quinta-feira, 31 de março de 2022

Marcelo Queiroga negou, em entrevista coletiva, que a pasta vá decretar o “fim da pandemia”

 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, contradisse ontem o presidente Jair Bolsonaro e negou, em entrevista coletiva, que a pasta vá decretar o “fim da pandemia” de covid-19 – que seria uma atribuição da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo ele, o governo vai apenas encerrar o estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), em vigor há mais de dois anos. Mesmo essa decisão, disse Queiroga, ainda depende de uma série de análises, devido ao impacto sobre políticas públicas de saúde. (UOL)

No que depender de Bolsonaro, conta Lauro Jardim, a covid-19 será rebaixada a endemia ainda hoje. Contrário a todas as medidas de distanciamento adotadas nos últimos dois anos, o presidente quer fazer o anúncio num dia simbólico para ele: 31 de março, aniversário do golpe de 1964, do qual é entusiasta. (Globo)




O telescópio espacial Hubble captou a imagem da estrela mais distante da Terra já identificada. Earendel (“estrela da manhã”, no inglês arcaico, que inspirou o nome de um personagem de J.R.R. Tolkien) está a 12,9 bilhões de anos-luz de nós. Cientistas estimam que tenha se formado quando o universo tinha “apenas” quatro bilhões de anos, 30% de sua idade atual e pode ser composta por elementos diferentes daqueles de astros mais recentes. Sua massa é avaliada em 50 vezes a do Sol, e sua luminosidade milhões de vezes maior. Agora que sabem sua localização, os especialistas vão usar o telescópio espacial James Webb, mais sensível, para estudá-la. (g1)

Doria cogita desistir do Planalto hoje, diz Folha C

 

O governador paulista João Doria (PSDB), que deveria deixar hoje o cargo para se lançar candidato à presidência da República, acordou inclinado a terminar o mandato e abandonar a disputa. A informação é dos repórteres Carolina Linhares, Cristina Camargo e Eduardo Scolese, da Folha de S. Paulo, em reportagem publicada agora cedo, pouco antes do fechamento do Meio. A decisão nasce do mal desempenho do tucano na última pesquisa do Datafolha — ele aparece com 2% das intenções de voto e sua rejeição, de 30%, é alta demais. Além disso, cresce o apoio, dentro do partido, às pretensões do governador gaúcho Eduardo Leite, que mesmo derrotado nas prévias considera ter mais chances na corrida pelo Planalto. O plano de Doria, de acordo com a reportagem, é seguir até o fim de seu mandato no Palácio dos Bandeirantes, mas não concorreria à reeleição. (Folha)

Leite, por sua vez, deve renunciar hoje ao governo do Rio Grande do Sul, e será substituído por Ranolfo Vieira Júnior. (g1)

Então... Leite está dando todos os sinais de que está no páreo para a eleição presidencial. “Tantas coisas mudam no cenário, não faz sentido ficarmos acorrentados às prévias, embora elas sejam legítimas”, disse ele, que defendeu a possibilidade de apoio a um candidato de fora do partido, como a senadora Simone Tebet (MDB-MS). (Folha)

Pois é... Mais uma pesquisa confirma as dificuldades de Doria numa eleição cada vez mais disputada entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). A distância num eventual segundo turno entre os líderes caiu para 12 pontos, a menor já registrada este ano pelo PoderData. Segundo pesquisa divulgada ontem, o petista tem 50% das intenções de votos, contra 38% de seu adversário. Em janeiro, a vantagem do ex-presidente era de 22 pontos. Na simulação de primeiro turno, o resultado ficou estável em relação à pesquisa anterior: Lula com 41%, Bolsonaro com 32%, Ciro Gomes (PDT) com 7%, Sérgio Moro (Podemos) com 6%, João Doria (PSDB) com 3%, André Janones (Avante) com 2% e Eduardo Leite (PSDB) e Simone Tebet (MDB) com 1% cada. Vera Lúcia (PSTU) e Luiz Felipe D’Ávila (Novo) não pontuaram. (Poder360)




Após provocar uma crise institucional entre Judiciário e Legislativo, o deputado bolsonarista Daniel Silveira (União-RJ) aceitou no fim da noite de ontem recolocar uma tornozeleira eletrônica quando o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de seus bens e estabeleceu uma multa diária de R$ 15 mil até que ele obedecesse à ordem. Moraes havia determinado a recolocação da tornozeleira a pedido da PGR após Silveira retomar os ataques ao STF e a seus integrantes. Agentes da PF e da Polícia Penal do DF foram durante o dia à Câmara colocar a tornozeleira no parlamentar, que se recusou a cooperar. A presença da PF desagradou o Congresso. O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PSD-AM), disse que o plenário era “um ambiente inviolável”. (Metrópoles)

Diante do imbróglio provocado por Silveira, o Supremo decidiu marcar para o próximo dia 20 o julgamento do deputado. Mais cedo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a cobrar do STF mais agilidade no caso. “Seria desejável que o Plenário do STF examinasse esses pedidos o mais rápido possível, e que a Justiça siga a partir dessa decisão final”, disse, por meio de nota. (UOL)




A Polícia Federal enviou ontem ao STF um relatório concluindo que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não interferiu na corporação para proteger parentes e aliados. A investigação foi aberta em 2020 a pedido da PGR após acusações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, hoje pré-candidato à Presidência pelo Podemos. Ao deixar o ministério, ele acusou Bolsonaro de tentar interferir em investigações ao cobrar a troca do chefe da PF no Rio e ao exonerar o diretor-geral da corporação. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, deve encaminhar o documento da PF à PGR. (g1)

Enquanto isso... A ministra do STF Rosa Weber negou ontem o pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para arquivar o inquérito que investiga se Bolsonaro cometeu crime de prevaricação ao não dar prosseguimento a denúncias de fraude na tentativa de compra da vacina indiana Covaxin. Aras argumentou que não era atribuição do presidente abrir uma investigação, mas Rosa Weber concluiu que ao chefe do Executivo “não assiste a prerrogativa da inércia nem o direito à letargia”. A PGR vai recorrer. (UOL)

E após um período de trégua, Bolsonaro voltou a atacar as urnas eletrônicas. Em evento no Rio Grande do Norte, ele disse que “os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três que decidirão como serão contados esses votos”. Os votos nas eleições brasileiras são totalizados pelo sistema do TSE, em Brasília, sob fiscalização dos partidos. (Metrópoles)




Para comemorar o aniversário do golpe civil-militar de 1964, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto — que está de saída para ser vice de Bolsonaro —, publicou uma ordem do dia classificando o que chama de “movimento” como “marco na evolução política” que “fortaleceu a democracia” no país. Não há no documento referência ao fechamento do Congresso, às torturas e desaparecimentos nem à censura à imprensa e às artes. (g1)




O secretário do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, Oleksiy Danilov, confirmou ontem que tropar russas foram retiradas da região de Kiev — embora o bombardeio à capital continue — e realocadas nas províncias separatistas de Kharkiv e Donetsk. Se confirmado, o movimento reforça a avaliação de especialistas de que Vladimir Putin buscaria agora consolidar o controle sobre essas áreas no Leste da Ucrânia. Isso também aumenta a pressão sobre a cidade portuária de Mariupol, ligação entre as duas províncias e a Península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. (New York Times)

Deu na Imprensa - 30/03

 

A guerra na Ucrânia volta às manchetes dos jornalões brasileiros, em meio à crise política que vive o governo Bolsonaro. Os principais diários nacionais tratam de questões distintas em suas edições nesta quarta-feira, 30 de março. FolhaRússia anuncia ‘redução drástica’ de ataques a KievEstadãoCom trocas partidárias, Bolsonaro reforça base de apoio em campanhaO GloboSilva e Luna: Petrobrás não pode fazer política partidária.  ValorApesar de reveses, Pix já é líder em pagamentos.

Outra notícia importante do dia é que Bolsonaro propõe mudar lei antiterrorismo com brecha para perseguir os movimentos sociais“Texto proposto ao Congresso inclui como passíveis de punição atos com fins políticos ou ideológicos com emprego de violência”, relata a Folha. A proposta abre brecha para criminalizar os movimentos sociais. De acordo com o projeto a definição de terrorismo passa a contemplar as “ações violentas com fins políticos ou ideológicos”.

O Globo reporta que a ministra Rosa Weber, do STF, rejeita pedido do procurador-geral Augusto Aras para arquivar inquérito sobre prevaricação de Bolsonaro no caso Covaxin“Ministra apontou que tese defendida por procurador-geral para inocentar presidente 'não se sustenta' e pede nova avaliação sobre as provas”, resume. É a primeira vez que um ministro do STF reverte um arquivamento solicitado por Aras em relação a Bolsonaro.

Na política, a Folha volta a colocar o presidente e o líder petista em situações de similaridade ao apontar que ambos fazem campanha antecipada. Bolsonaro, Lula e rivais põem campanha na rua com vistas grossas do sistema eleitoral — diz a manchete do alto da página 4. “Propaganda na TV, comícios e carreatas só estão liberados a partir de 16 de agosto, mas, na prática, já estão ocorrendo”, aponta. 

Estadão traz reportagem mostrando que as trocas partidárias reforçam base de apoio a Bolsonaro na campanha por reeleição. PL, Progressistas, Republicanos, PSC e PTB alcançam 171 deputados, o equivalente a 1/3 da Câmara. Legendas aliadas ao ex-presidente Lula somam 113 parlamentares.

E novos dados do Datafolha mostram a problemas para o governo diante do aprofundamento da crise social.  Quantidade de comida em casa é insuficiente para 24% dos brasileiros“Insegurança alimentar é mais aguda entre os mais pobres e no Nordeste, mostra pesquisa”, relata. Nada menos que um de cada quatro brasileiros afirma que a quantidade de comida disponível em sua mesa foi inferior à necessária para alimentar sua família nos últimos meses. Fábio Zanini comenta, na FolhaDatafolha mostra dificuldade de Bolsonaro em contrapor Auxílio Brasil ao Bolsa Família de Lula“Projeto de presidente de obter dividendos eleitorais de seu programa ainda não saiu do papel”, diz.

Folha destaca declaração de Lula comparando a Petrobrás a Jesus Cristo. Ele disse ontem que a estatal foi ‘crucificada’ pelos adversários. “Preço dos combustíveis vira tema de debate nas campanhas eleitorais deste ano”, constata o jornal. Em evento com petroleiros no Rio de Janeiro, Lula voltou a criticar a política de preços da Petrobras e a escalada dos combustíveis no Brasil. Ele disse que a estatal é estratégica para os interesses nacionais e afirmou que a companhia foi alvo de “mentiras” nos últimos anos. Valor informa que Lula quer reverter estratégia da Petrobrás. Ex-presidente petista critica política de preços da estatal e indicação de Adriano Pires ao comando da empresa.

A imprensa aposta que a crise entre o Planalto e o novo comando da estatal tende a se perpetuar. Atritos entre Petrobras e governo devem continuar, dizem aliados“Indicado para comandar petroleira estuda fundo para compensar preços e proximidade com Congresso pode abreviar caminho”, aponta a Folha

Jornais informam que o mercado vê pouca chance de política de preços da Petrobrás mudar. Novo presidente é considerado um defensor de preços internacionais; estatuto proíbe operações com prejuízo. Apesar disso, a CVM abriu investigação sobre troca no comando da Petrobrás. Regulador do mercado financeiro avaliará divulgação da demissão de Silva e Luna.

E o novo cotado para assumir o Ministério da Educação é o reitor do ITA. Anderson Correia tem recebido ligações de integrantes do Centrão após nova troca no comando do MEC. Ele pode vir a substituir o pastor Milton Ribeiro. Secretário-executivo do MEC, Victor Godoy assume pasta interinamente e é o mais cotado para o cargo.

Ainda sobre as mudanças no MEC e na Petrobrás, Painel da Folha diz que a queda do presidente da Petrobras aumenta rusga do Exército com a Marinha“Oficiais avaliam que o general Silva e Luna foi injustiçado por falta de articulação política de ministro”, resume. Silva e Luna “pagou o pato” da ineficiência na articulação política do ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque.

Elio Gaspari comenta a crise no governo Bolsonaro, com a nova queda de ministro, listando outros que também deixaram a esplanada“Em três anos de governo, Jair Bolsonaro empossou sete ministros na Educação e na Saúde. Esse desfile seguiu um padrão. … (Alguns) acabaram fritos”, observa. “Os demais atolaram na inépcia e no destrambelho. (…) Milton Ribeiro revelou-se um campeão. De um lado, ganha um fim de semana num garimpo ilegal quem for capaz de apontar uma só iniciativa competente que ele tenha patrocinado no MEC

Na economia, uma sucessão de notícias ruins para o governo. Valor informa que a produtividade no Brasil em 2021 é a mais baixa em 12 anos, indica FGV. Para o economista Claudio Considera, problema não está na pandemia, mas na crise da indústria nacional. E a inflação no centro da meta em 2023 parece cada vez mais distante. Desaceleração dos preços em 2022 está mais difícil, com reflexo no próximo ano, dizem economistas. Valor traz ainda o vice Hamilton Mourão criticando o teto de gastos e as emendas parlamentares. Ele reclama de concentração de poderes dos presidentes da Câmara e Senado.

LULA

Jornais noticiam como grande novidade as reuniões de tucano e petistas para tratar de política econômica de Lula. Todos os jornalões trazem reportagem mostrando o encontro de um dos pais do Plano Real, Pérsio Arida se reúne com petista Aloizio Mercadante, presidente da Fundação Perseu Abramo. A informação sobre o encontro foi revelada pela agência “Brasil Alta Frequência”. “Conversamos, tivemos um diálogo sobre a conjuntura e os desafios, há disposição e interesse em aprofundar as discussões, mas não há necessariamente compromisso com o programa de governo”, disse o petista.

Painel da Folha noticia que grupo do PSOL defende ruptura com Lula e Rede e diz que petista é dose mínima de veneno. “Militantes afirmam que o partido não tem vocação para ser puxadinho do PT nem da Rede”, destaca. O grupo lançou documento em que critica a direção do partido por sinalizar apoio a Lula (PT) e  Alckmin (PSB) e por negociar a criação de uma federação com a Rede. “A carta já conta com mais de 600 assinaturas, de figuras como os ex-deputados Babá (fundador do PSOL) e Milton Temer e o professor aposentado da Unicamp Plínio de Arruda Sampaio Júnior”, diz a nota.

A coluna da Folha ainda informa que Lula marca encontro com sindicalistas para 13 de abril. Ex-presidente vai se reunir com representantes de centrais alinhadas à sua candidatura, como CUT, Força Sindical e CTB. A ideia do petista é ouvir contribuições do grupo para sua plataforma de campanha.

E o Estadão tenta ganhar clicks ao apontar que Lula sugere festival só com aliados após polêmica no Lollapalooza. Em vídeo publicado no Twitter, Lula se cerca de artistas como Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Ludmilla. A edição 2022 do Lollapalooza ficou marcada por manifestações de apoio ao petista.

PSDB

Estadão relata que o governador de São Paulo, João Doria, mobiliza tucanos e tenta isolar dissidência pró-Leite“Grupo do governador aposta na Federação com Cidadania para mudar correlação de forças na sigla”, destaca o jornal.

Painel da Folha aponta que aliados de Doria falam em subir o tom contra Eduardo Leite se ele iniciar ‘campanha paralela’. Secretário diz que conspirar dentro do partido é ainda pior do que se tivesse migrado para outra legenda.

BRASIL NA GRINGA

O diário francês Le Monde noticia a troca de comando na maior empresa do Brasil. O presidente Jair Bolsonaro demite o CEO da Petrobras, devido ao aumento dos preços dos combustíveis“Diz-se que o chefe de Estado critica o chefe da empresa, Joaquim Silva e Luna, por ter aumentado os preços da gasolina e do gasóleo, anulando os esforços do governo para travar a inflação”, sintetiza.

INTERNACIONAL

O avanço das negociações entre Rússia e Ucrania, mediadas pela Turquia, ganha repercussão global, com jornais destacando o progresso de um possível acordo de paz. A mídia russa insiste na autonomia dos territórios na região de Donbass e a Crimeia. Diz o Russia TodaySituação da Crimeia não está em discussão – Moscou

E o Asia Times informa: O destino de Mariupol é a chave para um acordo com a Ucrânia“O porto estratégico à beira-mar de Mariupol está na mira militar da Rússia, à medida que seus objetivos de invasão começam a ficar mais claros”, relata.

A mídia europeia, contudo, mostra o tamanho da encrenca: a ameaça de corte de gás russo. O Financial Times mostra a razão para esses temores: UE e Rússia em impasse sobre pagamentos em rublos por gás. O jornal diz que a Rússia declarou que os pagamentos serão feitos em rublos em meio a sanções ocidentais, mas os líderes europeus estão se recusando a fazê-lo — insistindo que devem continuar a fazer pagamentos em euros ou dólares. 

O alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung também alerta para a situação: UE teme fim abrupto do fornecimento de gás. Países do G7 se recusaram a pagar pelo fornecimento de gás em rublos. “O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ameaçou interromper as entregas se a UE realmente se recusasse a pagar o gás em rublos em entrevista à emissora de televisão americana PBS na noite de segunda-feira: ‘Sem pagamento - sem gás’, disse Peskov”, destaca o jornal. “A emergência pode, portanto, ocorrer já na sexta-feira. Porque o presidente russo, Vladimir Putin, pediu à empresa de gás Gazprom, ao governo russo e ao banco central que apresentassem um plano para mudar os pagamentos para rublos até quinta-feira”. O Sueddeutsche Zeitung destaca na manchete de capa: O aumento dos preços da energia está tornando a vida visivelmente mais cara.

Pravda traz na manchete um economista apontando que o rublo é mais eficaz como nova unidade de pagamento em acordos internacionais. Vasily Koltashov explica por que a União Econômica da Eurásia está abandonando o dólar. “Teoricamente, para os acordos, não precisamos de uma nova unidade de pagamento dentro da estrutura da União Econômica da Eurásia”, explica. “Para fazer isso, você pode usar o rublo como a moeda mais segura. Além disso, a segurança do rublo aumentará à medida que o comércio ocorrer nessa moeda”.

Asia Times mostra uma manchete alarmista: Risco de guerra nuclear é real“O que Vladimir Putin tem que fazer para convencer Washington de que a crise na Ucrânia é um conflito preliminar no que pode ser uma guerra nuclear?”, escrevem Uwe Parpart e David P. Goldman. “Em 23 de fevereiro, Putin alertou sobre uma guerra nuclear. Em 19 de fevereiro, ele realizou um exercício completo das forças russas de mísseis balísticos. Em 27 de fevereiro, ele colocou a Rússia em alerta nuclear – que continua em vigor. Joe Biden não entendeu a mensagem”

Asia Times ainda destaca outra reportagem que mostra o potencial bélico de outros atores no tabuleiro da geopolítica mundial: Inferno sobre rodas: China prepara armas nucleares ferroviárias de alta velocidade“Plano de mísseis ferroviários visa tornar o arsenal nuclear da China mais móvel e difícil de interceptar e destruir”, informa.

Sobre a perspectiva de um avanço nas negociações de paz, a mídia estadunidense também parece cética. Dos principais jornais, só o Wall Street Journal é objetivo e direto na manchete: Kiev oferece neutralidade a Moscou. O New York Times destaca na manchete principal que as negociações de paz produzem sinais de progresso, mas o fim da guerra não está à vista. E o Washington PostOcidente cauteloso enquanto negociações de paz aumentam esperanças.

Reportagem do Washington Post revela que Covid se aproxima de Biden à medida que as restrições caem. Vários assessores da presidência testaram positivo. O jornal ainda relata que a Casa Branca se volta para a qualidade do ar no mais recente esforço para impedir o coronavírus.

NYTimes ainda destaca no pé da capa da edição de hoje o envolvimento direto de Donald Trump no atentado ao Capitólio, no ano passado. Novo foco em como um tweet de Trump incitou grupos de extrema-direita antes de 6 de janeiro“Promotores federais e investigadores do Congresso estão documentando como a postagem do ex-presidente — ‘Esteja lá, será selvagem!’ tornou-se um catalisador para militantes antes do ataque ao Capitólio”, aponta o jornal.

A mídia chinesa mantém o tom arredio às movimentações da Casa Branca. O Global Times destaca na edição de hoje que Biden está atolado em crise de credibilidade na Ucrânia em meio à tentativa de buscar aumento de gastos com defesa“Incentivar a guerra para desviar conflitos internos não funcionará ou tornará os EUA grandes”, resume. E o Diário do PovoEUA têm responsabilidades inevitáveis pela crise na Ucrânia“A crise da Ucrânia expôs ainda mais a essência da hegemonia americana e as consequências perniciosas da mentalidade da Guerra Fria”, escreve Zhong Sheng“A expansão oriental da OTAN liderada pelos EUA é a causa raiz da crise, e os EUA são os iniciadores da crise. Como apontou um especialista internacional, é possível parar a guerra apenas quando o pano de fundo da guerra é conhecido por todos”.

 

AS MANCHETES DO DIA

Folha: Rússia anuncia ‘redução drástica’ de ataques a Kiev

Estadão: Com trocas partidárias, Bolsonaro reforça base de apoio em campanha

O Globo: Silva e Luna: Petrobrás não pode fazer política partidária 

Valor: Apesar de reveses, Pix já é líder em pagamentos

BBC Brasil: Mais perto do fim? O que esperar das novas negociações sobre guerra na Ucrânia

UOL: Victor Godoy Veiga é nomeado para ocupar o MEC interinamente

G1: Remédios terão reajuste de quase 11%, diz indústria farmacêutica

R7: Presidente Bolsonaro nomeia Victor Godoy como ministro interino da Educação

Luís Nassif: Contra o Golpe e atuais genocídios, Caminhada do Silêncio faz ato neste 31 de Março

Tijolaço: Os vendilhões

Brasil 247: Lobista indicado para o comando da Petrobrás não revela os clientes de sua empresa

DCM: Bolsonaro nomeia Victor Godoy Veiga como ministro interino da Educação

Rede Brasil Atual: Assembleia aprova projeto de Doria que retira direitos dos professores

Brasil de Fato: Na Amazônia urbana, pessoas negras e indígenas serão principais vítimas de mudanças climáticas

Ópera Mundi: Breno Altman: Quem é Vladimir Putin? 

Vi o Mundo: Jeferson Miola: Moro-lavajatismo e bolsonarismo pavimentaram via do fascismo no Brasil

Fórum: Braço direito de Ribeiro assume MEC em meio à disputa entre evangélicos e Centrão

Poder 360: Bolsonaro não vai impor política de preços à Petrobras

Congresso em Foco: Permanência de Leite no PSDB não enfraquece Doria, dizem aliados

NYT: Negociações mostram progresso, mas Rússia luta por mais território

Washington Post: Ocidente cauteloso enquanto negociações de paz aumentam esperanças

WSJ: Kiev oferece neutralidade a Moscou

Financial Times: UE e Rússia em impasse sobre pagamentos em rublos por gás

The Guardian: Violação da lei no nº 10: polícia edita 20 primeiras multas pelo Partygate

The Times: Rússia promete aliviar ataque em Kiev

Sputnik: 'A Crimeia é a Rússia': Kremlin se recusa a discutir o status da Península com a Ucrânia

RT: Situação da Crimeia não está em discussão – Moscou

Pravda: Economista: o rublo é mais eficaz que a nova unidade de pagamento em acordos internacionais

The Moscow Times: Kremlin não vê avanços nas negociações na Ucrânia

Global Times: China endurece para combater o COVID à medida que casos locais ultrapassam 70 mil no continente desde março

Diário do Povo: Militares chineses concederão medalha de 1º de agosto a funcionários de destaque

Asia Times: Guerra nuclear é risco real; Biden está vivendo uma fantasia perigosa

Le Monde: Ucrânia. O calvário das crianças na guerra

Libération: Negociações sobre Ucrânia: real ou vislumbre? 

El País: Ocidente desconfia da promessa de Putin de cessar o assédio a Kiev

La Vanguardia: O Kremlin não vê nada de "promissor" ou "progresso" nas negociações com a Ucrânia

Diário de Notícias: Marcelo recusa deixar-se apagar e faz avisos à navegação

Público: Novos contratos de arrendamento aumentaram 20% em Lisboa e Porto

Frankfurter Allgemeine Zeitung: Ucrânia exige assistência militar para garantir neutralidade

Süddeutsche Zeitung: O aumento dos preços da energia está tornando a vida visivelmente mais cara

Clarín: Cristina não conseguiu os votos e cai a sessão da reforma da magistratura

Página 12: Em busca do dólar perdido

Granma: Cuba iluminada por seus jovens

quarta-feira, 30 de março de 2022

AMANHÃ É DIA DE GISELLE, A REDENTORA

 Na nossa doce porralouquice durante a ditadura fazíamos todo dia 31 de março uma festa para Giselle. Eu e Myrtha sempre tivemos os icônicos livrinhos de bolso em nossa estante. Constantemente roubados por um bom "amigo" tínhamos que repo-los nas incursões dos sebos.



Memorias secretas de Giselle, a espiã nua que abalou Paris é um relato de ficção passado na França ocupada durante a II Guerra Mundial. A história conta as aventuras da espiã Giselle Montfort, uma integrante da Resistência francesa que, pela enorme beleza e corpo escultural, usava de seus atributos físicos para tirar informações dos oficiais nazistas na Paris ocupada para transmiti-la ao maquis.

Escrita pelo jornalista David Nasser (não creditado), a obra foi publicada em 1948 como folhetim no jornal carioca Diário da Noite, com grande sucesso. A coletânea dos capítulos, extensamente revisada, teve várias edições em livros de bolso.

                   


Marcelo Queiroga, negou ontem que a realização de uma consulta pública tenha atrasado o início da vacinação infantil no país

 


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, negou ontem que a realização de uma consulta pública tenha atrasado o início da vacinação infantil no país. A Anvisa liberou a imunização de crianças acima de cinco anos no dia 16 de dezembro, mas a vacina da Pfizer só entrou no programa federal no dia 5 de janeiro, após a consulta e uma audiência pública. Falando ontem no Senado, Queiroga disse que o laboratório informou que só entregaria as doses pediátricas a partir de 10 de janeiro e que, portanto, “não houve atraso sequer de um segundo em relação à vacina”. (UOL)




Facas, armas de fogo e até uma granada são objetos que se espera encontrar em vários ambientes, menos numa escola. Casos de violência em colégios públicos e privados têm sido registrados com frequência crescente em todo o país, e, segundo especialistas, podem estar relacionados ao isolamento provocado pela pandemia. “Esses alunos estão voltando para a escola mais irritados, agressivos, com mais dificuldade nas habilidades sociais. A escola precisa de um plano de acolhida e espaço de diálogo para trabalhar essas questões em âmbito coletivo”, afirma Telma Vinha, professora da Unicamp especialista em convivência e clima escolar. (Globo)




Assédio moral, ameaças e até confinamento ilegal. Essas situações foram denunciadas ontem pela jogadora de futebol brasileira Giovana Queiroz numa carta aberta à direção do Barcelona, clube do qual é contratada. A atleta de 18 anos, que também tem cidadania espanhola, disse ter sofrido as primeiras pressões abusivas de pessoas “dentro e fora do clube” em 2020, quando foi convocada para a seleção brasileira. “Métodos arbitrários foram usados com o objetivo claro de prejudicar minha vida profissional dentro do clube”, publicou ela em redes sociais. Procurado pela CBF, o Barcelona disse que sua própria equipe de compliance e a