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O Brasil é um dos países que mais perderam tempo do ano letivo com a pandemia, cerca de 40 semanas, segundo a Unesco, o que é ruim. Mas também é o segundo país com mais mortes por Covid-19 no mundo, o que é muito pior. Talvez por isso o levantamento do Paraná Pesquisas indique que 61,9% dos entrevistados são contra a volta dos estudantes às salas de aula neste momento, contra 34% a favor. A questão, claro, não é simples. A prolongada ausência traz, sim, consequências negativas para os alunos.
O MEC publicou as regras do Fies para o segundo semestre deste ano, cujas inscrições começam hoje. O programa concede bolsas de estudos em faculdades privadas. Além de comprovação de baixa renda, o aluno precisa ter média 450 no Enem dos últimos dez anos e não ter zerado a redação.
Ao votar a regulamentação do Fundeb na noite de ontem, o Senado rejeitou a emendas acrescentadas na Câmara que permitiam o repasse de verbas públicas para escolas do Sistema S e instituições ligadas a igrejas. O texto volta para os deputados, mas já haveria um acordo para que tudo seja votado esta semana sem novas alterações.
Bernardo Mello Franco: “O bolsonarismo prometia combater a doutrinação política nas salas de aula. Era conversa fiada para perseguir professores e abrir caminho à doutrinação religiosa. As igrejas já contam com a isenção de impostos. Com a emenda aprovada na Câmara, passariam a receber repasses dos cofres públicos, numa afronta à laicidade do Estado. O MEC já teve três titulares desde junho. O atual, que deveria proteger o Fundeb do proselitismo religioso, é pastor da Igreja Presbiteriana.” (Globo)