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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Biden amplia vantagem e Trump ataca democracia

 Esta edição do Meio estava para fechar quando o candidato democrata Joe Biden ultrapassou, no estado da Geórgia, seu adversário, o presidente Donald Trump. Dos cinco estados em aberto onde a eleição presidencial americana será decidida, o ex-vice-presidente lidera agora em três — além da Geórgia, Arizona e Nevada. Possivelmente, ainda hoje, deve assumir a frente também na Pensilvânia, que pode encerrar sua contagem. Só os vinte votos da Pensilvânia já são suficientes para que o candidato democrata ultrapasse a marca de 270 no Colégio Eleitoral, tornando-se presidente eleito dos Estados Unidos da América. (Decision Desk)

Mas... Em estados como Arizona e Geórgia a diferença pode ser tão pequena — na casa das centenas ou poucos milhares — que cédulas de militares vindas do exterior ou recontagens pedidas podem alterar o vencedor. Se a Pensilvânia abrir grande vantagem para Biden, ele possivelmente será declarado presidente. Se não, pode demorar. Os advogados do presidente Donald Trump vêm tentando abrir processos, alegando fraude. Até aqui, vão sendo dispensados ainda na primeira instância. Onde a Justiça tem lhes dado ouvidos é nos pedidos para que seus observadores acompanhem mais de perto o processo de contagem. (New York Times)

Após 36 horas longe das câmeras, o presidente Donald Trump apareceu ontem. “Se os votos legais forem contados, vencerei facilmente”, ele afirmou. Trump construía um argumento de que havia fraude e de que os adversários roubavam a eleição quando as três principais redes de TV americanas e duas a cabo — ABC, CBS e NBC, além de MSNBC e CNBC — o cortaram para corrigir, no ar, suas declarações. “Estamos nesta posição pouco habitual de interromper o presidente para corrigi-lo”, afirmou o âncora Brian Williams da MSNBC. “Não há informação de votos ilegais, não há informação de vitorioso.” O âncora da ABC, David Muir, foi mais direto. “Temos muito a corrigir.” É a primeira vez em que um presidente americano ataca o processo eleitoral. (Verge)




O MAS, partido do presidente eleito da Bolívia Luis Arce, disse que desconhecidos jogaram uma banana de dinamite numa casa onde Arce estava reunido com correligionários, mas ninguém ficou ferido. Nenhuma autoridade confirmou até agora a informação.




Dois dias depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter sofrido o que já é considerado o pior ataque de hackers no país, técnicos de TI da Corte receberam uma mensagem “oferecendo ajuda” para liberar todos os arquivos e processos do tribunal, que foram encriptados durante o ataque. Esse é um golpe conhecido como ransomware, que também é o nome do tipo de software usado. O programa invade um sistema e bloqueia os arquivos nele. Por fim, os criminosos cobram (em geral, em criptomoedas) para desbloqueá-los. Sem o pagamento, os dados podem ser apagados ou, dependendo do tipo de informação, tornados públicos.

A Polícia Federal está investigando o ataque e, por via das dúvidas, o STF e o TSE reforçaram a segurança de suas redes. Nesta quinta-feira o governo do Distrito Federal tirou sua rede do ar após identificar um ataque, cuja dimensão ainda não foi avaliada. Já o Ministério da Saúde disse ter identificado a existência de um vírus em seu sistema, o DATASUS, mas negou que fosse um ataque hacker. O Conselho Nacional de Justiça e outros órgãos da administração pública também teriam sido invadidos, mas isso ainda não foi confirmado.




Se depender do MP do Rio, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) perderá o mandato de senador se for condenado pelo esquema de “rachadinha” quando era deputado estadual na Alerj. O pedido consta na denúncia contra o filho do presidente e mais 16 pessoas pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. O MP quer ainda uma indenização mínima de R$ 6.100.091,95 e a perda de “bens relacionados à prática de crimes”, em particular imóveis.




Tomou posse no STF o ministro Kassio Nunes, primeiro indicado por Bolsonaro para a Corte. Ele herda 1,6 mil processos do antecessor Celso de Mello.




O TSE derrubou decisão do TRE gaúcho e liberou a apresentação virtual de Caetano Veloso que busca arrecadar recursos para a campanha de Manuela D’Ávila (PCdoB) à prefeitura de Porto Alegre. O mesmo vale para o ato em apoio a Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo.

E o Datafolha divulgou nesta quinta-feira nova pesquisa de intenções de votos em algumas das maiores capitais do país. Em São Paulo há dois destaques. Um é a ascensão do prefeito Bruno Covas (PSDB), que subiu de 23% das intenções em 22 de outubro para 28% agora e lidera com folga. O outro é a queda de Celso Russomano (Republicanos), que baixou de 20% para 16% no mesmo período e agora está empatado tecnicamente com Guilherme Boulos (PSOL), que tem 14%, e Márcio França (PSB), com 13%.

Já no Rio o cenário é de estabilidade, com todas as variações dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Eduardo Paes (DEM) foi de 28% para 31%, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) oscilou de 13% para 15%, Delegada Marta Rocha (PDT) permaneceu com 13% e Benedita da Silva (PT) caiu de 10% para 8%. Tecnicamente, os três estão empatados.

Também foram divulgadas pesquisas em Belo Horizonte, onde o prefeito Alexandre Kalil (PSD) tem 65% das intenções de votos, o que projeta vitória no primeiro turno, e no Recife, onde João Campos (PSB) tem 31%, dez pontos a mais que sua prima Marilia Arraes (PT), com 21%. A petista subiu três pontos, mas continua em empate no limite da margem de erro com Mendonça Filho (DEM), estacionado em 16%.




O governador afastado do Rio, Wilson Witzel, vai ficar sem 1/3 do salário e terá de deixar o Palácio das Laranjeiras, onde continuava vivendo mesmo depois de retirado do cargo por 180 dias pelo STJ em agosto. O motivo foi a aprovação da continuidade do processo de impeachment, decidida em unanimidade ontem pelo tribunal misto de deputados estaduais e desembargadores. O processo entra agora na fase de coleta de provas. Nas redes sociais, Witzel se disse perseguido e completou: “Nem mesmo Jesus Cristo teve um julgamento justo.”

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Brasileira está entre os mortos em atentado na França

 


Uma brasileira de 44 anos, Simone Barreto Silva, foi uma das vítimas fatais do atentado na Catedral de Nice, na França, na manhã de quinta-feira. Ela foi ferida a facadas pelo tunisiano Brahim Aouissaoui, de 21 anos, dentro da igreja e conseguiu buscar refúgio em um restaurante em frente, onde acabou morrendo. Segundo o Itamaraty, Simone era de Salvador, vivia na França havia 30 anos e deixou três filhos. Outras duas pessoas morreram. Segundo autoridades, o agressor, baleado pela polícia e internado em estado grave, gritou várias vezes “Allahu Akbar” (Deus é grande) durante o atentado. Investigadores dizem que Aouissaoui chegou à Europa no dia 20, num barco de imigrantes. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a “França está sob ataque” devido a seu “apreço à liberdade” e garantiu que não vai ceder. No início do mês, ele foi criticado por “declarar guerra ao separatismo islâmico”. Duas semanas depois, o professor Samuel Paty foi decapitado em Paris à luz do dia por um muçulmano checheno após ter exibido charges de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.

As eleições americanas só acontecem na terça-feira, mas o número de votos antecipados já ultrapassou 77 milhões, quase 57% de todos os votos válidos no pleito de 2016. O voto nos EUA pode ser enviado pelo correio, depositado em postos oficiais de recolhimento ou presencialmente em locais de votação antecipada. Como a tendência é que a maioria seja para o democrata Joe Biden, o presidente republicano Donald Trump vem tentando desacreditar o sistema.

A votação antecipada é um dos muitos temores da campanha de Trump, daí suas tentativas de suprimi-la, em particular na Pensilvânia. Segundo as estimativas tanto da revista The Economist quanto do site FiveThirtyEigth, a vitória ali dará ao democrata os 270 votos necessários para se eleger no Colégio Eleitoral, mesmo que perca nos demais estados ainda em disputa – e Biden tem uma vantagem de cinco pontos percentuais nas pesquisas locais.

Diante da dificuldade de vencer no voto, os republicanos tentam impedir o voto em diversas frentes. Numa, querem barrar na Justiça a contagem de votos pelo correio recebidos depois do dia da eleição, mesmo que enviados antes. Em outra, estão tentando impedir que pessoas levem mais de um voto (lacrado) para os locais de votação antecipada. A lei local permite que um eleitor deposite os votos de outras pessoas, desde que com autorização por escrito. (New York Times)



A quinta-feira não foi agradável para Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. Desde a noite anterior ele recebia críticas por deboche no Twitter contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que o atacara na semana passada. Salles respondeu ao tuíte de Maia com a palavra “Nhonho”, o gordinho do seriado mexicano Chaves (Youtube) e ofensa comum entre bolsonaristas ao deputado. Na manhã de ontem, o ministro disse que sua conta havia sido hackeada, e que não era ele o autor da provocação. Segundo o Painel, da Folha, nem seus aliados acreditam. Salles quer que a PF investigue a suposta invasão, e sua conta no Twitter foi excluída.

Nas horas que antecederam a ofensa a Maia, o ministro estava entretido num dos bares mais caros de Fernando de Noronha com seu colega do Turismo, Marcelo Antônio, empresários locais e um bom número de garrafas de vinho. (Crusoé)

Para piorar o dia de Salles, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu por liminar a decisão do Conama permitindo exploração comercial em áreas de restingas e manguezais. A decisão vale até que o mérito da ação seja julgado. Em setembro, o Conama, profundamente esvaziado pelo ministro, havia suspendido três resoluções que protegiam essas áreas, abrindo caminho, por exemplo, para a construção de resorts.

Francisco Leali: “Quando Abraham Weintraub deixou o Ministério da Educação e ganhou de presente uma vaga em organismo internacional nos Estados Unidos, o governo Bolsonaro pareceu ter ficado órfão da bazófia. Agora, é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, quem aparece como protagonista de episódios de confrontação pública com autoridades. A coleção de escaramuças seria motivo para qualquer presidente da República repensar sua escolha. Mas Salles segue firme no cargo expondo sua situação à pergunta: o que o mantém no posto? O presidente preferiu não ter a pasta do Meio Ambiente como um setor a lhe pedir cautela nos ímpetos de expansão da fronteira agrícola. Salles cumpre, assim, no governo, um papel importante. E ficará ali até que o jogo político aqui e alhures mostre a Bolsonaro que pode ser mais lucrativo mudar o nome de quem cuida do MMA.” (Globo)




Um “cartório institucionalizado”. Foi assim que o ministro da Economia, Paulo Guedes, classificou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) durante audiência pública (virtual) da comissão do Congresso que acompanha as medidas contra a pandemia. Numa indireta ao colega Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, Guedes acusou a federação de financiar “programa de estudo de ministro gastador, para enfraquecer ministro que quer acabar com privilégios”. No mesmo evento, ele defendeu novamente a cobrança de impostos sobre transações eletrônicas, que chama de “digitax”, para financiar a possível derrubada do veto presidencial à desoneração da folha de pagamentos, mesmo admitindo que o tributo “está morto”.




A nova rodada de pesquisas do Ibope mostra uma disputa embolada por uma vaga no segundo turno em Porto Alegre e Recife e uma situação quase monótona em Belo Horizonte. Na capital gaúcha, Manuela D’Ávila (PCdoB) ampliou a liderança, passando de 24 para 27% das intenções de voto, enquanto seu adversário no segundo turno ainda está indefinido. Sebastião Melo (MDB) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB) têm 14% cada, e José Fortunati, do PTB, está coladinho com 13%.

No Recife, a tendência é de disputa familiar. João Campos (PSB) lidera com 31%, seguido de sua prima Marília Arraes (PT) com 18%. Mas Marília é ameaçada pela Delegada Patrícia (Podemos), que tem 16% (empate técnico) e também está em curva ascendente.

Já os belorizontinos possivelmente vão ter o dia 29 de novembro livre. O prefeito Alexandre Kalil tem 63% das intenções de votos, mais que o suficiente para fechar a fatura no primeiro turno.




Conforme prometido, o presidente Jair Bolsonaro declarou seu apoio ao prefeito Marcello Crivela (Republicanos) em sua campanha para a reeleição no Rio. Lembrou seus tempos de deputado e senador, mas curiosamente, não pediu voto para o prefeito, terminando a declaração dizendo: “Eu fico aqui com o Crivella. Não tem muita polêmica, não. Se não quiser votar nele, fica tranquilo. Não vamos criar polêmica, brigar entre nós.” (Veja)

Celso Russomanno (Republicanos) em São Paulo, Bruno Engler (PRTB) em Belo Horizonte, Ivan Sartori (PSD) em Santos e Coronel Menezes (Patriota) em Manaus também ganharam apoio. (Globo)

Ainda na live, Bolsonaro reafirmou que não compra a vacina patrocinada pelo adversário João Doria e disse que pretende reeditar o decreto sobre parcerias privadas nas Unidades Básicas de Saúde. (Folha)




O jornalista Glenn Greenwald anunciou ontem que deixou o Intercept. “A mesma tendência à repressão, censura e homogeneidade ideológica que se tornou praga na imprensa engoliu o meio que co-fundei”, ele afirmou num fio de Twitter. Glenn acusa a versão americana do Intercept de censurar um artigo seu no qual criticava o candidato à presidência americano Joe Biden. Greenwald também destacou que suas críticas não se aplicam à versão brasileira do veículo. (Twitter)

Os editores responderam. “Glenn acredita que todos que discordam dele são corruptos e que todos que editam suas palavras são censores”, registraram. “Nos acusa de tendenciosos mas era ele quem desejava reciclar as afirmações duvidosas de uma campanha política — a de Trump — e as lavar como se fossem jornalismo.” Num texto pesado, afirmam ainda que Greenwald se afastou de suas raízes jornalísticas. (Intercept)

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Chile vota pelo fim da Constituição de Pinochet

 


Os chilenos foram às urnas, ontem, enterrar o último vestígio da ditadura militar que dominou o país entre 1973 e 1990. Com 90% das urnas apuradas, 78% dos eleitores defenderam substituir a Constituição vigente, impetrada ainda com o general Augusto Pinochet no governo. E 79% declararam preferir que seja formada uma Assembleia Constituinte exclusiva, composta por 155 pessoas que serão eleitas em abril próximo, para redigir o novo texto. O plebiscito foi convocado em resposta aos protestos que tomaram as ruas do país, no ano passado. “Hoje, os cidadãos, a democracia e a paz venceram a violência”, afirmou à noite o presidente Sebastián Piñera. O país não se dividiu, no debate a respeito de uma nova Constituição, entre direita e esquerda, entre oposição e situação. O corte parece ter sido mais geracional. Quase 60% dos que se manifestaram ontem não tinham idade para votar no referendo de 1988, que definiu o fim do regime Pinochet. Os eleitores mais jovens, que vinham se abstendo nos últimos pleitos, foram em massa às urnas neste domingo. (El País)




O governo federal determinou, na sexta-feira, o retorno imediato dos brigadistas para o combate aos incêndios no Pantanal e na Amazônia. Eles haviam sido retirados por ordens do comando do Ibama, que alegava não ter dinheiro para pagá-los. (Folha)

A retirada pôs em choque o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. A decisão de Salles foi considerada um ataque contra a ala militar do governo e, quando registrada pela coluna de Bela Megale, levou o ministro do Meio Ambiente a acusar o general Ramos via Twitter de Maria Fofoca. (Globo)

Se Salles angariou apoios na Esplanada dos Ministérios, durante o fim de semana, Ramos recebeu a solidariedade pública dos presidentes de Câmara e Senado, assim como de parlamentares do Centrão. “O ministro Salles”, escreveu Rodrigo Maia, “não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo.” (Twitter)

“Conversei com o ministro Luiz Ramos, apresentei minhas desculpas pelo excesso”, pôs Salles no Twitter, ontem no final do dia. “Estamos juntos no governo, pelo presidente Bolsonaro e pelo Brasil.” (Twitter)

Pois é... Mas, segundo Bela Megale, foi o general quem saiu mais arranhado. Salles não foi repreendido por Bolsonaro quando partiu para o ataque. Recebeu o apoio de outros ministros. E, publicamente, do filho Zero Três — Eduardo. Dentro do Executivo, só o vice-presidente Hamilton Mourão ficou do lado de Ramos. (Globo)




A candidatura de Filipe Sabará à prefeitura de São Paulo deve ser extinta. Expulso do Partido Novo por ter apresentado um currículo fraudado, Sabará ainda concorria pela legenda com uma liminar do TRE. Mas sua candidata a vice, Marina Helena, renunciou e não será substituída pelo partido o que deve inviabilizar o restante da campanha. (Estadão)

Então... O Novo vive uma pesada disputa interna entre o grupo de seu fundador, João Amoêdo, e os bolsonaristas. Um movimento propõe lançar o governador mineiro Romeu Zema à presidência para fazer frente a Amoêdo. As eleições municipais são consideradas definidoras do perfil que a legenda tomará no futuro. O conjunto que sair mais forte deve dominá-la. (Globo)

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Biden golpeia Trump no último debate

 

Brasil


Foram 20 anos de negociação para que a União Europeia (UE) e o Mercosul assinassem o acordo que promete formar uma das maiores áreas de livre comércio do planeta. Firmado em junho de 2019, o acordo está em fase de ratificação, isto é, deve ser aprovado pelos Parlamentos e Governos nacionais dos 31 países envolvidos. Em entrevista ao EL PAÍS, Valdis Dombrovskis, novo comissário de Comércio da UE, afirma que a proteção ambiental será um dos fatores de peso na consolidação do tratado e admite que posicionamento do Brasil na área pode ser um entrave. "Há uma série de preocupações, sobretudo em relação ao desmatamento da Amazônia e ao compromisso dos países do Mercosul com o Acordo de Paris [sobre redução de emissões]. Se seguimos adiante com o processo sem fazer nada, é possível que o acordo não seja ratificado, o que seria lamentável”, destaca.

Nos Estados Unidos, um afiado Joe Biden partiu para o ataque a Donald Trump no último debate presidencial, a 12 dias das eleições de 3 de novembro. Com boas réplicas, o democrata aproveitou a discussão sobre a pandemia e saltou para a jugular do republicano quando o programa caiu na lama das acusações de corrupção. De Washington, a correspondente Amanda Mars registra que desta vez Trump defendeu-se sem gritaria —evidenciando que, sem todo o barulho que fez no primeiro debate, ele perde parte de sua aura. Já Antonia Laborde analisa o impacto do voto dos centennials (nascidos entre 1994 e 2010), que neste ano já somam 37% do eleitorado. Estes jovens, que cresceram durante a epidemia de violência armada nas escolas, veem em Biden um potencial aliado na Casa Branca. “Talvez não tenhamos saúde pública universal ou o Green New Deal, mas teremos dignidade, decência e respeito pelos direitos humanos”, afirma Juan Carlos Mora, de 19 anos.




Afiado, Biden golpeia Trump no equilibrado último debate presidencial
Afiado, Biden golpeia Trump no equilibrado último debate presidencial
Republicano evita a estridência do primeiro encontro e trata de estender sobre Biden a sombra da corrupção

domingo, 18 de outubro de 2020

Ex-chefe do Exército mexicano é preso nos Estados Unidos

 

Ex-chefe do Exército mexicano é preso nos Estados Unidos
Ex-chefe do Exército mexicano é preso nos Estados Unidos
Salvador Cienfuegos, secretário de Defesa de Enrique Peña Nieto, foi detido em Los Angeles a pedido agência antidrogas do país

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Por que o ‘novo normal’ fracassou na Espanha

 

Por que o ‘novo normal’ fracassou na Espanha
Por que o ‘novo normal’ fracassou na Espanha
Falta de recursos, falhas de planejamento e excesso de confiança são as razões para o descontrole da covid-19 no país

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

A jovem que se infiltra dentro das redes dos grupos de extrema direita na Europa

 

A jovem que se infiltra dentro das redes dos grupos de extrema direita na Europa
A jovem que se infiltra dentro das redes dos grupos de extrema direita na Europa
A investigadora Julia Ebner, de 29 anos, relata em seu livro ‘Going Dark: The Secret Social Lives of Extremists’ as suas incursões secretas e alerta para os grupos extremistas e jihadistas

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Protestos voltam às ruas dos EUA contra impunidade policial

 

Protestos voltam às ruas dos EUA contra impunidade policial
Protestos voltam às ruas dos EUA contra impunidade policial
Júri decide levar a julgamento por abuso de autoridade apenas um dos três agentes que mataram a jovem negra Breonna Taylor

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Peso argentino retoma sua espiral de desvalorizaçã

 

Peso argentino retoma sua espiral de desvalorização
Peso argentino retoma sua espiral de desvalorização
Controles à compra e venda de dólares fizeram a cotação da divisa disparar no mercado paralelo e aumentaram o risco-país

terça-feira, 22 de setembro de 2020

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

QAnon, a onda conspiratória que aspira ao poder nos EUA

 

QAnon, a onda conspiratória que aspira ao poder nos EUA
QAnon, a onda conspiratória que aspira ao poder nos EUA
Definido como "ameaça terrorista" pelo FBI, o movimento já começa a reunir seguidores no Brasil. Felipe Neto é uma de suas vítimas

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

ONU acusa Governo de Maduro de crimes contra a humanidade

 

ONU acusa Governo de Maduro de crimes contra a humanidade
ONU acusa Governo de Maduro de crimes contra a humanidade
Missão das Nações Unidas conclui que o governo venezuelano cometeu “violações sistemáticas dos direitos humanos”

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Espanha aprova lei que obriga ensino sobre a ditadura nas escolas

 

Espanha aprova lei que obriga ensino sobre a ditadura nas escolas
Espanha aprova lei que obriga ensino sobre a ditadura nas escolas
Governo espanhol atualizará os conteúdos escolares com a Lei de Memória Democrática que mudará o modo de ensinar o franquismo

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Quem é Yoshihide Suga, futuro primeiro-ministro do Japão

 

Quem é Yoshihide Suga, futuro primeiro-ministro do Japão
Discreto e meticuloso, escolhido pelo partido para suceder Shinzo Abe, de quem foi fiel escudeiro, deve ser referendado na quarta
Quem é Yoshihide Suga, futuro primeiro-ministro do Japão

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Um presidente linguarudo, um ganhador do Pulitzer e conversas explosivas

 

Um presidente linguarudo, um ganhador do Pulitzer e conversas explosivas
Um presidente linguarudo, um ganhador do Pulitzer e conversas explosivas
‘Rage’, novo livro de Bob Woodward em que Trump admite ter mentido sobre a pandemia, provoca tempestade que não poupou nem o autor

sábado, 12 de setembro de 2020

Congresso do Peru abre impeachment contra presidente

 

Congresso do Peru abre impeachment contra presidente
Congresso do Peru abre impeachment contra presidente
Martín Vizcarra é acusado de obstruir investigação de suborno envolvendo funcionários do Governo. Processo começa semana que vem

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Trump e Biden disputam a retórica da linha dura contra a China

 

Trump e Biden disputam a retórica da linha dura contra a China
Trump e Biden disputam a retórica da linha dura contra a China
Democrata endurece seu discurso contra Pequim, enquanto o presidente promete reduzir vínculos econômicos com país asiático

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Opositora bielorrussa Kolesnikova é presa na fronteira com a Ucrânia

Opositora bielorrussa Kolesnikova é presa na fronteira com a Ucrânia
Opositora bielorrussa Kolesnikova é presa na fronteira com a Ucrânia
Ativista, colocada à força em um carro na segunda-feira em Minsk, resistiu às tentativas das autoridades de expulsá-la de Belarus

terça-feira, 8 de setembro de 2020