a indicação do nome do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) para compor a chapa de Lula como vice-presidente — leia mais sobre a repercussão internacional em Brasil na Gringa.

Ainda sobre Lula, Bela Megale escreve no Globo que empresários pedem que Lula apresente ‘rosto novo’ para área econômica. Empresários têm procurado interlocutores de Lula para pedir que ele apresente um “novo rosto” para a área econômica em sua campanha. Até o momento, representantes do mercado relataram que foram procurados apenas por nomes como os ex-ministros Zé Dirceu e Guido Mantega. 

Lauro Jardim informa que a ascendência de Janja sobre agenda de Lula irrita até aliados petistas. Eles se queixam de que ela tem priorizado encontros com famosos em detrimento de eventos mais populares. O temor no partido é que a superexposição com artistas crie uma imagem elitista e distancie Lula do povo.

No ValorCristiano Romero volta à ladainha de que Lula pode repetir o seu primeiro governo e que a indicação de Geraldo Alckmin é sinal ao mercado. Petista busca “convencer as elites empresariais e financeiras de que, com Alckmin vice-presidente, ex-representante da ala mais conservadora do PSDB, seu possível terceiro mandato será mais parecido com o que foi o primeiro termo no cargo, entre 2003 e 2006, do que foi o pesadelo da gestão de Dilma Rousseff.

PSDB

A guerra entre tucanos permanece na mira da imprensa. O Painel da Folha relata que opositores do candidato João Doria usam a debandada no PSDB como argumento para reverter a prévia que o ex-governador ganhou para se tornar o nome do partido à disputa presidencial. Apoiadores de Eduardo Leite dizem que saída de filiados na janela partidária mudou configuração interna.

“O grupo de tucanos que apoia o nome de Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul, como pré-candidato presidencial do PSDB já definiu o principal argumento que utilizará para rebater a acusação de Doria de que é alvo de tentativa de golpe no interior do partido. 

O paulista venceu as prévias presidenciais do PSDB no ano passado, mas uma ala do partido composta por nomes como Aécio Neves, José Aníbal, Tasso Jereissati, Paulo Serra (prefeito de Santo André), entre outros, defende a candidatura de Leite, que, segundo eles, teria mais condições de disputa nas eleições e representa melhor os valores da legenda.

Já o Estadão emplaca que Simone Tebet ganha força no PSDB e passa a ser vista como  a opção mais ‘estável’. Tucanos veem senadora do MDB como potencial nome único do centro. O ex-governador João Doria, pré-candidato da sigla, participou de jantar com ela e Michel Temer.

Painel da Folha informa que o PSDB mantém controle sobre comissão da Câmara cobiçada por petistas e bolsonaristas. Tucanos seguirão comandando Comissão de Relações Exteriores, considerada estratégica. A CRE era um dos principais objetivos do partido na redefinição do controle sobre esses colegiados. O PT tentou emplacar o deputado Arlindo Chinaglia (SP), enquanto o PL buscava apoio para Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP). A CRE será presidida por Pedro Vilela (AL), que substitui Aécio Neves (MG).

SÃO PAULO

Monica Bergamo revela na Folha que o PV indicou Roberto Tripoli para ser vice na chapa de Haddad ao Governo de São Paulo. A sigla formou uma federação partidária com o PC do B e o PT. Vereador em São Paulo, Roberto Tripoli é presidente municipal da sigla em São Paulo. Pesquisa Datafolha mostra Haddad com 29% dos votos, e França, com 20%, seguidos por Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 10%, e Rodrigo Garcia (PSDB), com 6%.

Em outra nota, Painel registra que a ex-primeira dama de São Paulo Lu Alckmin é citada no PSB como possível vice de Márcio França. Ela se filiou ao partido poucos dias após o marido Geraldo Alckmin. No dia da filiação, França disse que Lu terá “uma tarefa surpreendente e sensacional nas eleições”. O próprio Alckmin tem dado aval interno às menções ao nome dela como vice. A ex-primeira-dama agregaria dois elementos: é mulher e vincularia definitivamente o ex-governador à candidatura de França e não à de Fernando Haddad (PT) no primeiro turno.

MEIO AMBIENTE

Valor noticia que os danos sociais com exploração de ouro em terra indígena podem chegar a R$ 6,6 bilhões. Valores médios dos prejuízos sociais e ambientais produzidos pelo garimpo ilegal na Amazônia representam mais do que o dobro do valor de mercado do minério, dizem pesquisadores. 

PETROBRÁS

Na economia, o destaque do dia é a concessão pelo governo de 59 áreas para exploração de petróleo por R$ 422 milhões. Sem a participação da Petrobrás, leilão foi alvo de protesto de ambientalistas. Do total arrecadado, 98% foram oferecidos por Shell, Ecopetrol e Total pela concessão de oito áreas na Bacia de Santos.

Ainda sobre a Petrobrás, jornais relatam que a assembleia da estatal aprovou a indicação de José Mauro Coelho para a direção da companhia, mas noticiam que o governo perdeu mais uma vaga no conselho. Sócios minoritários conseguiram emplacar quatro representantes no colegiado. A Folha descreve a reunião da assembleia como “confusa”. O governo sofreu uma derrota no processo de renovação do conselho de administração da Petrobras.

Poucas horas antes da reunião, o Ministério de Minas e Energia retirou da pauta do dia item que tratava de mudanças no estatuto da companhia com o objetivo de melhorar a governança, o que o mercado interpretou como mais uma tentativa de ingerência na empresa.

No encontro, o governo tentava aprovar oito conselheiros, incluindo o indicado para presidir a Petrobras, José Mauro Coelho. Com forte mobilização dos minoritários, porém, conseguiu apenas nomear seis —os indicados Carlos Eduardo Lessa Brandão e Eduardo Karrer não tiveram votos suficientes.

ELETROBRÁS

Valor informa que o TCU retoma no dia 20 a análise sobre a venda da Eletrobrás. Julgamento, porém, deverá ser adiado por um pedido de vista que será apresentado pelo ministro Vital do Rêgo. Aroldo Cedraz decidiu levar o processo de privatização ao plenário na sessão da próxima semana. Relator do caso, Cedraz trabalhou com a equipe nas últimas duas semanas para concluir seu voto, que deve dar sinal verde para a privatização da companhia. A dúvida, agora, é o tempo que vai durar o pedido de vista. 

BRASIL NA GRINGA

A agência Reuters distribui despacho relatando que o Partido dos Trabalhadores do Brasil aprovou a indicação de Geraldo Alckmin como companheiro de chapa de Lula. A direção do PT aprovou na quarta-feira o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como companheiro de chapa para a eleição presidencial do Brasil em outubro. Ele foi indicado pelo PSB. A direção nacional votou por 68 a 16 para aprovar a união antes inimaginável que visa impedir a reeleição de Bolsonaro. 

O espanhol El País noticia a aquisição de 35 comprimidos de medicamento para disfunção erétil pelas Forças Armadas do Brasil, na edição desta quinta-feira: Bolsonaro minimiza compras de Viagra. “O presidente detalha que são cerca de 50 mil comprimidos para as três forças e afirma que é adquirido para tratar hipertensão arterial”, resume a correspondente Naiara Galarraga Gortázar.

O argentino Clarín também repercutiu a compra do medicamento: Jair Bolsonaro minimiza compra de viagra e próteses penianas pelo Exército Brasileiro. “O presidente afirmou que ‘não houve nada de irregular’, depois que um deputado detectou o fato em um orçamento aprovado pelo Ministério da Defesa”, reporta. E no Página 12Viagra não é diversão, é tratamento“Presidente Bolsonaro justificou compra massiva deste medicamento para militares”.

 

AS MANCHETES DO DIA

Folha: Bolsonaro decide dar aumento de 5% a servidores e militares

Estadão: ‘Meu menino’, disse Ciro Nogueira sobre presidente do Cade, seu apadrinhado

O Globo: Planalto impõe sigilo a encontros de Bolsonaro com pastores do MEC

Valor: Bolsonaro decide dar reajuste de 5% a servidores

BBC Brasil: Por que eleitores da esquerda radical podem migrar para Le Pen na França

UOL: PT sugere revogar reforma trabalhista e reforça polêmica na campanha

G1: Mundo ultrapassa marca de 500 milhões de casos conhecidos de Covid

R7: Brasil é o segundo no ranking de países que mais cobram imposto de empresas no mundo

Luís Nassif: No Brasil de 30 e na Rússia de 2022, sanções são benéficas

Tijolaço: A ‘purrinha’ da 3ª Via

Brasil 247: "Eu não posso usar o meu Viagra, pô?", questiona o general Mourão

DCM: Ciro Nogueira cedeu posto-chave para despachante pessoal no governo Bolsonaro

Rede Brasil Atual: SBPC: ‘O que mais mata os brasileiros é a desigualdade’, diz Vecina

Brasil de Fato: "Sistema jagunço": Por que o iFood tenta esconder sua relação com empresas intermediárias (OL)?

Ópera Mundi: ‘Exclusão das mulheres está em todos os níveis da política’, diz Ana Prestes

Vi o Mundo: Ricardo Mello: Para a farra do viagra tem dinheiro, para os absorventes, não

Fórum: Lula vence eleição no primeiro turno, aponta pesquisa Sensus/IstoÉ

Poder 360: PoderData: trabalho de Bolsonaro é ruim ou péssimo para 53%

Congresso em Foco: Acesso negado a informações sobre a Presidência por sigilo aumentou 663,08%

New York Times: Crescente ferida por sinais de crimes de guerra

Washington Post: Foco crescente nas atrocidades na Ucrânia

Wall Street Journal: EUA aumentarão ajuda de segurança para Kiev

Financial Times: Finlândia decidirá dentro de 'semanas' se aderirá à Otan

The Guardian: Johnson pode enfrentar mais três multas em escândalo da festa

The Times: Imigrantes de barcos do canal serão enviados para Ruanda

Sputnik: Pelo menos mais 134 tropas ucranianas se rendem em Mariupol, diz MoD russo

Russia Today: EUA darão inteligência à Ucrânia para atacar alvos na Crimeia

Pravda: Suécia e Finlândia não vão correr para a OTAN: os riscos são grandes

The Moscow Times: Lojas fechadas, Zs, fitas verdes: a realidade pós-invasão da Rússia

Global Times: Xi pede construção de FTP de Hainan com influência global

Diário do Povo: Xi enfatiza construção de porto de livre comércio chinês com influência global

Asia Times: Aperto do Fed é uma má notícia para a Ásia em desenvolvimento

Le Monde: Presidencial: a corrida pelo eleitorado popular

Libération: Le Pen. Liberdade, meu olho

El País: Le Pen promove uma aliança de segurança com Rússia depois da guerra

La Vanguardia: Almeida chamou em plena negociação um despachante das máscaras

Diário de Notícias: Famílias mais pobres levam 60 euros e apoio para comprar botijão de gás

Público: Governo não abdica do ritmo de redução do déficit

Frankfurter Allgemeine Zeitung: Dá para ir?

Süddeutsche Zeitung: Onde está o problema?

Clarín: A inflação de março chegou a 6,7%, a mais alta dos últimos 20 anos

Página 12: “Desigualdades são o produto de decisões políticas”

Granma: Venezuela mostrou aos EUA que os golpes não vencerão quando a Revolução pertencer ao povo